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Cinco carros que fracassaram e que o brasileiro já esqueceu

Vendas baixas, pouca aceitação da crítica e do mercado e problemas óbvios fizeram com que esses cinco carros brasileiros fracassem
Fiat Linea [divulgação]
Fiat Linea [divulgação]

Não é fácil vender um carro no Brasil, muito menos agradar ao exigente público. As marcas tentam, fazem estratégias milionárias e até criam modelos exclusivamente para o nosso mercado, mas nem sempre dá certo. Prova disso é que esses cinco carros brasileiros foram imensos fracassos em vendas e pouca gente se lembra que um dia eles existiram por aqui.

Muita gente pode até considerar carros como Chevrolet Agile, Fiat Marea e Toyota Etios como pertencentes à essa lista. Porém, apesar de terem sido pesadamente criticados pela mídia e até virado meme nas mãos do público, os três venderam bem para suas épocas e foram responsáveis pela criação de tantos outros modelos derivados.

Renault Symbol [divulgação]
Renault Symbol [divulgação]
Renault Symbol

Quando a Renault rebaixou o Clio ao nível de carro de entrada por causa do Sandero e tornou o Logan seu sedã principal, o Clio Sedan ficou perdido ali no portfólio da marca. A solução foi mudar o visual, nome e deixar o acabamento mais sofisticado. Nascia assim em 2009 o Renault Symbol.

A receita parecia promissora, mas o fracasso foi tão grande que pouquíssima gente lembra que ele existiu. Apesar de mais sofisticado que o Logan, ele era bastante apertado por dentro e tinha visual polêmico, especialmente por conta dos faróis gigantescos. Morreu substituído por novas versões do Logan, tanto que o nome Symbol é usado por ele em alguns mercados.

Peugeot Hoggar [divulgação]
Peugeot Hoggar

Nunca no Brasil alguma fabricante se arriscou no segmento de picapes médias além de Ford, Fiat, Volkswagen e Chevrolet. E a Peugeot merece uma salva de palmas pela ousadia de ter quebrado esse paradigma. Tomando como base o icônico 206, já reestilizado e rebatizado como 207, a Hoggar surgiu em 2009 e durou até 2014.

Ela era bem resolvida visualmente, tinha caçamba enorme (uma das maiores da categoria na época) e bons motores. Mas desagradava pelo interior extremamente apertado – pecado compartilhado com o Peugeot 206. Além disso, a marca francesa tinha fama de careira na manutenção e de quebrar fácil, algo imperdoável em um carro de trabalho.

Fiat Linea [divulgação]
Fiat Linea [divulgação]
Fiat Linea

Lançado em setembro de 2008, o Fiat Linea tinha a difícil missão de substituir o Fiat Marea. Enquanto seu antecessor era um sedã médio com porte acima da categoria e acabamento esmerado, mas vítima de uma má fama causada por cuidados aquém dos necessários, o Linea era um sedã compacto esticado derivado do hatch compacto Punto.

O acabamento era bom para um modelo que hoje equivaleria ao VW Virtus, mas não o suficiente para brigar com Chevrolet Vectra, Toyota Corolla e Honda Civic, como ele se propunha. A ausência de uma transmissão automática, substituída pelo terrível câmbio automatizado Dualogic, deixou o Linea como coadjuvante da categoria, algo que Tempra e Marea nunca foram.

Mercedes-Benz Classe A [divulgação]
Mercedes-Benz Classe A [divulgação]
Mercedes-Benz Classe A

O brasileiro sempre comprou carro por metro quadrado e esse foi o pecado da primeira geração do Mercedes-Benz Classe A. Com corpinho de minivan, tamanho de hatch compacto e preço de sedã médio, nem mesmo a estrela de três pontas na grade frontal foi capaz de fazer as pessoas trocarem um Chevrolet Vectra pelo Mercedes popular.

O Classe A teve de enfrentar má fama nos primeiros anos por conta do teste do alce desastroso na Europa, problema corrigido com novos aparatos eletrônicos. Apesar de sempre elogiado pela mídia e com boa fama ao longo dos anos, era caro demais quando comparado a modelos equivalentes.

 

Ford Focus Fastback [divulgação]
Ford Focus Fastback [divulgação]
Ford Focus Fastback

O caso do Ford Focus Fastback é bastante peculiar, pois nem mesmo o nome que a Ford tentou dar a ele funcionou. Em 2015, quando a terceira geração do Focus Sedan foi reestilizada, a Ford trocou o sobrenome Sedan para Fastback na tentativa de evocar o lado mais esportivo do modelo e tentar um espaço no reinado do Toyota Corolla.

Não funcionou, pois a traseira continuou como a de um sedã tradicional e os clientes ainda preferiam o rival da Toyota. Seu maior problema estava no interior apertado (uma coincidência entre vários modelos dessa lista) e no problemático câmbio PowerShift, que tem fama de frágil. Uma pena, pois era um carro ótimo para dirigir.

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João Brigato

João Brigato

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