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Carros com nomes tão esdrúxulos que seriam proibidos no Brasil

Quer seja por usar um palavrão ou algum tipo de sinônimo de genitálias, esses dez carros não poderiam circular no Brasil em esses nomes
Ford Pinto [divulgação] carros
Ford Pinto [divulgação]

Se batizar uma pessoa já é algo complicado, o que dirá quando se trata dos carros? Se uma marca atual globalmente, seus modelos devem ter boa sonoridade em todas as línguas para não virar piada.

No entanto, não é sempre que isso dá certo. Exemplo disso são dez carros presentes nessa lista com nomes tão chocantes que alguns deles são considerados palavrões na língua portuguesa. Desses, apenas três carros foram vendidos no Brasil. Contudo, os nomes foram alterados por motivos óbvios.

Ford Pinto

Ao contrário do que a mente suja do brasileiro sugere, Ford Pinto não é nenhuma besteira. Ele segue a mesma lógica de Corcel, Mustang e Bronco. Pinto é o nome de uma espécie de cavalo de pequeno porte. O que combina com o porte compacto do hatch baseado no Maverick.

Além do nome complicado para os brasileiros, o Ford Pinto também foi um dos mais polêmicos carros vendidos nos EUA. Por conta da plataforma reduzida do Maverick, o tanque ficava muito próximo da traseira. O resultado: explosões quando o Pinto era acertado por trás. Mesmo em colisões em baixa velocidade no trânsito.

Mazda Laputa

Produzido entre 1998 e 2009, o Mazda Laputa era um Suzuki Ignis de primeira geração com outro nome.  Basicamente um hatch altinho com pretensão de SUV, ele foi mais um dos carros vendidos somente no Japão. Era também oferecido como Suzuki Kei com visual levemente retocado.

Como todo kei car japonês, trazia dimensões compactas (3,39 m de comprimento, 1,47 m de largura e 1,54 m de altura). Além do pequeno motor 0.6 de até 64 cv. O nome escolhido pela Mazda tinha como intenção remeter a uma certa latinidade. Mas, alguém lá dentro esqueceu de procurar o que Laputa significa em espanhol e em português.

Nissan Navara

Única picape da lista, a Nissan Navara é vendida no Brasil com outro nome: Frontier. Para evitar problema, a montadora japonesa preferiu adotar o mesmo nome usado nos EUA. O que deu a ela a liberdade de fazer piada com as rivais: quem aí não se lembra dos pôneis malditos? A picape ainda é vendida em alguns mercados como NP300.

Até a atual geração, Frontier e Navara eram o mesmo carro. Contudo, cada uma seguiu seu caminho. A Navara se tornou global, mudou de geração e ganhou as irmãs Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X. Já a Frontier (americana) ganhou uma nova geração recentemente com visual mais parrudo inspirado na Titan.

Foday

O caso da Foday é um pouco pior do que de todos os outros modelos aqui da lista. Afinal, não se trata de apenas um ou dois carros, mas sim de uma marca inteira. Tal qual a Chana que já esteve no Brasil, a Foday é uma marca chinesa com nome que não funciona nada bem em português. Especialmente para a mente poluída e produtora de meme dos brasileiros.

Criada em 1988, a Foday antes se chamava Guangdong Fudi Automobiles Co. (nem vamos comentar sobre esse nome também). Desde sua criação apostou em SUVs e picapes. A marca não lança carros novos há tempos, A mais recente atualização aconteceu no Foday Landfort em 2019. Na época, ele ganhou nova grade frontal e interior levemente revisado.

Kia Borrego

Vendido no Brasil como Mohave, o Kia Borrego escapou por pouco de virar piada no nosso país. SUV mais longevo da história da marca sul-coreana, ele foi lançado em 2008 e está na mesma geração até hoje. Em 2019, ganhou uma pesada mudança visual na Coréia do Sul e segue na ativa.

Parrudo e de grande porte, o SUV é chamado de Borrego somente na China e nos EUA. Já no restante do mundo, o nome Mohave foi o escolhido. Ele é o único utilitário esportivo da Kia do tipo chassi sob cabine, tal qual as picapes. Ele é reconhecido por ser um dos carros mais robustos feitos pela Kia por sua capacidade 4×4.

Nissan Pao

Apesar do visual dos anos 1960, o Nissan Pao é mais moderno do que parece. Lançado em 1989 e produzido até 1991, ele fazia parte da família de carros retrô Pike da Nissan. Além do Pao, a marca fez também o Figaro, o Be-1 e o S-Cargo. Todos eles eram baseados na plataforma do March.

A ideia da Nissan era oferecer o charme do passado com as tecnologias do presente. Todos os modelos pareciam mais antigos. Por isso, contavam com para-choques de metal, visual bem característico de outrora. Porém, havia recursos modernos, como rádio com MP3, motores com injeção eletrônica e suspensão independente.

Kia Credos

Conhecido no Brasil como Clarus, o Credos foi o primeiro sedã de grande porte desenvolvido pela Kia. Apesar disso, ele e o Mazda 626 compartilhavam diversos componentes. Tudo para baratear a fabricação e criação de ambos.

Na linha sucessora da Kia, o Credos / Clarus foi substituído pelo Optima/Magentis, o qual, recentemente deu lugar ao novo K5. O Credos teve apenas uma geração, vendida entre 1995 e 2001. Que, vale lembrar, passou por uma pesada reestilização no meio do caminho.

Ford Granada

Carros com problemas constantes na mecânica geralmente são chamados de bomba. Mas que tal um Ford que é literalmente de algo que explode? E não foi apenas um, mas dois carros completamente diferentes nos EUA e na Europa.

O Granada europeu foi vendido entre 1972 e 1994 como o mais luxuoso modelo da Ford. Contava com versões perua, cupê e sedã. As vendas explodiram na após estrelar um seriado britânico no final dos anos 1970. Já nos EUA, o Granada durou entre 1975 e 1982. Ele substituiu o Maverick e tinha versões cupê, sedã e perua. Foram duas gerações ao todo.

Tata Zica

Se o nome Zica hoje não parece tão polêmico hoje em dia, pense se uma marca lançasse em 2020 um carro chamado Corona. Ok que a Toyota dez isso nos 1990, mas o covid-19 ainda não assolava o mundo. Apresentado em 2015, o Tata Zica teve de mudar de nome em virtude do surto de zika vírus que surgiu na época.

O nome Zica vinha de Zippy Car, que significa algo como carro ágil. Após um concurso cultural promovido na Índia, o hatch subcompacto passou a ser chamado de Tiago. Com porte de Renault Kwid, Fiat Mobi e Volkswagen up!, o Tata Tiago tem até uma versão sedã, chamada de Tigor.

Kia Venga

Para entrar de vez na lista de carros polêmicos por conta do nome, o Kia Venga precisa de um pouco de criatividade. Basta trocar o V por B. Em mais um nome de inspiração fálica, a minivan da Kia, na verdade, tem seu batismo atribuído à palavra venha em espanhol (venga).

Projetada por Peter Schreyer, o mesmo criador do Soul, a minivan compacta durou entre 2009 e 2019. Durante sua vida, teve apenas uma reestilização. Ela deu origem à Hyundai ix25, minivan que também durou pouco. Se despediu do mercado em virtude dos SUVs, sendo indiretamente substituída por Niro, XCeed e Stonic.

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João Brigato

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