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Entenda como funcionam os pneus Run Flat

Curiosidades e dicas sobre o pneu do futuro
Pneu Runflat (divulgação)

Uma moda que se iniciou com o Ford EcoSport em 2003 (o estepe pendurado na tampa do porta-malas), logo se espalhou em outros modelos como o Volkswagen CrossFox e até minivans como a Chevrolet Spin Activ.

Mas ao longo do tempo, esse tipo de uso do estepe foi ficando de lado, seja por questões de estilo ou até mesmo de segurança – uma vez que ficava exposto e mais fácil de ser levado por um ladrão.

Chevrolet Spin Activ (divulgação)

Então para amenizar essa dor de cabeça com o estepe pendurado, a Ford trouxe ao país recentemente a opção do EcoSport sem o estepe e com pneus do tipo Run flat que pode rodar furado por até 80 km. Mas você sabe como eles funcionam? E por que são considerados mais duráveis e poder rodar mesmo furados? Bom, vamos explicar de forma simples como esse tipo de pneu funciona e quais são seus atributos e limitações.

O que é um pneu run flat?

O nome vem do inglês – pneus que podem rodar vazios – ou também como são conhecidos – “run flat tire“. Eles surgiram na década de 1930, quando os primeiros automóveis sofriam com seus pneus de câmaras frágeis que devido ao asfalto precário e a qualidade dos materiais, perdiam pressão com muita facilidade.

Pneu Runflat (divulgação)

Os pneus run flat foram criados para poder rodar completamente vazios por até aproximadamente 80 quilômetros a uma velocidade de até 80 km/h, e mesmo assim preservar a dirigibilidade do veículo sem comprometer a segurança dos passageiros. Ou seja, os pneus run flat vêm com reforços estruturais nos flancos, ombros e talões – a lateral e o aro de fixação na roda.

Pneu BMW (divulgação)

Sendo assim, quando eles estão totalmente sem ar pressurizado em seu interior, o peso do veículo fica apoiado na camada reforçada – as rodas não ficam diretamente em cima da banda de rodagem. Com isso é possível rodar em segurança sem que ocorra o detalonamento – quando o pneu se separa da roda.

Isso afeta a condução do veículo?

Sim, o uso de reforços dentro do pneu deixa ele mais duro do que um pneu convencional, e faz com que o motorista sinta mais as imperfeições e pequenos obstáculos do asfalto. Outro ponto diferente na condução, fica por conta dos níveis de ruído e vibração emitidos pelos pneus para dentro do veículo, que são mais perceptíveis do que os modelos tradicionais.

Audi Q5 (divulgação)

Qualquer carro pode utilizar esses pneus? E o custo é alto?

Não, geralmente esses pneus já vem de fábrica em modelos importados. A Ford é a primeira marca a “popularizar” o uso de pneus do tipo run flat em carros de passeio mais “acessíveis”. Um pneu do tipo run flat, tem custo em média de R$ 900, enquanto um pneu convencional tem preço sugerido de R$ 600.

Ford EcoSport (divulgação)

Os carros equipados com pneus run flat depende de um equipamento chamado TPMS, que monitora a pressão dos pneus, e de suspensões projetadas para esse tipo de aplicação. Isso permite que quando ocorra o vazamento de pressão, o motorista seja avisado por meio de um aviso luminoso no painel.

Aviso no painel (divulgação)

Outro requisito que torna possível instalar um pneu run flat é o veículo possuir controle de tração e estabilidade, para auxiliar o motorista quando ocorrer um estouro – por mais raro que seja – em alta velocidade e que o veículo não perca o controle.

Pneu Ford EcoSport (divulgação)

Além disso, pneus run flat não pode ser montados em rodas convencionais, pois precisam que elas tenham uma saliência interna que permite os talões fiquem fixados corretamente. Essas saliências nas rodas são chamadas de humps. Caso seja feita a instalação de pneus run flat em pneus convencionais – sem hump específico – existe grande possibilidade de os pneus não conseguirem cumprir devidamente sua função na hora do estouro, ou falta de pressão.

Vale a pena então investir num carro com esse tipo de pneu?

Depende. Se você não quiser ter mais preocupações com trocas de pneu, em locais inóspitos e pode gastar um pouco mais na manutenção desse tipo de pneu, a resposta é sim, vale a pena. Caso contrário, a troca não compensa, até porque um dos poucos veículos equipados com esse tipo de tecnologia é o Ford EcoSport na versão Titanium, que equipado com os pneus run flat sai por volta de R$ 103.890 reais, já a versão vendida logo abaixo com pneus convencionais tem preço sugerido de R$ 91.890.

Troca pneu (divulgação)

E ainda vai demorar um tempo para que outras marcas apostem nesse tipo de tecnologia, e popularizem os pneus a ponto de ser economicamente viável. Então vamos torcer para que esse tipo de tecnologia seja altamente popularizado, e que os motoristas tenham menos preocupações com um dos itens mais importantes de seus veículos.

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Kleber Silva

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