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Mercedes se atrapalha e Pérez vence a primeira na F-1

Piloto mexicano foi quem mais demorou para ganhar uma corrida na categoria: foram 190 provas.
Pérez
GP de Sakhir (divulgação)

A Fórmula 1 viveu no domingo uma de suas melhores corridas nesta temporada. Muito em função de um erro absurdo da Mercedes, que tirou uma vitória que estava nas mãos de George Russell. Sim, o piloto inglês disputou o GP de Sakhir (de novo no Bahrein) substituindo Lewis Hamilton, que testou positivo para covid-19 e precisou se afastar.

Russell não fez a pole position, mas de resto dominou a corrida. Tomou a ponta do companheiro Valtteri Bottas e liderou a prova inteira, exceção feita ao curto período do primeiro pit stop. Só que aí veio uma inacreditável sequência de acontecimentos, começando pelo um acidente envolvendo Jack Aitken, substituto do próprio Russell na Williams.

Aitken rodou, deu com o bico do carro no muro e parou atravessado na pista, forçando a intervenção do safety car. A Mercedes não previa mais nenhuma parada, mas mudou sua estratégia diante da possibilidade de ter pneus novos para a parte final da prova. Russell entrou e calçou os pneus médios.

O problema é que a Mercedes se embananou e metade daquele jogo de pneus pertencia a Bottas, o que não é permitido pelo regulamento. A confusão foi notada quando Bottas, imediatamente atrás, fez sua troca. Por ter “perdido” seus pneus para Russell, ele teve de calçar um jogo de pneus duros.

Enquanto isso, a equipe chamava Russell para ele voltar aos boxes e corrigir a infração, passível de desclassificação. O que significava abrir mão da liderança. Naquele momento, faltavam 15 voltas para o final. Russell voltou de pneus macios e passou a voar na pista de Sakhir, ganhando posições (inclusive a de Bottas) com uma pilotagem soberba.

Mas a dez voltas da bandeirada, quando já estava em segundo lugar, reduzindo a diferença para o líder de ocasião Sergio Pérez, veio a notícia devastadora. A ultrapassagem que parecia iminente, não ia acontecer, porque Russell tinha um microfuro no pneu. Um novo pit stop foi feito na volta 78 (de 87) e deixou o caminho livre para a surpreendente vitória de Pérez.

Surpreendente não pela qualidade do piloto e do carro, que já foram comprovadas, mas pelas circunstâncias em que tudo aconteceu. Primeiro, pela lambança da Mercedes. Depois, pelo fato do próprio Pérez ter sido atingido violentamente por Charles Leclerc em uma tentativa de ultrapassagem ainda na primeira volta.

A pancada arrebentou o carro de Leclerc, que teve de abandonar, mas não tirou Pérez da corrida, apesar dele ter caído para a última posição e feito um pit stop ao final da primeira volta. A batida ainda forçou Max Verstappen a sair da pista – sem tocar em ninguém – e abandonar.

GP de Sakhir
GP de Sakhir (divulgação)

Ao longo da prova, Pérez fez o que sabe fazer de melhor: aliou velocidade a um bom gerenciamento de pneus para vencer pela primeira vez na carreira. Foi o piloto que mais demorou a vencer na história da Fórmula 1, com 190 corridas. O “recorde” anterior era de Mark Webber, com 130.

Esteban Ocon foi o segundo colocado e Lance Stroll, o terceiro. A prova marcou ainda a estreia do brasileiro Pietro Fittipaldi na categoria. Largando em último em função da troca de componentes do motor e sofrendo com o fraco desempenho da Haas, ele não foi além de um 17º lugar. A última etapa da temporada será neste domingo, em Abu Dhabi.

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Tiago Mendonça

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