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Mille, Stepway, Classic e outras versões que se tornaram nome dos carros

Vez ou outra, algumas versões se tornam tão fortes dentro da gama de alguns carros que passam a ser o nome oficial deles
Fiat Mille [divulgação]
Fiat Mille [divulgação]

Alguns carros possuem versões verdadeiramente emblemáticas. Daquelas que são tão (ou mais) lembradas quanto o próprio carro. Só que as vezes essa força é tão grande que elas atropelam o nome original do modelo e se tornam independentes, como é o caso de Fiat Mille, Renault Stepway, Chevrolet Classic, Toyota Supra e Chevrolet Joy.

Em alguns casos como os presentes nessa lista, a versão simplesmente substituiu o nome original do carro e tudo continuou como antes. Já em outros casos, o antigo nível de acabamento se tornou tão importante que foi separado em um carro completamente diferente.

Fiat Mille [divulgação]
Fiat Mille [divulgação]
Fiat Mille

Nascido como Fiat Uno Mille, a versão de entrada do hatch compacto foi a pioneira entre os modelos com motor 1.0 e lista de equipamentos extremamente enxuta. Aos poucos a Fiat foi dando mais atenção para a versão, que se tornou a única do portfólio do modelo pouco depois da chegada do Palio.

Morreu em 2013 com a série especial Grazie Mille, que nada mais significava que um Muito Obrigado traduzido do Italiano. Apesar de ser Fiat Mille em seu documento e na traseira, grande parte do público ainda continuou a chama-lo de Uno Mille mesmo quando a segunda geração, somente chamada de Uno, estreou em 2010.

Renault Stepway [divulgação]
Renault Stepway [divulgação]
Renault Stepway

O Brasil é o único mercado no mundo em que a Renault resolveu separar o Stepway do Sandero. Apesar de ainda ser a variante aventureira do hatch compacto, a marca francesa tenta convencer que o Stepway é um SUV, não um Sandero aventureiro – mesmo que, na prática, ele seja exatamente isso.

A ideia de separar o Sandero do Stepway se deu por conta da necessidade da Renault em criar versões para o modelo aventureiro. Assim, ele passou a ser comercializado com diferentes níveis de acabamento e maior abrangência de equipamentos e opções de transmissão.

Chevrolet Classic [divulgação]
Chevrolet Classic [divulgação]
Chevrolet Classic

A história do Classic mostra o quanto uma versão específica pode ultrapassar todas as barreiras do carro o qual ela faz parte. Quando a segunda geração do Corsa surgiu em 2002, a GM resolveu manter o sedã antigo em linha com o nome de Chevrolet Corsa Classic.

O sedã de entrada da marca perdeu o nome Corsa em 2005 e seguiu somente como Classic, nome que já vinha sendo chamado popularmente há um certo tempo. Mas quis o destino (e as vendas) que aquele que deveria ter sido seu sucessor morresse em 2012, enquanto o Classic se despediu somente em 2016.

Toyota Supra [divulgação]
Toyota Supra [divulgação]
Toyota Supra          

Celica e Supra são dois nomes de enorme respeito entre os entusiastas e pelos que gostam de esportivos japoneses clássicos. Mas sabia que eles já foram um carro só? Entre 1978 e 1985 o Celica Supra foi produzido como uma variante mais esportiva, alongada e com motor seis cilindros do Celica, que usava somente motores menores.

Depois de duas gerações como Celica Supra (ou Celica XX no Japão), a Toyota finalmente cortou os laços entre os irmãos em 1986 com a estreia da terceira geração. Isso se deu por conta da mudança do Celica, que passou a ser um esportivo de tração dianteira, algo que não era aceitável para a potência e proposta esportiva do Supra.

Chevrolet Joy Plus [divulgação]
Chevrolet Joy Plus [divulgação]
Chevrolet Joy

Quando a Chevrolet reestilizou o Onix e o Prisma em 2017, resolveu substituir a antiga versão de entrada LS pela Joy. O Onix Joy e o Prisma Joy traziam lista de equipamentos enxuta e visual dos modelos não reestilizados. A estratégia se manteve até a chegada da segunda geração do em 2019, onde Onix e Joy foram devidamente separados.

Assim, a nova geração do Onix e o Onix Plus seguiu como mais sofisticados e caros, abrindo espaço para que os antigos Onix e Prisma se tornassem Joy e Joy Plus. Até mesmo os faróis com luzes de posição em LED foram herdados pelos modelos de entrada da GM no Brasil.

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João Brigato

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