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09.03.2010

A versão crossover do Kia Soul

da Redação

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O Soul chegou no meio do ano passado para, entre outras coisas, deixar bem claro por aqui qual é a nova cara da Kia, que já foi sinônimo no Brasil de carros mais robustos e voltados para o trabalho. E mais... Avançou em direção à praia ocupada, principalmente, pelo EcoSport. Um desejo, aliás, de muitos outros.

O design foge do tradicional e, não há como contestar, é um dos componentes que mais ajudam no sucesso do carro aqui no Brasil e nos demais países onde é vendido. Apesar do desenho tipo caixote, mais quadradinho, ele tem um conjunto bem elaborado, desde a dianteira, passando pelas laterais com cintura alta e rodas maiores, com a tampa reta, mas com um conjunto chamativo de lanternas nas laterais.

E todo esse estilo caiu no gosto do brasileiro porque ele consegue oferecer arrojo sem exagerar na dose, ou seja, não espanta e até cria boa expectativa naqueles com gosto mais tradicionais. Além disso, na faixa de preço em que concorre no mercado brasileiro, é um modelo bem equipado. Ele conta com ar-condicionado, direção elétrica, air-bags, freios com sistema abs, faróis de neblina, rodas aro 18, sistema de som com entrada para ipod e controles no volante, pra criar alguns exemplos, como itens de série.

Por dentro, oferece espaço generoso e uma sensação ainda mais agradável para os passageiros por conta do teto mais alto e o conforto para ajeitar as pernas. E tem um interior afinado com o design externo, com acabamento cuidadoso e detalhes de painel e portas bem modernos, com direito a iluminação personalizada em alguns pontos.

Dirigir o soul significa ficar numa posição mais elevada e com um visual generoso aqui na frente por conta do amplo para-brisa... Mas os efeitos quadradinhos das linhas traseiras deixam uma incomoda limitação visual lá atrás. Bom, no caso da versão top, aí ele compensa com esse cuidado muito bem vindo da câmera traseira com monitor aqui no retrovisor, que ajuda bem nas manobras.

Esse é um luxo da versão top do Soul vendido no Brasil e que nem é uma grande novidade, mas que acaba compondo o conjunto bem servido de equipamentos e acessórios. No mais, garante aquelas facilidades para o transporte de bagagens e afins, com bancos traseiros bipartidos e um bom porta-malas equipado com pontos de fixação para rede elástica.


Então, vale uma atenção para o conjunto mecânico do Soul, que por enquanto é vendido no Brasil somente com o motor 1.6 16v a gasolina, com opção de transmissão automática de 4 velocidades ou manual de 5 marchas.

O motor 1.6 movido a gasolina é moderno, tem comando de valvulas variavel e 124 cavalos de potência. Neste caso, esta equipado com transmissão manual de 5 marchas que tem encaixes fáceis, mas o curso da alavanca nas trocas é do tipo longo. Mas na media, o Soul tem respostas rápidas e agradáveis, principalmente na cidade... E olha, a situação pode ficar melhor com a chegada da versão flex, prometida para esse ano.

E olha que esse motor a gasolina tem bons números de consumo na cidade, na faixa dos 11 km/l, o que acabou se transformando em outro ponto forte do Soul em tempos de etanol com preço nas alturas. Mas o motor flexível vem aí e é muito mais interessante daqui pra frente, quando a preocupação com a questão ambiental, por exemplo, é cada vez mais clara na cabeça dos consumidores. A engenharia coreana já iniciou os testes do novo motor no Brasil, que vai equipar outros modelos da marca também.

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