Curiosidades Destaque

Os cinco Toyota mais esquisitos já feitos pela marca japonesa

Toyota tem um perfil mais conservador entre as marcas japonesas, mas às vezes ela sai dos eixos e faz carros bem esquisitos
Toyota Sera [divulgação]
Toyota Sera [divulgação]

Ousadia não é uma palavra comumente associada à Toyota. A marca japonesa tem uma filosofia mais conservadora em seus carros e visual – ainda que seja bastante disruptiva em tecnologia. Salvo casos como o Prius, aqui no Brasil tivemos poucos exemplos de vezes que a Toyota pensou fora da casinha.

Contudo, selecionamos na lista, cinco modelos mais esquisitos que a Toyota já fez na vida. Todos eles, coincidentemente ou não, já saíram de linha. E da lista, somente um foi vendido no Brasil.

WiLL Vi

Poucos carros conseguem ser tão esquisitos quanto o Toyota WiLL Vi. Inspirado no Citroën Ami de 1961, o mini sedã japonês trazia vidro traseiro com inclinação negativa – totalmente oposto ao ângulo da maioria dos sedãs. Tinha painel moderno para a época, com direito a mostradores centrais como o Etios, só que a plataforma era do Yaris.

O modelo fazia parte da divisão WiLL (sim, com tudo maiúsculo, menos o i) da Toyota . Ela foi criada em 1999 e durou até 2004, quando foi substituída pela marca Scion. Todos eram baseados em carros existentes da Toyota, mas com visual mais ousado e diferente, pensado para o público jovem. O problema é que as vendas foram ridiculamente baixas.

Sera

Já diz o ditado: “nos menores frascos estão os melhores perfumes”. E um dos esportivos mais legais da Toyota, também é um dos menores. O Toyota Sera foi vendido entre 1990 e 1995 e era ousadia pura. Usava base dos compactos de tração dianteira da Toyota, mas era menor que um Etios.

Seu maior ponto de ousadia estava nas portas que se abriam no estilo asa de gaivota. Em um carro que custava mais ou menos o mesmo de um Corolla. O vidro das portas subia até o teto, criando uma espécie de bolha. Na traseira, o vidro se esticava pelas laterais tal qual o Opel/Chevrolet Tigra. Pena que de esportivo tinha só o visual, porque o motor 1.5 era fraco.

Previa

Carros esportivos de elite, em geral, tem motor central. Isso é feito para dividir o peso melhor, ter dinâmica mais apurada e permitir motores de maior tamanho e deslocamento sem fazer com que o modelo tenha um capô gigante. Minivans, por outro lado, são carros com zero pretensões esportivas.

Mas a Toyota Previa é justamente a materialização da loucura dos japoneses. Por que não fazer uma minivan com motor central? Apesar da carinha pacata, ela tinha motor instalado em baixo dos bancos dianteiros. Isso poupava espaço na dianteira, que era curtinha. Além disso, tinha tração traseira e até opção com supercharger – mas ainda assim, nada de esportividade.

Spade

Pensado para o público PCD, o Toyota Spade é um dos carros com maior nível de acessibilidade no Japão. A porta do lado do passageiro é corrediça e elétrica, sendo maior que uma porta regular. Já do lado do motorista, há duas portas regulares. Ele conta até com uma versão cujo banco do passageiro vai até a calçada para facilitar o acesso.

 

O mais interessante é que o Spade na verdade era a versão mais luxuosa do Porte. Ou seja, a Toyota trazia dois carros com visual caixote e recursos para facilitar a vida dos deficientes. A produção do Porte durou de 2004 a 2020 em duas gerações. Já o Spade foi introduzido somente na segunda geração, lançada em 2012 e também aposentada em 2020.

Origin

Que tal um Toyota de 2001 com visual de 1900 e bolinha? O Origin era baseado na mesma plataforma do Lexus IS, mas trazia estilo inspirado no clássico sedã Crown. Foi feito entre maio de 2000 e abril de 2001, com apenas 1.073 unidades produzidas.

Seu destaque era a presença do motor 3.0 seis cilindros em linha do Supra em uma carroceria com visual excessivamente retrô. Tinha vidro traseiro côncavo, interior com muito couro e portas traseiras com abertura tipo suicida (ao contrário).

>>Taos vs Corolla Cross: qual real alternativa ao Compass? | Comparativo

>>Corolla Cross Hybrid: conforto de Corolla, consumo de Kwid | Avaliação

>>Toyota Corolla Cross é Corolla de verdade, mas tem poréns | Avaliação

Sobre o autor

João Brigato

Comente

Clique aqui para comentar