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Cinco versões alternativas exóticas de carros brasileiros

Às vezes alguns carros brasileiros são usados por outras montadoras ao redor do mundo para produzir alternativas bastante exóticas
Fiat Fullback é um dos carros brasileiros vendidos lá fora com outra marca e nome [divulgação]
Fiat Fullback é um dos carros brasileiros vendidos lá fora com outra marca e nome [divulgação]

Carros brasileiros já passaram pela famosa engenharia de emblema, algo bastante comum na indústria automotiva global. Rebatizar e mudar levemente um carro de uma marca para ser vendido por outra já se mostrou uma estratégia bem sucedida. Mas que, vez ou outra, produz alguns resultados bizarros.

Quem não se esquece de Volkswagen Apollo e Ford Verona, ou Suzuki Grand Vitara e o primeiro Chevrolet Tracker? Conheça agora cinco versões alternativas exóticas de carros brasileiros.

Nissan Versa – Renault Scala

Além de ter milhões de nomes diferentes, o Nissan Versa também rendeu um derivado para a Renault. Lançado em 2012 na Índia, ele foi vendido até 2017 e não passava de um Versa feio. A dianteira exagerada não combinava com nenhum modelo da Renault na época.

Já a traseira, tinha lanternas com área branca em C conectada por um friso cromado. Seguindo o gosto dos indianos, o interior tinha acabamento bege. A Renault também vendeu o Pulse, que nada mais era que um March com a frente parecida com a do Scala.

Fiat Idea – Lancia Musa

Por muitos anos, a Lancia não passava de uma Fiat gourmet. A tradicional marca italiana pegava modelos da Fiat, as vezes até carros brasileiros, adicionava doses de luxo e mudava o visual levemente para se adequar à sua linguagem visual. Nessa tocada surgiram modelos como o Delta, derivado do Fiat Bravo e a minivan Musa.

Baseada na Fiat Idea, a Lancia Musa nada mais era que a versão chique da minivan vendida no Brasil. Tinha interior mais caprichado, com materiais macios ao toque e visual completamente diferente do modelo brasileiro. O exterior era mais elegante e até inspirou a reestilização da Idea feita unicamente no Brasil.

Mitsubishi L200 Triton – Fiat Fullback e RAM 1200

Lançada em 2016, a Fiat Fullback foi a primeira picape média da marca italiana. Só que inexplicavelmente ela não era derivada de um modelo da RAM ou um projeto próprio. Mesmo a Fiat tendo muita experiência em picapes e sendo dona de uma marca que só faz isso.

Ela pegou a Mitsubishi L200 Triton em sua fase visual mais controversa, trocou a grade frontal, o nome e passou a vende-la na Europa e em alguns países na América Latina. Ninguém entendeu nada e ela ainda foi para o Oriente Médio e África como RAM 1200. Morreu em 2019 e deve ser substituída globalmente pela futura nova RAM Dakota.

Renault Duster – Nissan Terrano

Antes da Nissan produzir o Kicks, a marca japonesa fez ouso de outra alternativa para entrar no mundo dos SUVs na Rússia. Pegou o Renault Duster, mudou os para-choques, faróis, lanternas e passou a chama-lo de Terrano. O nome já havia sido usado por outros SUVs da marca de maior porte.

O Nissan Terrano foi lançado em 2013 e está vivo até hoje. Passou por uma pequena intervenção visual em 2016, quando ficou mais alinhado com os modelos da Nissan globalmente. Ainda assim, não esconde que é um legítimo representante dos carros brasileiros, no caso do Duster.

Chevrolet Trailblazer – Isuzu MU-X

A atual geração da Chevrolet S10 e do Trailblazer foi desenvolvida em conjunto com a Isuzu, que produz a picape D-Max e o SUV MU-X. Apesar de terem sido substituídos nesse ano por um projeto comum à Mazda, o antigo MU-X não disfarçava que era um Trailblazer com outro nome.

Curiosamente o nome UM-X é descrito pela Isuzu como Makes U Exciting ou faz você animado, mas na realidade é o acrônimo de Misterious Utility, utilitário misterioso, designação usada há muito tempo pela marca. O desenho é mais agressivo que o do Trailblazer, mas o interior é idêntico.

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João Brigato

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