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Dez carros que morreram no Brasil e receberam outra chance lá fora

Nem sempre uma carreira bem sucedida no Brasil foi suficiente para manter esses dez carros vivos por aqui, mas lá fora eles tiveram mais uma chance
Hyundai Elantra [divulgação]~carros
Hyundai Elantra [divulgação]

São vários os motivos e contextos que fazem com que as marcas tirem seus carros de linha no Brasil. Quer seja por vendas baixas, substituição por outro modelo ou simples realinhamento de portfólio.

Contudo, alguns carros que outrora foram comercializados no Brasil, nos deixaram, mas tiveram uma nova chance lá fora. A lista a seguir reúne dez exemplos de modelos que permaneceram em linha no exterior ou foram ressuscitados, porém, um dia, já rodaram nas ruas brasileiras.

Hyundai Elantra

Por alguns anos, o Hyundai Elantra vendido no Brasil era alinhado com o modelo internacional. Mas, desde a geração passada, ficamos em descompasso com o que acontece lá fora. Em 2020, a Hyundai lançou uma nova geração do sedã médio e que verdadeiramente ousou no visual.

Com linhas de cupê como o Honda Civic geração 10, o novo Hyundai Elantra tem no design seu principal atrativo. O modelo está prestes a ganhar, pela primeira vez na história, uma versão verdadeiramente esportiva. O Elantra N terá motor 2.0 turbo do i30 N para brigar com carros icônicos como Honda Civic Si e Volkswagen Jetta GLI. Bem que poderia voltar ao Brasil com essa proposta esportiva.

Renault Clio

Desde que foi substituído pelo Sandero aqui no Brasil, o Renault Clio mudou radicalmente. Não tivemos a terceira, quarta e atual quinta geração do hatch compacto. Ele até perdeu versão sedã e passou a ser vendido em carroceria perua na quarta e quinta geração. Versões esportivas RS, como a do Sandero, só não apareceram na atual encarnação.

O atual Renault Clio é um carro sofisticado, com porte relativamente grande para a categoria dos compactos. Tem tecnologias raras no segmento e acabamento interessante. A nova geração do Sandero carrega muito do Clio em visual e plataforma, dividida entre eles. Se fosse vendido no Brasil, certamente seria mais caro que o Sandero.

Nissan March

Dispensado de seus serviços no Brasil para abrir espaço para o SUV subcompacto Magnite, o Nissan March mudou lá fora. No México, ele ganhou nova dianteira inspirada no Kicks – o que tornou o resultado bem estranho. As linhas arredondadas da carroceria em nada combinam com a dianteira angulosa.

Na traseira, ele tem lanternas de LED, novo para-choque e até teto com pintura contrastante tipo SUV. A cabine recebeu volante de outros carros da Nissan, mas que estrou no Kicks. Além disso, há nova central multimídia. Enquanto isso na Europa, uma nova geração do March já roda há alguns anos.

Fiat Tipo

Um dos clássicos carros da Fiat no Brasil, o Tipo nunca mais voltou ao Brasil depois que foi acometido por vários casos de incêndio. Lá na Europa ele voltou à vida em 2015 com opções hatch, perua e sedã (que inexplicavelmente não se chama Tempra).

O visual é bem parecido com o do Argo em maior escala. Até mesmo o interior tem diversas peças compartilhadas entre o hatch brasileiro e o europeu. Em 2020 ele passou por sua primeira reforma visual, ganhou novo logotipo da Fiat na dianteira e também uma inédita versão aventureira.

Ford Escort

O Escort morreu para ser substituído pelo Focus, mas retornou à vida graças ao seu sucessor. É que na China, a Ford usou a base do Focus de segunda geração (vendido entre 2004 e 2011 globalmente) para trazer o clássico de volta. Seu posicionamento, entretanto, é outro: ele foi pensado para preencher o espaço entre o já aposentado New Fiesta Sedan e o Focus Sedan.

Exclusivo da China, o Ford Escort já passou por duas reformas visuais desde que foi lançado em 2014. O modelo original trazia muitos elementos semelhantes ao Ka, algo que foi amenizado com a reestilização de 2018. A reforma feita em 2011 deu ao modelo um estilo bem mais elegante e sofisticado. Bem que poderia vir ao Brasil, não?

Chevrolet Monza

Substituto do Chevrolet Cruze na China, o Monza tem feito mais sucesso que o modelo o qual ele substituiu. Apesar da coincidência de nomes, ele pouco tem a ver com o Monza originalmente vendido no Brasil. O estilo lembra bastante o do Onix Plus em uma escala mais avantajada.

Ele foi lançado em 2019 na China nas versões Redline (equivalente à Midnight) e RS. Tem motores pequenos e turbinados e concorre com o Ford Escort e com o Volkswagen Santana. Não há planos para que o novo Monza substitua o Cruze aqui no Brasil, tal qual aconteceu do outro lado do oceano.

Volkswagen Santana

Outro clássico brasileiro que teve outra chance na China, o Volkswagen Santana vai um pouco além. Por lá, a primeira geração sobreviveu por anos junto do último modelo vendido por aqui. O Santana chinês passou por reestilizações nunca vistas aqui no nosso país. Além disso, ganhou uma nova geração em 2012 que, por pouco, não foi produzida no Brasil.

Desde 2015 ele ganhou visual repaginado e versões hatch (Grand Santana) e aventureira (Cross Santana). O modelo é equivalente ao Virtus em porte, mas tem plataforma compartilhada com o Voyage.

Peugeot 408

Enquanto na Europa, a Peugeot já desistiu dos sedãs médios, lá na China o 408 já mudou totalmente. A versão original do Peugeot 408 foi lançada em 2010 na China e chegou ao Brasil apenas um ano depois. Contudo, enquanto nós tivemos uma reestilização em 2015 e perdemos o sedã médio em 2019, na China ele foi além.

A segunda geração do Peugeot 408 surgiu em 2014. Ele era baseado no Peugeot 308 europeu de segunda geração, mas com interior nitidamente simplificado. Uma forte mudança visual foi feita em 2018, mas o modelo manteve a cabine sem o estilo i-Cockpit usado no 308. Será que o sedã terá uma terceira geração como o hatch?

Citroën C3

Enquanto no Brasil a segunda geração do Citroën C3 viveu mais de dez anos com o mesmo visual, lá na Europa ele ganhou uma repaginada forte. O modelo assumiu visual levemente aventureiro inspirado no C4 Cactus. Trouxe airbumps para as laterais, arcos de roda em plástico e faróis divididos, como outros carros da marca francesa.

Ele usa a mesma plataforma do atual C4 Cactus e do Peugeot 2008 brasileiro, contudo foi descartada sua chegada ao Brasil. A culpa foi da nova base modular CMP do Peugeot 208 que servirá de base para um SUV subcompacto que tomará o lugar deixado pelo C3 e pelo Aircross.

Toyota Corolla Fielder

Ainda que seu nome tenha mudado para Corolla Touring Sports, a perua do sedã japonês foi vendida somente no Brasil por uma geração. A atual Corolla Fielder tem estilo baseado na versão hatch, que tem estilo substancialmente diferente do sedã comercializado em nosso país.

Há até uma variante aventureira chamada de Trek, que muito bem poderia ser vendida no Brasil ao lado do Corolla sedã e do Corolla Cross. Pena que o mercado de peruas aqui no nosso país ficou restrito somente a carros com preços exorbitantes.

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Sobre o autor

João Brigato

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