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Ford não quer mais que concessionárias vendam carros em breve

Ideia da Ford é seguir a Tesla e vender seus carros pela internet e usar as concessionárias como centros de reparos e serviços
Concessionária Ford [divulgação]
Concessionária Ford [divulgação]

A internet rapidamente transformou nossa maneira de comprar as coisas, especialmente durante a pandemia. E a Ford já tomou ciência de que o futuro do carro não é mais a concessionária e nem mesmo os modelos 100% elétricos. Por isso, a marca prepara uma grande revolução e que vai afetar suas concessionárias.

Segundo o CEO da Ford, Jim Farley, ao Detroit Free Press, a marca quer vender seus carros pela internet, não mais por revendas. É exatamente a mesma maneira que a Tesla comercializa seus veículos hoje. Mas para isso, não haverá mais qualquer tipo de possibilidade de negociação: o preço do carro é aquele e ponto.

A Ford estima que seu atual sistema de concessionárias gera um custo extra de US$ 2 mil por carro quando comparado ao sistema da Tesla. Por isso, o plano é criar sistemas de entregas feitos diretamente pela fábrica, permitindo maior personalização dos modelos e menor custo logístico.

Ford F-150 Lightning [divulgação]
Ford F-150 Lightning [divulgação]
Isso significa, porém, que as concessionárias vão morrer? Não. A Ford planeja torna-las algo a mais. Além dos reparos e revisões já corriqueiras, as revendas também se tornarão locais para demonstração de novos modelos e tecnologias. Algo como uma loja da Apple, por exemplo.

Como os carros novos e geridos por muita eletrônica poderão ter novos sistemas e habilidades adquiridas depois da compra, a Ford quer que as concessionárias sirvam como demonstração desses elementos e também façam a venda deles. Assim, elas se tornariam complementos do que a marca já faz, ao invés de uma extensão.

Ford F-150 [divulgação]
Ford F-150 [divulgação]
Outro ponto que Farley tocou é sobre modelos elétricos. “Se você é dono de uma picape Super Duty e puxa 4.500 kg no reboque no meio do gelo do Alaska, um carro elétrico é uma solução terrível e as baterias são muito pesadas”. Ou seja, a Ford ainda vê com bons olhos o segmento de carros a combustão, mas sabe que precisa também dos elétricos para seu futuro.

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João Brigato

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