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A obscura geração do Chevrolet Cruze que só durou dois anos

Pensado para ser global, o Chevrolet Cruze teve um breve momento em que uma geração não foi vendida em todo o mundo
Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]

O Chevrolet Cruze talvez seja o modelo mais global da marca da gravata dourada até hoje. Nascido em 2008 como um Daewoo, ele ganhou o mundo sendo vendido pela Chevrolet e também pela Holden. Até na Europa ele foi comercializado, em um breve período em que a fabricante do Onix se aventurou por lá.

Entretanto, durante dois anos, o Chevrolet Cruze teve uma geração que foi vendida só e somente na China. O modelo durou pouquíssimo antes de ser substituído pelo modelo que sobrevive hoje só e somente no Brasil e Argentina. E não estamos falando do Chevrolet Cruze de 2008, que era um Suzuki Ignis rebatizado.

Outro Cruze que quase era o nosso Cruze

Em 2014, enquanto o mundo ainda contava com a primeira geração do Cruze, a Chevrolet da China resolveu fazer algumas mudanças na casa. Reestilizou o modelo antigo e o batizou de Cruze Classic. Ao mesmo tempo, lançou uma geração completamente diferente e que, de certa maneira, antecipava o modelo global.

Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
O sedã usava plataforma D2XX, a mesma do Cruze brasileiro e também do Equinox. A base também é serviu a modelos como Chevrolet Orlando e Volt, Buick Excelle GT e XT, além do Envision e também à geração anterior do Opel Astra. Esse Cruze, entretanto, entregava medidas substancialmente diferentes do modelo produzido na Argentina.

Na fita métrica ele marcava 4,56 m de comprimento, 1,78 m de largura e 1,45 m de altura, com entre-eixos de 2,66 m. Já a segunda geração internacional tem 4,66 m de comprimento, ou seja, 10 cm a mais. Na largura são 2 cm a mais, totalizando 1,80 m. Já a altura é 3 cm maior no nosso Cruze, chegando a 1,48. Já o entre-eixos é idêntico com 2,66 m.

Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]

Spoiler do que viria

A cabine da segunda geração do Chevrolet Cruze chinês já antecipava o que estava por vir. Salvo pequenas mudanças na parte da central multimídia, a cabine era idêntica ao que a GM usaria pouco tempo depois no modelo global. A parte externa, entretanto, era completamente diferente.

O visual era pouco ousado e bem diferente de outros Chevrolet. Os faróis arredondados eram acompanhados por uma grade frontal fina com logotipo da marca. A abertura de ar inferior não era conectada visualmente com a superior. Na lateral, linha de cintura bem alta. As linhas eram bem marcada e fortes, incluindo o vinco no capô.

Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
Não havia extensão de plástico na coluna C que acompanhou o Cruze a vida toda e apareceu no modelo internacional. A traseira trouxe um elemento visual que depois foi copiado pelo Toyota Corolla: um friso cromado na parte superior da região da placa também servia como base para as lanternas.

Elas mantinham os elementos circulares em duas partes inspirados nos esportivos da Chevrolet. Mas dessa vez o muso inspirador era o Camaro, que trazia elementos mais quadrados. O para-choque não trazia refletores nem escape aparente.

Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
Chevrolet Cruze 2014 [divulgação]
Essa curta geração do Chevrolet Cruze sobreviveu somente até 2016 quando foi substituído pelo modelo global. A versão Classic saiu de linha no mesmo ano, fazendo com que as versões mais baratas do novo modelo a substituíssem. Esse modelo foi vendido única e exclusivamente na China, mas poucos se lembram dele.

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Sobre o autor

João Brigato

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