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Estudo aponta: motoristas agressivos têm menos empatia

Pesquisa tcheca aponta condição mental de motoristas que avançam no farol vermelho e cometem outras infrações de trânsito
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Veículos têm cada vez mais sistemas de segurança (divulgação)

Todos os dias, infelizmente, você deve cruzar com algum motorista que se comporta de forma condenável no trânsito. Sim, aqueles que ultrapassam limites de velocidade, assumem a direção após o consumo de bebida alcoólica, e os que desrespeitam semáforos, faixas de pedestres, ciclofaixas e por aí vai. De acordo com pesquisas sobre a psicologia do motorista, essas pessoas até possuem habilidades para dirigir e, por isso, abusam disso e tornam-se onipotentes, com total descaso pela vida do próximo.

Em 2018, um estudo da República Tcheca, apresentado na publicação científica NeuroImage, revelou que indivíduos com histórico de direção agressiva ativam menos áreas do cérebro associadas com cognição social e empatia.

Os psicólogos tchecos monitoraram a atividade cerebral tanto de bons quanto de maus motoristas enquanto todos assistiam a vídeos de segurança viária. O objetivo era entender por quais razões alguns condutores ignoravam as regras de trânsito, colocando a vida de terceiros em risco, enquanto outros obedeciam às normas.

Cabe salientar que os respectivos vídeos foram criados, especialmente, para provocar reações de empatia e compaixão em relação às vítimas dos acidentes apresentados.

Os pesquisadores, então, usaram ressonância magnética para comparar a atividade cerebral dos voluntários, especificamente numa área do cérebro chamada STS, ou seja, sulco temporal superior, uma parte do órgão responsável pelo reconhecimento fácil e pela nossa capacidade de imaginar o estado mental de outras pessoas sob diferentes circunstâncias – como vitimadas por uma tragédia do trânsito.

E esse superpoder de nos colocar no lugar do outro é exatamente o que chamamos de empatia. E, dessa maneira, os pesquisadores confirmaram com o experimento que indivíduos sem histórico de infrações de trânsito tinham maior atividade no STS, e se declararam, em questionário posterior, mais preocupados com as consequências dos acidentes sobre as vítimas.

Por outro lado, os maus motoristas – aqueles, mencionados no começo deste texto – tinham menor movimentação nessa área do cérebro, ou seja, pareciam pouco se importar com as implicações dos acidentes.

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