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5 marcas que, como a Forever 21, fecharam portas no Brasil

Assim como a Forever 21 fechará as portas no Brasil neste fim de semana, essas cinco marcas entraram em processos de recuperação
Forever 21
Smart #1 [divulgação]

Atuar no Brasil não é fácil, especialmente em tempos de pandemia e economia com inflação altíssima. Prova disso é que não somente marcas de carros, mas varejistas de peso lá fora estão pedindo para sair. É o caso da Forever 21 que vai fechar todas as suas lojas no Brasil até o domingo (19) e enfrenta uma recuperação judicial desde 2019 nos EUA.

Tal qual a Forever 21, essas cinco marcas de carros fugiram do Brasil exatamente e, pouco tempo depois, se deram mal. Algumas faliram de vez, outras foram compradas por marcas maiores, enquanto outras lutam para sobreviver milagrosamente. Conheça agora as cinco marcas que desistiram do Brasil igual à Forever 21.

Lifan

Lifan X70 [divulgação]
Lifan X70 [divulgação]
Em processo de falência na China e com produção em suas fábricas interrompidas há um certo tempo, a Lifan deu adeus ao Brasil de maneira melancólica. A marca vendia, em 2020, restos de estoque 2018 e negava a todo custo que sairia do país. As concessionárias viraram revendas de usados porque não tinham mais carros 0km para vender.

Mas pouco depois, a Lifan admitiu que estava deixando o Brasil e, coincidentemente, o processo de recuperação começou na China. A Geely, dona da Volvo, se ofereceu para comprar a Lifan e parte de sua tecnologia. Mas o negócio não pareceu suficiente para ressuscitar a marca. Seu último lançamento foi o SUV médio X70 em 2018.

Lada

Lada Granta [divulgação]
Lada Granta [divulgação]
Dizem as más línguas que a Lada veio ao Brasil com apenas um navio de carros e nunca mais trouxe nada. A marca russa conhecida também como AvtoVAZ deixou de ser saudável financeiramente depois da alta do dólar no começo dos anos 2000 e passou a operar somente na sua terra natal e em alguns países da Europa ocidental.

Isso foi visto como uma oportunidade para a Renault, que de 2008 a 2016 foi comprando a Lada aos poucos. Novos modelos surgiram e a Lada começou a se tornar global de novo. Contudo, em 2020 por conta da Guerra, a Renault vendeu a marca de volta ao governo por centavos. Hoje, ela voltou a produzir um carro com tecnologia de 1996.

Daewoo

Forever 21
Daewoo Lanos [divulgação]
Apesar de produzir uma imensidão de produtos que vão de televisões a escavadeiras, a Daewoo como fabricante de carros está morta desde 2011. A marca chegou a atuar no Brasil entre os anos 1980 e o final dos anos 1990, mas como faliu em 1999, precisou fazer suas malas e sair.

Só que ela sobreviveu até 2011 por conta da General Motors. A Daewoo foi adquirida pelo grupo americano e passou a responder como GM Korea. Ela foi responsável pelo desenvolvimento de diversos carros globais como os Chevrolet Sonic, Beat e a primeira geração do Cruze. Virou Chevrolet Coreia do Sul em 2005, matando o nome Daewoo.

Smart

Smart ForTwo [divulgação]
Smart ForTwo [divulgação]
Criada pela Mercedes-Benz e pela fabricante de relógios Swatch, a Smart nasceu quase como um objeto de moda que poderia ser vendido na Forever 21. A ideia era criar um carro elétrico minúsculo e de baixo custo, mas o ForTwo acabou nascendo como um modelo a combustão, muito seguro e não tão econômico assim. Mas virou moda.

A Smart nunca foi muito bem das pernas, afinal era uma marca de nicho. Pediu ajuda à Mitsubishi para fazer a primeira geração do ForFour e quase fez no Brasil o SUV ForMore. Na terceira geração do ForTwo, a marca teve ajuda da Renault. Contudo, se virou totalmente para eletricidade em 2019 e quase faliu. Só foi salva porque a Geely comprou metade da marca pertencente à Mercedes.

SsangYong

Forever 21
SsangYong Torres [divulgação]
Comprada pela Mahindra (outra que desistiu do Brasil tal qual a Forever 21) em 2010, a SsangYong se tornou uma grande pedra no sapato da marca indiana. A Jeep da Coreia do Sul não dá lucro e não consegue recuperar mercado. Tentou por duas vezes vender seus carros no Brasil e não obteve sucesso em nenhuma tentativa.

Mesmo que durante anos a SsangYong adorava se vangloriar do fato de que usava motores Mercedes-Benz em seus carros, colocando o logo da marca alemã na traseira em um adesivo. Hoje tenta se recuperar investindo forte em eletrificação e recentemente mostrou o novo SUV Torres. Mas se alguém oferecer uma boa grana à Mahindra pela SsangYong, ela vende.

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João Brigato

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