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Classe T é o Fiat Fiorino da Mercedes, mas com luxo de Classe A

Mas não se deixe enganar pelo jeito de Mercedes-Benz legítimo e interior refinado, esse Fiat Fiorino alemão na verdade é um Renault Kangoo
Mercedes-Benz Classe T [divulgação]
Mercedes-Benz Classe T [divulgação]

Enquanto o segmento de minivans está morrendo no mundo todo por conta dos SUVs, a categoria de vans e furgões tem crescido fortemente. Prova disso é que a Mercedes-Benz resolveu se arriscar na categoria fazendo um equivalente ao Fiat Fiorino, mas para levar passageiros e com o mesmo luxo do hatch médio Classe A.

Essa não é a primeira entrada da Mercedes-Benz no segmento de furgões e vans compactas. A marca já tentou com um derivado da primeira geração da Classe A nos anos 2000. Contudo, desde 2012 tem parceria com a Renault para produzir um equivalente ao Kangoo, mas com logotipo da marca alemã.

O Citan ganhou sua segunda geração em 2021, mas a Mercedes-Benz achou que poderia ir além. Isso explica o lançamento do Classe T, uma variante mais refinada e luxuosa do Citan para se afastar de vez do Renault Kangoo. Usando elementos de carros mais refinados da marca, ele quer ser um Mercedes de verdade.

Mercedes-Benz Classe T [divulgação]
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A lógica é muito parecida com o que a Mercedes-Benz faz com Vito e Classe V. O Vito, que já foi vendido no Brasil, tem versões furgão e passageiros, mas com pouco refinamento – sendo quase um mini Sprinter. Já o Classe V é um Mercedes-Benz legítimo em termos de luxo, mas em formato de van. Tanto que tem uma versão elétrica chamada de EQV.

Motor de Duster

Antes de falar do lado Mercedes do Classe T, é preciso lembrar que ainda há uma ligação com a Renault. Mais especificamente no conjunto mecânico, que foi desenvolvido em parceria entre as duas marcas. Trata-se do 1.3 quatro cilindros turbo que no Brasil equipa Duster, Captur, Oroch, GLB, GLA e Classe A Sedan.

Mercedes-Benz Classe T [divulgação]
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No Fiorino de luxo da Mercedes são 131 cv na versão topo de linha ou 102 cv na variante de entrada. Com diesel, as opções são 1.5 quatro cilindros aspirado com 95 cv ou turbo com 116 cv. Os dois motores diesel podem usar câmbio de dupla embreagem com sete marchas, assim como o gasolina mais potente. Mas a transmissão padrão é manual de seis marchas.

Uma variante totalmente elétrica será incluída no futuro, provavelmente sobre o nome EQT. Essa opção já é oferecida no Renault Kangoo. Por falar nisso, o preço base do Mercedes-Benz Classe T é de 30 mil euros (R$ 158.420), enquanto um Kangoo de passageiros começa em 20 mil euros (R$ 105.680).

Mercedes-Benz Classe T [divulgação]
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Classe lazer

Enquanto o Citan cumpre a função de Fiat Fiorino da Mercedes-Benz, o Classe T é o modelo de passeio mais sofisticado, feito para famílias grandes. Tanto que carrega sete pessoas com mais conforto que um GLB. Visualmente ele tem para-choques mais refinados e grade frontal com pontos cromados ausentes no Citan.

A lateral é idêntica à do Kangoo, mas no Classe T recebe reforço luxuoso de rodas diamantadas de diâmetro grande e elementos em preto brilhante junto das janelas. Atrás, lanternas de LED e um friso cromado na base das janelas traz conexão visual com outros carros da marca.

Mas é por dentro que ele mostra seu lado mais refinado. O painel tem revestimento que imita couro com direito a costuras e superfície macia. Volante é o mesmo de tantos outros carros da marca, assim como os bancos dianteiros e as costuras típicas Mercedes. A central multimídia é pequena comparada a outros modelos da marca, mas é autêntica, não aproveitada da Renault.

O que veio da marca francesa, no entanto, foi o sistema de ar-condicionado. Os botões são os do Duster, mas com opção dual-zone ausente no SUV compacto vendido no Brasil. Com pegada jovial, a Mercedes oferece ao Classe T opção de peças internas na cor da carroceria.

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João Brigato

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