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F-1: Vettel quebra e dá vitória a Hamilton no GP da Rússia

Entrada de safety car na pista foi crucial para o resultado final
GP da Rússia (divulgação/LAT Images)

O safety car está para a Fórmula 1 como um pênalti está para o futebol. Basta uma intervenção do carro de segurança, por qualquer motivo, para que o destino de uma corrida mude completamente. Foi o que aconteceu no GP da Rússia, disputado no último domingo, no circuito do Parque Olímpico de Sochi.

No caso, não foi nem o safety car de verdade, mas o ‘virtual’, que a categoria passou a utilizar em 2015. Esse sistema não exige a presença física do carro de segurança, porque obriga os pilotos a respeitarem um limite de tempo em cada trecho da pista, garantindo que eles não exagerem na velocidade durante uma situação de risco.

Acontece que, em Sochi, o safety car virtual foi acionado na 27ª volta (de um total de 53), bem em cima da janela de pit stops. Até aquele momento, a Ferrari vinha dominando o fim de semana. Charles Leclerc largou na pole position e participou de um polêmico jogo de equipe que permitiu ao parceiro Sebastian Vettel saltar de terceiro para primeiro na largada.

Hamilton comemora vitória no GP da Rússia (divulgação/LAT Images)

Leclerc seguiu em segundo, com a promessa da Ferrari de que Vettel devolveria a posição. Iniciou-se uma discussão constrangedora via rádio, já que Vettel argumentava que Leclerc não estava próximo o suficiente para uma inversão de posições e o monegasco retrucava, alertando que estava difícil seguir outro carro de perto pela perda de pressão aerodinâmica.

A Ferrari decidiu então que a inversão seria realizada durante os pit stops. E deu quase tudo certo. Vettel parou quatro voltas mais tarde e perdeu a posição para Leclerc. Mas acontece que os carros da Mercedes ainda não haviam feito seus pit stops. Logo depois de sair dos boxes, o carro de Vettel simplesmente apagou, por problemas na unidade de potência.

Parado em uma posição de resgate mais complicada, Vettel acabou provocando sem querer uma situação de safety car virtual, que permitiu aos dois pilotos da Mercedes pararem e voltarem à frente de Leclerc, que foi obrigado a andar mais lento por segurança. Desastre total para a estratégia da Ferrari, que parecia imbatível em condições normais na Rússia.

Tanto que a Mercedes fez o treino de classificação com os pneus médios, mais resistentes porém mais lentos, abrindo mão da disputa pela pole porque sabia que sua única chance estava em uma manobra mais ousada (os dez primeiros largam com os mesmos pneus que usaram na classificação). Ela acabou se pagando em função do safety car virtual, que foi seguido por uma intervenção real por causa do acidente de George Russell.

Lewis Hamilton, então, assumiu a dianteira para vencer pela 82ª vez na carreira (está a apenas nove vitórias do recorde absoluto de Michael Schumacher). Valtteri Bottas chegou em segundo, em uma improvável dobradinha dos carros prateados, depois de segurar com valentia os ataques de um frustradíssimo Charles Leclerc, terceiro colocado.

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Tiago Mendonça

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