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Jeep desistirá do diesel até 2030. Adeus Renegade e Compass diesel?

Mercado automotivo mundial está mudando cada vez mais rápido e os Jeep diesel (como Renegade e Compass) estão com os dias contados
Renegade Trailhawk [Auto+ / João Brigato]
Renegade Trailhawk [Auto+ / João Brigato]

Regras de poluição tem minado cada vez mais a sobrevida de alguns carros. Todas as marcas tem anunciado propostas de eletrificação, sendo algumas já pensando em se tornar 100% elétrica em um futuro bem próximo. Nessa tocada, a Jeep pretende encerrar a produção de carros diesel globalmente até 2030.

O CEO da marca, Christian Meunier, em entrevista à CarAdvice, falou um pouco desse futuro. “Eu acho que o diesel na Europa vai desaparecer. E isso é muito claro que o volume dos diesel vai reduzir significativamente. Mas isso significa que vamos deixar de oferecer carros diesel todos de uma vez? Não”.

O executivo ainda complementa: “Acho que haverá uma transição entre agora e 2030 e vai variar de acordo com cada país”. Ou seja, a Jeep deixará de ofertar motorizações diesel em cada país a depender da reestilização. Entretanto, o desenvolvimento de novos motores não deverá ocorrer mais nos próximos anos.

Jeep Compass 4xe [divulgação]
Jeep Compass 4xe [divulgação]
A ideia da marca é substituir os motores a diesel por versões eletrificadas de seus propulsores a gasolina/flex. As versões 4xe de Compass e Renegade, por exemplo, devem tomar o lugar das variantes diesel na Europa. Aqui no Brasil, essas variantes híbridas são aguardadas para breve, mas ficarão acima dos modelos diesel atualmente oferecidos no país.

Além disso, recentes rumores apontam para melhorias no motor 2.0 MultiJet II turbo diesel para atingir os 200 cv. Esse layout era esperado para o Compass reestilizado, mas deverá aparecer somente no Commander de sete lugares. Vale lembrar que o novo SUV estreia ainda neste ano.

Teaser Jeep Commander [divulgação]
Teaser Jeep Commander [divulgação]
Por outro lado, a Jeep pretende manter viva a cultura do motor V8 o máximo que puder. “Alguns mercados continuarão com o V8, outros terão motores seis cilindros, e alguns continuarão com o diesel. No médio-prazo é nítido que queremos proteger o V8 e a sua alta performance o máximo que pudermos”.

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João Brigato

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