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Hyundai Santa Cruz apresenta soluções de dar inveja à Fiat Toro

Se a Fiat Toro foi a responsável por criar a categoria de picapes intermediárias, Hyundai Santa Cruz quer elevar o patamar da categoria
Hyundai Santa Cruz [divulgação]
Hyundai Santa Cruz [divulgação]

Depois de seis anos desde que a Hyundai apresentou o primeiro conceito da picape Santa Cruz, ela finalmente chega ao mercado. Baseada na quarta geração do Hyundai Tucson, a picape será vendida inicialmente somente nos EUA. Mas será que vem para o Brasil para ofuscar a Fiat Toro?

Durante sua apresentação, a marca sul-coreana diz se tratar do primeiro modelo da categoria – claramente esquecendo da picape brasileira. Ainda assim, colocou a Santa Cruz na categoria de Sport Activity Vehicle (veículo esportivo de atividade). Na mesma pegada da Fiat que chamou a Toro de SUP (Sport Utility Pickup – picape utilitária esportiva).

Na fita métrica, a Hyundai Santa Cruz marca 4,97 m de comprimento, 1,90 m de largura e 1,69 m de altura. Comparada à Fiat Toro, a picape sul-coreana é 6 cm mais longa, 6 cm mais larga e 5 cm mais baixa. A futura rival Ford Maverick ficará no mesmo patamar de medidas que ambas.

Hyundai Santa Cruz [divulgação]
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A grande diferença entre elas, no entanto, está na motorização. Enquanto a Toro usa motor flex 1.8 (e futuramente 1.3 turbo) ou diesel 2.0 turbo, a Santa Cruz apresenta blocos maiores. As versões de entrada são equipadas com um 2.5 quatro cilindros apirado que, segundo a Hyundai, tem mais de 190 cv e mais de 24 kgfm de torque.

Motores maiores e turbo

Esse motor é ligado exclusivamente a uma transmissão automática de oito marchas e à tração nas quatro rodas. A marca divulga 1.588 kg de capacidade de reboque. Outra opção para a picape da Hyundai é a versão turbo desse motor 2.5. A potência sobe para mais de 275 cv e o torque vai além de 42,8 kgfm. Ambos os motores são gasolina.

Hyundai Santa Cruz [divulgação]
Hyundai Santa Cruz [divulgação]
A versão turbo da Santa Cruz traz câmbio automatizado de dupla embreagem com oito marchas. A tração também é distribuída nas quatro rodas, mas essa variante pode rebocar até 2.268 kg. A Hyundai não revelou a capacidade de carga da caçamba – item importante no Brasil, enquanto lá fora o que conta é a capacidade de reboque.

Em compensação, a Hyundai Santa Cruz tem soluções criativas na caçamba. O piso logo atrás da caixa de roda esconde um pequeno porta-malas com vedação e a prova d’água. Além disso, a capota marítima é retrátil e feita de plástico, com o objetivo de proteger melhor as cargas alocadas lá atrás.

Hyundai Santa Cruz [divulgação]
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Toques de Tucson

Por dentro, ela tem espaço de armazenamento extra debaixo do banco traseiro – uma solução semelhante às minivans. Fora isso, divide a mesma cabine com o Tucson. Destaque para o painel de instrumentos 100% digital de série em todas as versões e central com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

Por fora, a picape chama atenção pelo estilo ousado e diferentão. Tão impactante quanto a Fiat Toro, a Hyundai Santa Cruz tem linhas fortes e elementos fora do comum. Exemplo é a grade frontal integrada aos faróis, praticamente disfarçando os LEDs em meio aos cromados.

Hyundai Santa Cruz [divulgação]
Hyundai Santa Cruz [divulgação]
O para-choque é mais quadrado e robusto que o do Tucson, com direito a parte preta em maior proporção. As caixas de roda são bem marcadas por plásticos pretos e são redondas, diferentes das abauladas do SUV.

A traseira exibe lanternas espichadas com LED em T. O nome Santa Cruz vem estampado diretamente no metal, dando um aspecto retrô à picape. Sem logotipo da Hyundai, o nome da marca vem estampado no puxador da tampa da caçamba. Destaque para os degraus nas laterais do para-choque.

Hyundai Santa Cruz [divulgação]
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Ainda não há previsão para que a Hyundai Santa Cruz seja vendida em outros mercados além dos EUA. Por isso, as chances de ela ser oferecida no Brasil para brigar com a Fiat Toro e com a Ford Maverick ainda são remotas.

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João Brigato

João Brigato

3 Comentários

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  • Fora dos EUA, em especial na Europa e Ásia, tais motores não tem a menor chance. Nestes casos, como aqui, fariam mais sentido o 2.0 aspirado (talvez) e os 1.6 e 2.0 turbo, talvez até hibridizados. Aqui, importada e com imposto de importação cheio (é feita nos EUA), teria preço inviável. Tomara que, se a CAOA realmente for montar o novo Tucson aqui (logo, por favor), pelas similaridades com a pick up, tomara que a montem aqui também. Vai rachar de vender.

  • A Fiat Toro no seu segmento nenhum concorrente vai bater ela em termos de unidades vendidas ela reinará sozinha até quando a Fiat produzi_ lá. Essa Santa Cruz em termos de dimensões está mais para uma Saveiro , Montana e Strada .