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Passeio na Bélgica deixa Hamilton a duas vitórias de Schumacher

Piloto britânico venceu tranquilamente na Bélgica e disparou na liderança do campeonato
Bélgica
GP da Bélgica [divulgação]

Está cada vez mais claro: a Fórmula 1 está vivendo parte importante de sua história em 2020. Lewis Hamilton caminha a passos largos para o heptacampeonato e, mais do que isso, está muito, muito próximo mesmo de igualar Michael Schumacher como maior vencedor de todos os tempos. Neste domingo, na Bélgica, ele chegou à 89ª vitória da carreira.

Agora, só faltam duas para alcançar o alemão.

Veja um resumo de como foi a corrida no canal Pr1meiro Stint com o jornalista Tiago Mendonça

 

O GP da Bélgica foi um massacre do início ao fim, começando pelo treino classificatório, em que Hamilton ficou mais de meio segundo à frente de qualquer adversário (incluindo seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas). Aliás, isso tem sido uma constante: todas as poles da Mercedes em 2020 foram com mais de meio segundo de vantagem.

Para encontrar um domínio semelhante, é preciso voltar à 1993, quando a imbatível Williams fez o mesmo. Desde a largada, Hamilton sabia que sua única ameaça era Bottas. Mas o piloto finlandês não conseguiu a ultrapassagem mesmo depois de fazer boa largada. Depois, quando tentou se aproximar do líder, foi impedido pela equipe.

Bottas pediu para usar um “modo de ultrapassagem”, que garante maior performance por um curto período, mas foi impedido pela equipe, que argumentou que o dispositivo não deveria ser usado em duelos internos, e sim contra outras equipes. Bottas reclamou, mas não deu em nada. Hamilton seguiu tranquilo para vencer pela quinta vez em sete provas.

Max Verstappen completou o pódio em terceiro lugar, reclamando muito do desgaste dos pneus desde o início. O destaque do dia foi o desempenho da Renault, com Daniel Ricciardo em quarto lugar e Esteban Ocon, em quinto. O resultado repete a melhor performance da Renault desde que voltou à Fórmula 1 em 2016.

O time conseguiu essas mesmas posições no GP da Itália do ano passado, não por coincidência em outra pista de alta (aparentemente, mais favorável aos motores Renault). Para completar o excelente fim de semana da equipe, Ricciardo ainda fez a melhor volta da corrida. Alexander Albon, da Red Bull, foi o sexto em outro fim de semana apagado.

E onde estaria a Ferrari? Merecidamente fora da zona de pontos, em 13º lugar com Sebastian Vettel e 14º com Charles Leclerc. A equipe italiana perdeu desempenho no motor para este ano, após investigação conduzida pela FIA. Mas além de tudo, ainda se atrapalhou nos ajustes aerodinâmicos e mecânicos e viveu um vexame histórico em Spa-Francorchamps.

Vettel e Leclerc, aliás, tiveram uma disputa bem acalorada no meio da prova. No final da reta Kemmel, Vettel deixou pouco espaço por fora e fez o companheiro de equipe ir para a área de escape. Teria sido bonito de ver se fosse pela primeira posição ou pelo pódio; mas foi, na verdade, pra ver quem passava menos vergonha na bandeirada.

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GP da Bélgica [divulgação]

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Tiago Mendonça

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