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Cinco vezes que as marcas tiveram preguiça de desenvolver seus carros

Mais fácil pegar carros de outra marca e somente trocar os logotipos ou desenvolver seus próximos modelos completamente do zero?
Subaru Traviq [divulgação]

Desenvolver carros do zero é algo extremamente caro e trabalhoso. Por isso, algumas marcas decidem optar por parcerias para dividir custos. Isso é normal na indústria automotiva e diversos carros à venda hoje por aí são resultado disso. Em outros casos, ela pega um modelo como base e o modifica para pelo menos parecer algo com sua identidade visual.

O resultado, muitas vezes, é bastante bom. Casos como Toyota Supra e BMW Z4 ou Fiat 124 Spider e Mazda MX-5 Miata conseguem mostrar o potencial desse tipo de modificações. Mas quando se trata de pura e simples engenharia de emblema? Conheça agora cinco exemplos de carros em que as marcas tiveram preguiça de os desenvolver.

Chevrolet Tracker

A primeira geração do Chevrolet Tracker não passava de um Suzuki Grand Vitara com outro logotipo – nada além disso. Lançado em 1998 nos EUA, ele só chegou ao Brasil em 2001. A Chevrolet não tinha nada para competir com o Ford EcoSport e, ao invés de desenvolver um SUV compacto, recorreu à Suzuki.

Na época, a marca japonesa vendia o Fun na Argentina, que simplesmente era um Chevrolet Celta com o S da Suzuki na dianteira. No caso do Tracker, a gravatinha dourada aparecia somente nas rodas de liga-leve e na dianteira. Ironicamente ou não, Tracker e Vitara foram vendidos juntos por anos, mas o GM sempre vendeu mais por aqui.

Toyota Glanza e Urban Cruiser

Suzuki e Toyota assinaram um acordo de cooperação há poucos anos. A ideia é que a Suzuki oferecesse carros à Toyota da Índia, enquanto a fabricante do Corolla daria à dona do Jimny alguns modelos para vender na Europa. O problema estava no lado Toyota da parceria.

Modelos como Glanza e Urban Cruiser são simplesmente os Suzuki Baleno e Vitara Brezza com grades diferentes e logo ovalado. Isso não acontece na Europa, onde os Suzuki A-Cross e Swace tem modificações dianteiras substanciais em relação aos seus equivalentes Toyota: RAV4 e Corolla Touring Sports, respectivamente.

Volkswagen Apollo

Antes de fazer direito com Pointer e Logus, a Volkswagen fez um aproveitamento ruim do Ford Escort. Nos tempos de Autolatina, a VW lançou o Apollo. O sedã era o Ford Verona com logotipo da marca alemã, rodas diferentes e lanternas escurecidas na traseira.

Não se justificava a escolha de um Apollo por um Verona, por isso o modelo saiu de linha dois anos após seu lançamento. Ironicamente, agora em 2021 a Volkswagen e a Ford voltaram a cooperar, mas agora as marcas prometem não mais apenas trocar logotipos em seus carros desenvolvidos em conjunto, como será o caso das próximas Ranger e Amarok.

Subaru Traviq

Os carros da Subaru são conhecidos por ter tração nas quatro rodas constante, motor boxer e pegada mais esportiva. Contudo, quando eles sentiram a necessidade de ter uma minivan, não partiram para algo baseado no Impreza. Simplesmente a Subaru bateu na porta ao lado e encontrou a Opel / Vauxhall / Chevrolet Zafira.

Lançada em 2001, a Subaru Traviq não era nada diferente de sua equivalente da General Motors. Ela era simplesmente uma Zafira vendida no Japão com o logotipo da Subaru. Nem mesmo a grande frontal era modificada em relação ao modelo da Chevrolet. E de tão preguiçosa que foi, a Subaru nem se deu ao trabalho de colocar seu logo na traseira.

Dodge do México

Em todo o mundo a Dodge é vista como uma marca de muscle-cars e esportivos. Mas lá no México ela é uma verdadeira bagunça. Por anos vendeu carros da Hyundai com logotipo trocado. Até que chegou um dia em que nem mesmo o logotipo da marca sul-coreana a Dodge se dava ao trabalho de tirar.

A marca também passou por uma fase Fiat, em que vendia Grand Siena e o europeu Tipo como se fossem verdadeiros Dodge. Mas era compreensível porque as marcas são da Stellantis. O problema é que agora conta com o sedã Attitude, que é um Mitsubishi Attrage, e lançará nas próximas semanas o novo Journey baseado em um SUV chinês.

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João Brigato

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