Curiosidades Destaque

Cinco versões legais do Honda Civic que não tivemos no Brasil

Importado para o Brasil desde a quinta geração, mas produzido localmente desde a sexta, o Honda Civic teve versões legais que nunca vieram
Honda Civic Si [divulgação]
Honda Civic Si [divulgação]

Considerado um dos grandes ícones da indústria automotiva japonesa e um dos mais importantes sedãs médios do mercado brasileiro, o Honda Civic está prestes a ganhar sua 11ª geração. Ainda que sua sobrevida no Brasil seja dúvida, por causa dos SUVs, o emblemático Civic tem uma longa trajetória.

Por isso, selecionamos aqui cinco versões legais do Honda Civic que nunca foram vendidas no Brasil. Uma variante diferente para cada uma das cinco gerações que foram produzidas em Sumaré, interior de São Paulo.

Sexta geração: Type R

Ainda que a sexta geração tenha sido vendida em todas as suas carrocerias aqui no Brasil (sedã, cupê e hatch), ficou faltando a versão mais importante de todas. Introduzido no Japão em 1997 na carroceria hatch, o Civic Type-R foi o ponto máximo de performance da sexta geração entre 1997 e 2000.

Ele trilhou o caminho para o que seria definido como um Civic esportivo. Trazia motor 1.6 quatro cilindros aspirado de 185 cv e apenas 1.090 kg – uma fórmula certeira para um esportivo de porte relativamente compacto. Atualmente o Civic Type-R é um dos mais respeitados hot hatches no mercado.

Sétima geração: Hybrid

Se hoje o Toyota Corolla se vangloria de ser o único sedã médio do mercado brasileiro a ter uma versão híbrida, saiba que o Honda Civic fez isso muitos anos antes, mas lá fora. Nos EUA a marca japonesa já oferecia a versão híbrida em 2001.

O Civic Hybrid contava com motor 1.3 do Fit com 85 cv e 12,1 kgfm de torque ligado a um elétrico de 93 cv e 16 kgfm de torque. Com função de desativar até três dos quatro cilindros, ele era capaz de fazer médias de 19,5 km/l na cidade e 21,7 km/l na estrada.

Oitava geração (New Civic): Hatch

A partir da sétima geração, a Honda separou visualmente o Civic hatch do sedã e cupê. E justamente na oitava encarnação do modelo, popularmente conhecida como New Civic, é que a Honda mais ousou no hatch.

Prova disso, é que o modelo tinha visual futurista, carroceria oval e uma inegável aura diferente dos rivais. Os faróis e lanternas traseiras eram conectados em uma época em que isso nem era moda ainda. Já o vidro traseiro dividido dava um ar esportivo ao hatch. Até mesmo o interior conseguia ser mais ousado que o já diferentão do Civic sedã – ainda que ambos tivessem painel de dois andares.

Nona geração: Acura ILX

Por muitos anos a Acura fez versões alternativas do Civic. Apesar disso, nunca passaram de variantes com logotipo trocado e pouquíssimas mudanças visuais. Até que veio o ILX em 2013 baseado na nona geração do Civic. A plataforma era a mesma, mas eles nunca compartilharam componentes da carroceria.

Apesar disso, o ILX já passou por três reestilizações desde que foi lançado e está cada vez mais longe do Civic. Tem interior luxuoso, condução mais esportiva e até é um pouco maior. Por conta da idade do projeto, já entrega algumas rugas como o visual da cabine, em especial por conta das duas telas usadas para a central multimídia.

Décima geração: Si sedã

Ainda que o Civic Type-R seja o mais legal da décima geração, o que mais dói aos brasileiros é não ter a versão Si sedã em um mundo onde o Volkswagen Jetta GLI reina sozinho. Por aqui temos apenas o Si em carroceria cupê, bem mais caro e nichado do que seria o sedã com mesma pegada.

Ainda que use o motor 1.5 quatro cilindros turbo da versão Touring, o Civic Si entrega 205 cv e traz uma excelente transmissão manual de seis marchas. O visual segue o que é aplicado no cupê, com para-choques mais esportivos, rodas maiores, aerofólio, saída de escape que parece uma entrada HDMi e bancos concha no interior.

>>Honda Civic Sport 2021 chega por R$115.900. Demais versões encarecem

>>Ridgeline: a picape Honda com tamanho de Hilux e jeito de Fiat Toro

>>Honda confirma que HR-V 2022 será diferente em alguns países

Sobre o autor

João Brigato

João Brigato

Um comentário

Clique aqui para comentar