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Cinco tipos de carros que nunca mais existirão no mundo

Às vezes por força da lei, outras por demandas de mercado, mas carros como esses já morreram e nunca mais voltarão
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Peugeot 206 CC [divulgação]

Carros e celulares talvez sejam os produtos que mais rápido mudam ao longo dos anos. Um smartphone de dez anos atrás não faz metade do que um de hoje em dia é capaz de realizar. Tal qual um automóvel da década passada pouco consegue acompanhar as tendências de hoje em dia.

Isso faz com que muitos modelos e segmentos passem por transformações tão grandes que eles deixam de existir. Quer seja por força da lei, por demandas de mercado ou por pura preferência do público, alguns carros morreram e nunca mais vão voltar.

Faróis escamoteáveis

Leis rígidas de proteção para pedestres na Europa e nos EUA deu fim a uma das mais legais tendências de design dos anos 1990. Os faróis escamoteáveis permitiam que um carro tivesse perfil mais aerodinâmico de dia e um charmoso par de olhos abertos durante a noite.

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Mazda MX5 Miata [divulgação]
Modelos como Chevrolet Corvette, Mazda Miata, Honda NSX e até alguns Porsches e Ferraris ficaram famosos por seus faróis que se abriam e fechavam. Hoje ver esse tipo de aparato em um carro seria algo impossível, pois o mecanismo dessas luzes torna a área mais exposta a ferimentos graves a pedestres em caso de acidentes.

Câmbio manual em médios

Ainda que na Europa eles encontrem um pouco mais de sobrevida (até a obrigatoriedade da venda de carros automáticos), os modelos de porte médio com câmbio manual serão extintos em breve. No Brasil não existe sedã, hatch ou até SUV médio com pedal de embreagem à venda em solo nacional.

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Honda Civic manual [divulgação]
A exceção fica por conta das picapes que precisam do câmbio manual para o trabalho em situações bem específicas. E atente-se, até o segmento de compactos logo verá a morte do pedal da embreagem: nos SUVs já é raridade e nos sedãs está se tornando algo incomum. Mas nos hatch ainda há sobrevida por causa do preço.

Peruas brasileiras

Desde que a Fiat Weekend morreu por conta da lei que obrigada instalação de Isofix, encosto de cabeça e cinto de segurança para todos os passageiros, nunca mais tivemos peruas feitas no Brasil. Esse segmento já foi enterrado pelas minivans e pelos SUVs em muitos mercados, como EUA e Brasil.

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Volkswagen Parati [divulgação]
Tal qual o câmbio manual, elas ainda resistem na Europa, tanto que lá as peruas vendem mais que os sedãs. O problema é que ter uma perua produzida no Brasil será algo impossível de ver nos próximos anos. A não ser que o mercado de uma guinada e os SUVs se tornem algo cafona.

Conversíveis generalistas

Lembra da época em que a Peugeot fazia versões conversíveis dos hatches 206 e 307? Ou a Ford tinha o Escort conversível? Bom, esse tipo de carro não existirá mais. Hoje a única marca generalista que produz um conversível é a Fiat com o 500C – ainda que ele seja um hatch com teto solar de tecido gigantesco.

Renault Mégane CC [divulgação]
Renault Mégane CC [divulgação]
Os conversíveis se tornaram modelos de luxo, com produção cara e vendas baixíssimas. Sobrou para as marcas de luxo produzirem esse tipo de modelo. Ainda assim, não são todas que se aventuram nessa categoria. A Audi cortou muitos de seus modelos sem teto nos últimos anos, a Volvo não tem nenhum conversível e a Mercedes também aposentou alguns.

Aventureiros compactos

Agradeça (ou condene) os aventureiros pela existência dos SUVs compactos. Esse segmento foi moda no começo dos anos 2000 e 2010, sendo guiados pela Fiat Palio Weekend Adventure. Contudo, de uns anos para cá as marcas perceberam que é possível ganhar mais dinheiro com um SUV derivado de um hatch do que uma versão aventureira.

Renault Stepway [divulgação]
Renault Stepway [divulgação]
A Honda fez isso ao desistir de fazer um Fit Twist para lançar o WR-V. O Polo não tem versão Cross porque o Nivus faz esse papel. Já o Argo tem a variante Trekking, mas terá o Pulse para agregar mais valor e custar mais caro. Ou seja, um hatch transformado em SUV é melhor que um aventureiro – custa o mesmo para produzir, mas dá muito mais lucro.

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Sobre o autor

João Brigato

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