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Do Celer ao Tiggo 3X: como a Chery transformou um hatch em dois SUVs

Nascido como um hatch com nome estranho, o compacto da Chery evoluiu a ponto da dar origem aos SUVs Tiggo 2 e Tiggo 3X
Chery Celer [dicugação] Tiggo 3X
Chery Celer [divulgação]

Cada vez mais próximos do lançamento do CAOA Chery Tiggo 3X no Brasil, a CAOA divulgou um novo teaser do modelo. Contudo, enquanto informações sobre ele ainda não são reveladas, vamos voltar no tempo para entender como o Tiggo 3X surgiu.

Tudo começou em 2009 quando a marca lançou na china o hatch compacto Fulwin 2. O modelo tinha esse nome pois, entre 1999 e 2006, o Fulwin original era vendido na China. Ele era baseado em um Seat dos anos 1980 e em nada se assemelhava ao modelo novo.

No mesmo ano também foi lançado o Fulwin 2 Liftback, que era sua versão sedã com opção de abertura do vidro traseiro junto ao porta-malas. Ele também foi vendido em outros países como Bonus, Storm, Very, Crisal, Forza, A13 e 315. No Brasil o nome escolhido foi Celer através de um concurso cultural.

Chery Celer [divulgação]
Chery Celer [divulgação]
Por aqui ele chegou em 2013 nas versões hatch e sedã. O interior já havia passado por pequenas mudanças e melhorias em relação ao modelo chines, mas ainda tinha qualidade aquém da concorrência. Ironicamente, ele desembarcou em nosso país com o visual antigo, que já havia passado por mudanças na China um ano antes.

A reestilização só foi aplicada por aqui em 2015. Nessa mudança, a cabine ficou mais sofisticada, os faróis ganharam projetores e as lanternas do sedã passaram a invadir a tampa traseira. O modelo ainda vendia abaixo das expectativas da marca, por isso ficou em linha somente até 2017.

Chery Celer [divulgação]
Chery Celer [divulgação]

Era Tiggo

Enquanto o Chery Celer começava a dar seus primeiros passos no Brasil, a marca chinesa converteu o hatch em SUV. Nasceu assim em 2016, o Tiggo 3X. O modelo trazia novo capô, para-choques, faróis, rack de teto, suspensão elevada e plásticos pretos na parte inferior da carroceria.

A traseira muda apenas na tampa do porta-malas e levemente no formato das lanternas. O modelo manteve o mesmo conjunto mecânico do Celer. O motor 1.5 quatro cilindros aspirado ganhou tecnologia flex aqui no Brasil desde os tempos do Celer. Além disso, ele traz transmissão automática como opção para diversos mercados.

CAOA Chery Tiggo 2 Smile [divulgação]
CAOA Chery Tiggo 2 [divulgação]
Lá na China, ganhou opção de motor 1.2 turbo e câmbio CVT em 2017 – opção nunca oferecida no Brasil. A versão SUV do Celer demorou a chegar ao Brasil. Ele só passou a ser oferecido em 2018 quando a marca chinesa passou a ser CAOA Chery. Ele trouxe algumas alterações específicas para o nosso mercado, além da mudança de nome.

Sua estreia demorou dois anos em relação à China por conta da intervenção da CAOA no projeto original da Chery. Agora, poucos meses depois do lançamento oficial na China, ocorrido em agosto de 2020, o Tiggo 3X chega ao Brasil.

Chery Tiggo 3X [divulgação]
Chery Tiggo 3X [divulgação]
Alinhado com o modelo chinês em nome, ele deverá conviver com seu antecessor, ao contrário do que ocorreu lá fora. A mudança foi mais radical dessa vez. O SUV compacto ganhou faróis divididos em LED, com função diurna na parte superior. Há grade frontal com novo desenho, que faz parte da identidade visual global da Chery.

Na traseira, lanternas com novo acabamento escurecido. Além disso, o friso cromado deu lugar a um aplique preto brilhante. Já o para-choque tem desenho diferenciado. A cabine do Tiggo 3X aparentemente tem melhor qualidade que a usada no Tiggo 2, com destaque para o painel digital.

Chery Tiggo 3X [divulgação]
Chery Tiggo 3X [divulgação]
Resta saber como será a ofensiva da CAOA Chery com a dupla Tiggo 2 e Tiggo 3X no Brasil. O lançamento do novo SUV compacto da marca chinesa, assim como seus preços e versões, devem ser divulgados na próxima semana.

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João Brigato

7 Comentários

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  • A única coisa que eu não gostava no Celer era a traseira. Imagina o que menos mudou…,. Essas lanternas traseiras e a tampa do porta malas poderia ter mudado mais, pelo menos no 3x.

    • Ficou ridículo dois carros (que são o mesmo, no final) manterem até a traseira igual. A frente melhorou muito. Podiam ter melhorado a traseira mesmo.

  • Acho engraçado o rapaz chamar o nome “Celer” de estranho. Nomes como Gol, Palio, Chevette, Onix, Celta, Corolla e Yaris, de primeira soam meio que estranhos também. É questão de costume ou pagapauzismo pra uma determinada marca.

  • Nota-se ainda “alfinetadas” na marca na reportagem, que o jornaslita chama de “realidade”, ok, o problema está nas entrelinhas…

  • Mas nem de graça! Tive o desprazer de ter um celer por 2 anos, carro razoavelmente bonito e muito completo, mas para por ai, nesse período tive q fazer troca praticamente do carro inteiro, comprei por 34 e gastei mais de 25 ao longo do tempo, vendi por 22… As peças são extremamente frágil, só os coxins do motor eu tive q trocar 4x os três em 34mil kms, datalhe que eram originais da fábrica. Não vale a pena, hoje tenho um Toyota Etios que vale cada centavo!