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Fórmula 1 desafia e prepara alunos das escolas do Brasil

Estudantes brasileiros estão entre os mais de 20 milhões de alunos do mundo inteiro que disputam o “Fórmula 1 nas Escolas”.
Fórmula 1
Horizon Car [divulgação]

Se você acha que a Fórmula 1 se restringe às pistas por onde passa, hora de mudar seus conceitos. Há dez anos, a categoria promove também o projeto “Fórmula 1 nas Escolas”, que consiste em incentivar jovens estudantes a criarem suas próprias “equipes”, simulando todas as fases de estruturação de um time de corridas.

São mais de 20 milhões de alunos participantes no mundo todo, inclusive no Brasil. Entre as habilidades desenvolvidas no projeto estão: planejamento estratégico e financeiro, elaboração de um carrinho de aproximadamente 20 cm, marketing e comunicação, trabalho em equipe e criatividade, obtenção de parcerias e gestão de recursos.

Um aprendizado valioso para a nova geração, seja qual for o caminho escolhido no mercado de trabalho.

As equipes passam por fases regionais e nacionais até chegar à final mundial, que é disputada sempre em uma cidade-sede da Fórmula 1. A decisão de 2019, por exemplo, foi na semana anterior ao GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com vitória da equipe britânica Evolve UK, do colégio Queen Elizabeth’s Grammar School.

Quatro equipes brasileiras chegaram à final mundial no ano passado. Três delas representando o Colégio Vértice (Brazilian Six, Mercury e Kraken) e a outra, o SESI (Seven Speed).

Fórmula 1
Equipe Kraken [divulgação]
“O projeto Formula 1 in Schools é um dos maiores ‘STEMs’ do mundo (termo em inglês para agrupar as disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática), reúne alunos de 12 a 19 anos de idade e está em 40 países”, conta Isabela Moraes, líder da Kraken. O time dela é formado por cinco alunos do segundo ano do Ensino Médio: a xará Isabella Grieco, Henrique Benedetti, Gustavo Vaccari e Gabriel Prado.

Em tempos de pandemia, é claro que o “Fórmula 1 nas Escolas” também teve de se adaptar e todo o processo está sendo feito em casa, com a competição nacional marcada para os dias 15 e 16 de outubro, no formato online. A final mundial ainda não tem data ou local definidos, mas tem boas chances de ser no GP da Austrália, prova de abertura da F-1 no ano que vem.

Enquanto isso, as equipes trabalham em ações de divulgação e ativação. A Kraken, por exemplo, iniciou um projeto na quarentena chamado “Kraken On”, que oferece conteúdo relacionado ao automobilismo em suas plataformas. As lives da equipe já tiveram a participação de nomes como os pilotos Felipe Drugovich e Vitor Baptista e o jornalista Lito Cavalcanti.

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Tiago Mendonça

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