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Carros legais vendidos na Argentina e rejeitados no Brasil

Tão perto, mas tão longe: Argentina tem alguns carros mais legais que o Brasil e nos resta somente olhá-los do outro lado da fronteira
Ford F-150 vendida na Argentina [divulgação]
Ford F-150 vendida na Argentina [divulgação]

Um dos maiores astros do futebol mundial, Diego Maradona, faleceu nessa semana aos 60 anos. E o Auto+ presta homenagem ao ídolo da bola com essa lista de carros legais que são vendidos na Argentina, mas que nunca vieram ao Brasil.

Apesar de dividirmos a fronteira e uma enorme parte dos carros fabricados aqui ser exportado para lá, enquanto nós importamos da terra de Maradona a maioria das picapes, nem sempre as concessionárias do Brasil e da Argentina são iguais. Por isso, se prepare para sentir inveja dos argentinos.

Volkswagen Golf

Apesar de ter sido produzido no Brasil e ser uma das grandes referências quanto a hatches médios, o Volkswagen Golf já não está entre nós. Por outro lado, lá na Argentina ele segue firme e forte.

Por lá ele é oferecido nas versões Highline com motor 1.4 TSI de 150 cv ou a variante esportiva GTI com motor 2.0 TSI de 230 cv. Ambos usam câmbio de dupla embreagem, com seis marchas no GTI e sete marchas no Highline.

Chevrolet Cruze Sport6 manual

Enquanto aqui no Brasil a rejeição ao segmento de hatches médios e ao câmbio manual é gigantesca, lá na Argentina não é bem assim que a banda toca. Prova disso é que o Chevrolet Cruze Sport6, lá chamado apenas de Cruze 5, tem uma versão de entrada com câmbio manual.

Enquanto a versão Premier é idêntica à oferecida no Brasil, o Cruze hatch LT vem com transmissão manual de seis marchas. É uma interessantíssima combinação com o motor 1.4 quatro cilindros turbo de 153 cv. Pena que o brasileiro não gosta desse tipo de carro.

Fiat 500 (e agregados)

Além do Uno, um dos Fiat mais icônicos da história é, sem dúvida, o pequenino 500. Ele foi vendido aqui no Brasil por um tempo quando vinha importado da Polônia e depois do México. Fez um relativo sucesso, mas a Fiat desistiu dele. Mas não na Argentina.

Por lá ele tem o 500 regular, a versão conversível, como tivemos, mas duas variantes que nos fazem ter verdadeira inveja. O esportivo 500 Abarth ainda está à venda na Argentina como 0 km, enquanto por aqui é preciso garimpar no mercado de usados. Já o SUV 500X é um grande destaque uma lamentação da Fiat brasileira por nunca ter produzido ou importado ele para cá.

Ford linha Raptor

A linha de modelos da Ford na Argentina é basicamente o dobro da oferecida no Brasil. Tal como nós, eles tem EcoSport, Ka, Territory, Ranger e Mustang. Contudo, os vizinhos ainda tem acesso ao SUV Escape (chamado de Kuga), o Fusion (Mondeo por lá) e até a van Transit.

Mas a grande perda para os brasileiros está na linha Raptor. Os argentinos podem comprar a Ford Ranger Raptor, que é proibida por aqui por ser diesel e não levar uma tonelada de carga, além também da gigantesca F-150 Raptor. Até mesmo as versões normais da F-150 estão disponíveis por lá e não por aqui.

Hyundai Veloster

O brasileiro já foi fascinado pelo Veloster, mas a decepção foi grande. Quando a CAOA trouxe o modelo na primeira geração, o equipou com motor 1.6 de HB20 enquanto prometia muito mais potência. Lá na Argentina não foi assim e o cupê de três portas criou uma boa fama.

A Hyundai importa para a terra do alfajor a nova geração nas versões Turbo e até no esportivo N. Elogiadíssimo pela imprensa internacional, o Hyundai Veloster N conta com motor 2.0 turbo quatro cilindros de 250 cv e transmissão manual de seis marchas.

Toyota C-HR

Até hoje a Toyota não tem um SUV compacto no Brasil. E nem prende no próximo ano, já que o Corolla Cross que vem aí é médio. Mas lá na Argentina, o C-HR é oferecido como SUV de entrada da marca e com bônus de ser híbrido.

É justamente por conta disso que ele nunca veio ao Brasil. Por ter somente motorização híbrida e construção cara, ele ficaria acima dos rivais diretos e não teria a mesma força no segmento. Uma pena, pois é um SUV com visual esportivo e motorização compartilhada com o Corolla.

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João Brigato

João Brigato

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