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Mitsubishi pode sair da Aliança (Renault-Nissan), mas Nissan nega

Crise causada pelo Coronavírus afetou planos da Aliança Renault Nissan, que pode enxotar a Mitsubishi do grupo
Nissan pode tirar Mitsubishi da Aliança [divulgação]
Nissan pode tirar Mitsubishi da Aliança [divulgação]

Com o objetivo de reduzir custos e voltar a lucrar nos tempos pós-pandemia, a Aliança Renault-Nissan cogita seriamente vender sua participação na Mitsubishi. A marca dos três diamantes foi salva pela Nissan há alguns anos, mas nunca se integrou verdadeiramente ao grupo.

Trazer a Mitsubishi para a Aliança foi uma ideia de Carlos Ghosn, ex-presidente do grupo e foragido da justiça japonesa. Depois que o executivo brasileiro saiu de cena, a relação entre Renault, Nissan e Mitsubishi azedou. Mas a francesa e a principal das duas japonesas já se acertaram.

Nissan Versa Exclusive 2021 [divulgação]
Nissan Versa Exclusive 2021 [divulgação]
Os planos globais da Aliança visam diminuir o número de plataformas e motores, utilizar fábricas comuns entre Renault e Nissan, além de reduzir gama de modelos que pouco vendem. A Mit há alguns anos não vai muito bem, apesar da intensa renovação de produtos que vem sofrendo.

Ainda assim, não há nenhum Mitsubishi hoje com plataforma modular CMF da Aliança ou alguma aproximação mais forte entre elas. A separação da Mit, em virtude disso, é mais fácil do que um divórcio da Renault com a Nissan.

Renault Sandero RS [divulgação]
Renault Sandero RS [divulgação]
Aqui mesmo no Brasil não há planos de integração entre as três marcas. Renault e Nissan passarão a dividir as fábricas por aqui, além de compartilhar o desenvolvimento de modelos. Já a Mitsubishi, controlada pelo grupo HPE, ainda não tem planos concretos sobre a aproximação com a Aliança brasileira.

O rumor levantado pela Bloomberg foi rapidamente negado pela Nissan que diz “não haver planos de rever o capital de relacionamento com a Mitsubishi”. Como costumeiramente as marcas não anunciam planos futuros, especialmente quando tem à ver com diminuição de operações, é esperar para ver o resultado desse possível divórcio.

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João Brigato

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