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Pé na estrada: Duster Oroch

Fomos ao autódromo do Velo Città guiando a versão automática da picape Renault Duster Oroch
Renault Duster Oroch (Auto+)

Estreamos aqui um novo espaço dentro do site do programa Auto+. Já há mais de dez anos rodando pelo Brasil atrás das corridas da Stock Car e da Porsche Cup, é comum que eu faça essas viagens ao volante de alguns carros muito legais, desde esportivos superpotentes a modelos de entrada que estão sempre em guerra pra saber qual é melhor ou mais eficiente.

Posso dizer que é uma oportunidade e tanto de ter um panorama bem legal do nosso cenário automotivo. Porque, diferentemente de um test drive, quando você sai pra viajar com o carro é outra pegada. Surgem situações, necessidade e interações que te fazem realmente perceber a quem aquele modelo atende, pra qual perfil de motorista ele serve.

Foi pra colocar tudo isso no papel (ou melhor, na tela) que sugeri ao nosso editor Benê Gomes a criação desta coluna chamada ‘Pé na estrada’. Aqui, vamos contar de forma intermitente um pouco dessas nossas experiências ao volante por aí. E o carro escolhido para a estreia foi um que vinha despertando minha curiosidade já havia bastante tempo: a picape Duster Oroch.

Renault Duster Oroch (Auto+)

Desta vez, meu destino era a cidade de Mogi Guaçu (a 175 km de São Paulo), na fazenda onde está localizado o autódromo do Velo Città. Um roteiro de aproximadamente 2h30, incrível de se fazer pela Rodovia dos Bandeirantes. A versão escolhida da Duster Oroch foi a Dynamique 2019, que vem com câmbio automático de 4 marchas (novidade da linha nos últimos anos).

Preciso confessar duas coisas: primeiro, como um cara extremamente urbanizado, hoje eu meio que faço questão de câmbio automático nos carros que vou usar no dia a dia. E não estou sozinho: segundo informa a própria Renault, metade dos consumidores de centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro optam por câmbio automático.

Foi por isso que ela decidiu oferecer a Oroch também nesta versão, trazendo um pouco mais de conforto pra quem quer, gosta ou precisa da picape, mas não encara embrear o tempo todo no trânsito enlouquecedor das grandes cidades (só pra constar, a versão manual tem cinco marchas). A outra confissão é que: eu nunca fui picapeiro.

Honestamente, nunca precisei de caçamba na vida, então, teoricamente, não sou target da Oroch. Ou pelo menos isso era o que eu achava!

Minha primeira boa impressão foi a de que a Oroch realmente pode atender qualquer público, até o nada ‘aventureiro’ como eu. Internamente, ela tem bom espaço, tecnologia, conectividade e dá a sensação de estar em um SUV mesmo. Tudo isso sem dispensar a caçamba, que continua com seus 683 litros lá atrás, capaz de transportar carga útil de 650 kg.

Fiquei imaginando que, assim como eu, deve ter um monte de não-picapeiros que precisam de picape no dia a dia. E nesse caso ela consegue atender muito bem aos dois públicos.

O motor 2.0, 4 cilindros de 16 válvulas, oferece 148 CV no álcool e velocidade máxima de 186 km/h. O consumo é bem razoável: faz de 7 a 7,5 km/L no álcool e de 10 a 11 km/L na gasolina. Abasteci na ida e na volta porque quis fazer pit stops pra comer algo e relaxar, mas fiquei com a sensação de que o tanque de 50 litros daria conta da viagem toda de boa.

Renault Duster Oroch (Auto+)

Lembrando que a Oroch tem o botão Ecomode, que se você quiser limita potência e torque e reduz em 10% o consumo de combustível. E trouxe da equipe Renault de Fórmula 1 a tecnologia EMS (Energy Smart Management), que recupera energia para a bateria quando o motorista tira o pé do acelerador, sem precisa queimar combustível pra isso.

Mas voltando ao tema das paradas: em um desses pit stops, em Mogi Guaçu, aconteceu um negócio muito legal. Quando eu estava dando ré pra sair do estacionamento da lanchonete, um senhor veio caminhando rápido apontando pra eu parar. “Pronto, era o que me faltava. Esqueci alguma coisa lá dentro!”, pensei. Parei o carro, abri o vidro e ele mandou na lata.

– Desculpa, mas… O que você pode me dizer da máquina?

Eu já tinha feito a primeira parte toda da viagem, então eu realmente tinha alguma coisa pra dizer, claro. Reforcei tudo o que já disse aqui no início do texto, de que é um carro que atende todos os perfis e que me pareceu muito confortável pra uma viagem mais longa como essa. Mas que – ainda – não era 4×4 (recurso hoje já disponível na versão Duster SUV).

O cara saiu bem contente e, talvez, tenha ganhado mais elementos pra fazer a escolha dele. O certo é que, daqui a pouco, o interior de São Paulo vai ganhar mais uma picape!

Renault Duster Oroch (Auto+)

Esse conforto que eu tanto estou batendo na tecla (desculpem, como disse, sou urbano demais) é garantido pela direção eletro-hidráulica e também pelo bom conjunto de suspensão (Multilink na traseira). Os freios ABS também trazem uma boa dose de segurança; e à noite os faróis de milha liberam espaço na faixa da esquerda como se fosse Moisés abrindo o Mar Vermelho (sério, isso eu só vi acontecer com Mercedes, Porsche e cia).

O preço dessa versão que eu andei, a Dynamique, está sugerido em R$ 80.600,00. Considerando o padrão dos preços de carros no Brasil, onde os mais em conta já largam em 40 pilas, não foge muito do mercado. E você? Teria uma Oroch? Quer tirar alguma dúvida do carro? Então, cola lá no meu Instagram @tiagomendonca, manda uma DM que a gente troca uma ideia. Em breve eu volto aqui no ‘Pé na estrada’ com mais uma viagem e avaliação.

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Tiago Mendonça

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