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Avaliação: testamos a configuração topo de linha da Fiat Strada

Mesmo com pontos a melhorar, predicados podem tirar a picape do patamar de veículo de trabalho para carro com caçamba
Fiat Strada
Fiat Strada, Volcano (Auto+)

Já nos dez primeiros dias de vendas, a Fiat Strada comemorou o marco de 6.000 unidades. E para entender o motivo pelo qual a picape compacta ‘nada de braçada’ neste segmento – quase inexistente – resolvemos avaliar a versão topo de linha Volcano, que aposta não só em design como também em tecnologia e conforto para deixar de lado aquela ideia de veículo de trabalho. Mas será que a novata vai conseguir ser vista pelo consumidor como carro de passeio com caçamba?

Se depender da comodidade, sim. Começando pela parte traseira, além do visual bem resolvido e extremamente semelhante ao da Toro, a tampa da caçamba é um dos principais destaques.

Destaque por não ser bipartida, como na Toro? Não! Pela leveza e pela capacidade de suportar até 400 quilos. E tem até porta-copos para o caso daquele almoço rápido ali, mesmo, na caçamba. O compartimento – assim como na geração anterior, é forrado, tem capota marítima e iluminação. Acomoda 650 quilos de carga ou 844 litros.

No comprimento total, são 4 centímetros a mais que antes – total de 4,45 metros. As rodas têm 15″ e desenho exclusivo e, na frente, o novo DNA da marca, com logotipo em letras grandes colados na grade. Os faróis são em LED nesta versão, que não sai por menos de R$ 79.990.

Por dentro, se você já entrou no Mobi e no Uno, vai se sentir em casa. Inclusive, no aperto. O entre-eixos de 2,73 metros carrega, mas não com tanto conforto, cinco ocupantes. No mais, o plástico que reveste a cabine não é ruim. Bem encaixados, com bom aspecto.

Na lista, tem quatro air bags, controle de tração e estabilidade, vários porta-objetos espalhados pela cabine, volante multifuncional com regulagem de altura (profundidade, não há) e ar-condicionado, que não é digital ou automático. A central multimídia tem 7 polegadas e tela touch screen.

O sistema de entretenimento, aliás, reúne Android Auto e Apple CarPlay. O sistema bluetooth poderia ser melhorado, pois além da demora de conexão, o procedimento só é feito com o carro parado – as montadoras que optam por tal solução falam em nome da segurança, mas a praticidade é zero! O som tem qualidade ok.

Ao volante

No cofre do motor vai o 1.3 Firefly de quatro cilindros. Os 109 cv de potência máxima (etanol) rendem boa performance. Relativamente esperta em arrancadas e retomadas, a Strada desenvolve até 14,2 kgfm de torque a tardios 3.500 rpm.

Por falar em giro, a 120 km/h (limite máximo das estradas brasileiras) a picape roda em altíssimos 4.000 rpm. E também trepida um pouco.

A suspensão é excelente, mas o câmbio manual de cinco marchas poderia ser mais preciso. As trocas são longas, principalmente, na primeira relação. Sem contar o extremo ruído interno. A ausência de manta de isolamento no capô do motor deixa a cabine extremamente sensível a ruídos. Chega a incomodar.

Em termos de consumo, por fim, chegou a fazer 9,8 km/l com etanol (média combinada, cidade/estrada). Esses bom números, aliados ao design e ao preço em conta podem ser fortes argumentos da picape para conquistar o consumidor. Afinal, a versão topo de linha da principal concorrente, a Volkswagen Saveiro, não sai por menos de R$ 92.690 mesmo com uma lista de itens sem grandes diferenciais.

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Vagner Aquino

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