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5 versões de alto custo de carros feitos no Brasil

Enquanto nosso mercado é visto como de baixo custo e condenado a carros de baixo custo, lá fora os de maior valor é que dominam
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Volkswagen Taigo [divulgação]

Países subdesenvolvidos como o Brasil geralmente vendem versões de baixo custo de diversos carros. Quer seja uma variante simplificada, como acontece com o Volkswagen Polo, ou modelos totalmente diferentes. Por isso, reunimos nessa lista cinco versões de alto custo dos carros de baixo custo vendidos no Brasil.

Fiat Panda

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Fiat Panda [divulgação]
Quando o projeto da nova geração do Fiat Uno começou, a marca italiana já tinha em mente e no planejamento o Panda para a Europa. Ambos nasceram para ser o carro de entrada da Fiat, com foco no baixo custo, espaço interno generoso e algumas soluções criativas de design. Contudo, é nítido que o Uno é a versão de baixo custo do Panda.

O modelo italiano tem alguns itens que o brasileiro já aposentado não tem, como versões com tração 4×4, interior mais refinado com console central alto, janela na coluna C, entre outros elementos que deixam claro que ele é mais refinado em sua construção e em equipamentos.

Nissan Juke

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Nissan Juke [divulgação]
Globalmente a Nissan tem dois SUVs compactos: Juke e Kicks. O Juke nasceu em 2010 com plataforma de March e visual bastante ousado. Foi um dos primeiros carros com faróis divididos. Mas o alto custo de produção, acabamento refinado e espaço interno apertado fizeram com que a marca desenvolvesse o Kicks.

Projeto tocado pela filial brasileira, o Kicks é destinado a mercados emergentes, mas também é oferecido nos EUA (onde substituiu o Juke) e na China. O Juke é mais jovial, esportivo e refinado, enquanto o Kicks preza pelo espaço interno, conforto e tem um visual mais conservador para agradar mais pessoas. Tranquilamente eles poderiam conviver na mesma concessionária.

Volkswagen Taigo

Volkswagen Taigo [divulgação]
Volkswagen Taigo [divulgação]
O caso do Volkswagen Taigo, entre todos os carros presentes nessa lista, talvez seja o mais emblemático. O Nivus foi desenvolvido no Brasil, mas agradou tanto a matriz na Alemanha que a Volkswagen decidiu produzi-lo na Europa. Mas, para isso, precisava ganhar algumas coisas a mais que o Nivus, incluindo um novo nome.

Em relação ao SUV cupê nacional, o Taigo tem faróis de LED mais complexos que os do nosso, lanternas traseiras de LED com parte central conectada, acabamento interno evidentemente muito superior ao modelo brasileiro, com direito a partes macias ao toque e melhores encaixes. Além disso, tem versões manual, automatizada de dupla embreagem e até 1.5 TSI.

Toyota Yaris

Toyota Yaris [divulgação]
Toyota Yaris [divulgação]
O nome Yaris é usado por uma infinidade de carros da Toyota, mas ela deixa muito claro quem são os de baixo custo e os de alto custo. Destinado a mercados emergentes da Ásia, mas que também é oferecido no Brasil e em outros países das Américas, o Yaris de codinome XP150 é o maior modelo com esse nome e tem duas abordagens visuais diferentes.

Já o Yaris europeu é menor, mas bem mais refinado. Tem versões híbridas e a esportiva GR com o motor 1.5 três cilindros mais potente do mundo. É substancialmente menor que o Yaris brasileiro, mas bem mais refinado e tecnológico, com direito a acabamento no mesmo nível que o Corolla e superior ao do Corolla Cross.

Honda Fit

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]
Até a terceira geração, o hatch compacto global da Honda era o Fit. Contudo, a marca precisou mudar as coisas na terceira geração lançada em 2020. O Fit ficou caro demais, sofisticado em construção e acabamento, além de eletrificado, para poder atender à Europa e Japão. Coube então ao City se transformar em hatch e abrir mão de parte da sofisticação.

Assim, mercados onde o City sedã já atuava, passam a receber o City Hatch no lugar do Fit. Quem antes só tinha o Fit, continua com ele na nova geração, exceto os EUA, onde ele também é considerado caro demais. Fit e City hatch compartilham plataforma e diversos componentes, mas o hatch com ares de minivan é mais refinado.

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Sobre o autor

João Brigato

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