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Lamborghini Gallardo: presente de pai para filho

Baseado no modelo da polícia rodoviária italiana, carrinho começou a ser feito há quase dez anos e promete mais uma fase; acompanhe a história
Pedro Henrique e seu Lamborghini Gallardo (arquivo pessoal)

Há quase dez anos, um pai resolveu atender o desejo de um filho: ter um Lamborghini Gallardo. Calma! Não estamos falando de nenhum playboy que decidiu dar um presente milionário ao herdeiro. Aqui, o lance é totalmente sentimental e envolve um projeto feito à mão – do zero – e que, com muita ajuda, vem melhorando a cada dia. A recompensa? Ouvir a frase: “Este é o melhor presente que já ganhei!”

A paixão de Pedro Henrique Teixeira (hoje com 12 anos) pela Lamborghini começou ainda na primeira infância, quando tinha por volta de 4 anos, e viu as fotos de um dos carros doados pela fabricante para a polícia rodoviária italiana. A partir daí, o menino começou a pedir ao pai, simplesmente, um Gallardo no qual pudesse entrar e dirigir.

Apenas com o chassi de um Buggy antigo, o piloto de helicóptero Gledson Teixeira Neves deu ‘start’ ao sonho do filho. “Foi uma brincadeira que começou com carroceria de isopor, passou para gesso, e acabou em fibra de vidro. Não tinha motor, nem nada. Tudo foi acontecendo aos poucos e, sempre, com a participação de amigos. Participação essa que ia desde pitacos até doação de peças”, relembra o pai.

A história
Há cinco anos, com a primeira fase do carrinho concluída, a dupla participou de uma pauta do Auto+ e, de lá para cá, muita coisa mudou. A abordagem do público, entretanto, continua igual. “Muita gente pergunta se eu faria outro. Eu digo: não!”, relata Neves que hoje trocou a capital de São Paulo pela cidade de Uberlândia (MG) onde, por meio do incentivo de um amigo que trabalha como mecânico de aeronaves, resolveu reiniciar essa história.

“Ele (o amigo) é meio Professor Pardal e, quando viu o carrinho, sugeriu mexer na suspensão. Depois, quis trocar o motor. E foi aí que decidimos retomar a brincadeira. Vamos para segunda fase!”, brinca.

O câmbio e o motor de um cilindro com 7,5 cv de potência – que também vieram de um Buggy – hoje deram lugar a um propulsor com 100 cilindradas e caixa reversora. Ou seja, tem quatro marchas à frente e, também, ré. E está mais potente. Por outro lado, continuam por lá o kit multimídia cedido por um tio e a tapeçaria feita pelo pai de Neves.

Permanecem em cena, também, os bancos revestidos em couro e os faróis e lanternas inspirados no Gallardo original, porém, nesse meio-tempo até os adesivos da polícia italiana o carrinho recebeu. E tem placa!

A suspensão foi redesenhada e ganhou ajuste de altura e quatro amortecedores. A caixa de direção também foi mexida.

Lamborghini
Pedro Henrique assume que deu pitaco em todas as etapas da confecção de seu Lamborghini (arquivo pessoal)

Mais segurança e potência
Neves conta que participar do Auto+ rendeu excelente repercussão, inclusive, muita gente reclamou da ausência de cintos de segurança no pequeno Lamborghini. “Providenciamos o componente assim que o carro saiu da reportagem. Inclusive, tem até do lado do passageiro”, esclarece.

“Por mais que tenha participado de toda a primeira fase, eu era muito pequeno e não entendia muita coisa. Nessa (segunda) fase, foi mais legal porque eu já estava por dentro de tudo, dava opinião”, conta Pedro que enche o carro de elogios, “Ficou mais bonito, mais confortável, com volante mais leve, sem contar o motor mais potente.”

Para o menino, uma das principais curiosidades é a fama conquistou devido ao Lamborghini. “Na escola, por exemplo, todo mundo me conhece”, relata. Aliás, ele confessa que é cuimento e não deixa ninguém dirigir. “Amigo, só no banco do passageiro!”

Vai ter a fase três?
Questionado se pretende realizar a fase 3 do projeto Lamborghini Gallardo, Neves diz que sim! “A próxima missão é mexer na suspensão traseira. Vai ter também caixa satélite e freios a disco”, adianta.

Para ele – que já recebeu proposta de sociedade e até um Fiat Uno em troca do pequeno brinquedo – é extremamente gratificante ver o carro pronto e saber que o trabalho foi concluído com sucesso. “Se eu te falar que gastei um milhão (de reais) foi pouco. Não há dinheiro no mundo que compre a felicidade de um filho.”

Confira essa história de empenho, dedicação e amor no vídeo abaixo:

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Marcelo Sant'Anna

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