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Cinco marcas que desistiram do Brasil e evoluíram muito

Algumas podem até não ter feito muita falta quando foram embora do Brasil, mas hoje nos fazem sentir saudades
Geely é uma das marcas que desistiram do Brasil, mas que poderiam voltar / Geely Preface [divulgação]
Geely é uma das marcas que desistiram do Brasil, mas que poderiam voltar / Geely Preface [divulgação]

Apesar de ser um dos maiores mercados automotivos do mundo, o Brasil já foi povoado por marcas que hoje não transitam por aqui. Afetadas por crises, mudanças bruscas de mercado ou por terem chego no momento errado, essas cinco fabricantes desistiram do Brasil e nunca mais voltaram.

Enquanto algumas marcas se foram e pouco sentimos sua ausência por aqui, algumas delas evoluíram tanto e cresceram de tal maneira que dar a elas uma segunda chance seria interessante. Confira agora uma lista especial com cinco marchas que desistiram do Brasil, mas que evoluíram tanto que hoje nos fazem desejar seu retorno.

Mazda CX-30 [divulgação]
Mazda CX-30 [divulgação]
Mazda

Lembrada no Brasil pela curta passagem nos anos 1990 com destaque para o sedã 626 e para o cupê MX-3, a Mazda se transformou lá fora. Reposicionada como uma marca que faz a ponte entre as generalistas e as premium, ela se tornou referência em dirigibilidade, acabamento interno e design.

Focada em SUVs, a Mazda tem fábrica no México, o que poderia facilitar e muito sua chegada ao Brasil com modelos como o CX-30 da foto, o compacto CX-3 e o médio CX-5 que daria um belo rival para o Jeep Compass. Como não custa sonhar, o cultuado esportivo conversível Miata também poderia voltar junto da Mazda, não?

Geely Bin Yue [divulgação]
Geely Bin Yue [divulgação]
Geely

Nada mais representa hora errada e lugar errado quanto a Geely no Brasil. A marca chegou no nosso país às vésperas da assinatura do Inovar Auto, o que jogou um balde de água fria nas marcas chinesas. Além disso, os carros que vieram para cá (sedã compacto EC7 e hatch subcompacto GC2) pertenciam a uma fase anterior da Geely.

Ambos sofriam com qualidade aquém do esperado, acabamento ruim, motorização fraca e design pouco inspirado. O grupo Gandini (que controla a Kia no Brasil) trouxe a marca antes de sua completa renovação causada pelo compartilhamento de tecnologia com a Volvo. Hoje a Geely produz modelos de qualidade idêntica a de marcas europeias bem estabelecidas.

Alfa Romeo Stelvio [divulgação]
Alfa Romeo Stelvio [divulgação]
Alfa Romeo

Dentro do grupo FCA, três marcas são elencadas como as principais por seus executivos: Jeep, RAM e Alfa Romeo. E adivinha qual delas já esteve presente no Brasil e saiu de fininho sem nunca mais voltar? Justamente a única italiana do trio. Vale ressaltar que a RAM ainda tem presença muito tímida no nosso país por enquanto, mas a FCA pretende mudar isso.

Apesar de ter até fabricado carros por aqui, a Alfa Romeo não sobreviveu à virada do milênio, quando ainda importava o belíssimo 156. Nos tempos atuais, voltou a produzir carros de tração traseira, como o SUV Stelvio e o sedã Giulia. Além disso, prepara um SUV compacto híbrido com plataforma de Jeep Renegade. Não custa sonhar no retorno da Alfa ao Brasil.

DS 7 Crossback [divulgação]
DS 7 Crossback [divulgação]
DS

Por falar em marca de luxo, outra representante nesse segmento que já esteve presente no Brasil, mas nos deixou, é a DS. Nascida como subsidiária de luxo da Citroën, a DS iniciou sua carreira aqui com o hatch esportivo DS 3, o hatch médio altinho DS 4 e o esquisito (mas belíssimo) DS 5.

E justamente quando a DS deixou de ser uma linha Citroën para se tornar uma marca, ela saiu do Brasil. Ironicamente nenhum dos modelos que já foram vendidos no Brasil existem no portfólio da DS, que conta hoje com dois SUVs (DS 3 Crossback e DS 7 Crossback) e um sedã grande (DS 9).

Seat Ibiza e Arona [divulgação]
Seat Ibiza e Arona [divulgação]
Seat

O Brasil é um dos poucos países no mundo em que a Volkswagen não oferece alguma de suas marcas generalistas junto a ela mesma. A Seat esteve por aqui entre o final dos anos 1990 e início dos 2000 com modelos importados da Argentina, indo desde o hatch Ibiza, passando pelo sedã Cordoba e a perua Vario, até a van Inca.

Hoje a Seat dispõe de diversos modelos equivalentes aos Volkswagen, porém com pegada mais esportiva e preço mais baixo. A linha de SUVs com Ateca, Arona e Tarraco seria interessante para o Brasil, assim como a nova geração do Ibiza. Como bônus, poderia vir também a divisão esportiva Cupra, que tenta ser a Porsche das massas.

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João Brigato

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