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Cinco versões legais do Fiat Uno que não tivemos no Brasil

Clássico e icônico, o Fiat Uno é um dos mais amados modelos brasileiros, mas também fez sua fama lá fora, como provam essas versões legais
Fiat Uno Turbo i.e. [divulgação]
Fiat Uno Turbo i.e. [divulgação]

Botinha ortopédica e carro mais rápido do mundo quando equipado com escadas no teto. O Fiat Uno é um verdadeiro marco na indústria automotiva brasileira e mundial. Não atoa teve versões tão interessantes desse e do outro lado do Atlântico.

Por isso, essa lista reúne cinco versões legais do Fiat Uno as quais nunca foram comercializadas no Brasil. Ironicamente, pelo menos um deles, foi produzido por aqui.

Uno Turbo i.e. (frente alta)

Apresentado em abril de 1985, o Fiat Uno Turbo i.e. era um presságio que seria aplicado no Brasil. Lá na Europa ele usava motor 1.3 turbo com injeção multiponto Bosch. Ele começou com 1299 cilindradas, mas pouco tempo depois a Fiat aumentou a capacidade para 1.301 cc. Isso foi preciso porque a lei italiana permitia limites de velocidade maiores para carros 1.300 cc.

Apesar disso, o motor sempre entregou 104 cv, mas o modelo com mais cilindrada tinha torque mais cedo. Visualmente ele trazia para-choques pretos, arcos de roda com plástico, adesivo na lateral e aerofólio. Por dentro, interior com carpete vermelho, bancos esportivos e volante único. Teve até ABS como opcional!

 

Uno Selecta

Um Uno sem pedal de embreagem só foi possível na segunda geração com o terrível câmbio automatizado Dualogic. Contudo, anos antes, mais precisamente em 1987, o Uno teve uma transmissão automática de verdade. O Uno Selecta nada mais era que a versão CVT do hatch compacto. Sim, um Uno CVT.

O câmbio continuamente variável era oferecido somente com motor 1.1 quatro cilindros aspirado de 58 cv. A versão não durou muito tempo pois a aversão às transmissões automáticas ainda era grande na época. Depois disso o Uno nunca mais teve uma versão com transmissão automática de verdade.

Fiorino Panorama

Ironicamente produzido no Brasil, mas nunca vendido por aqui, o Panorama era uma interessante variante do furgão Fiorino. No nosso país, o Fiorino sempre foi a versão de trabalho do Uno, vendido única e exclusivamente para levar cargas em seu baú.

Todavia, lá na Europa, ele contava com a interessante versão Panorama. As laterais do baú eram decoradas com vidros. Na primeira fase do modelo com frente alta eram quatro janelas. Já após a reestilização, foram unificados os vidros em duas fileiras. Além das janelas, havia espaço para mais três pessoas e um enorme porta-malas.

Tipo Uno

Enquanto o Uno brasileiro pós-reestilização é conhecido como frente baixa, o modelo europeu praticamente se tornou um mini Tipo. Remodelado em 1989, ele ganhou frente mais baixa que no modelo nacional, com faróis levemente arredondados e para-choque envolvente.

A traseira foi o ponto de maior alteração. O Fiat Uno europeu adotou lanternas pequenas e baixas com visual bem parecido com o que o modelo brasileiro apresentou quase de 20 anos depois. A tampa traseira cresceu e ficou praticamente idêntica à do Tipo.

Panda 4×4

Tecnicamente Panda e Uno são o mesmo carro. Eles compartilham plataforma e alguns componentes, além de visual semelhante. A diferença é que o Uno é uma variante de baixo custo do Panda europeu. E por lá eles têm uma versão que honra ainda mais a fama de robusto que o hatch brasileiro tem.

O Panda 4×4 pode até não ser um Jeep Renegade no off-road, mas encara uma trilha sem o menos esforço. Ele traz sistema eletrônico de bloqueio de diferencial como a Fiat Strada, mas atuante em todas as rodas. Além disso, a tração nas quatro rodas permite vencer obstáculos como um SUV. Tem versões diesel ou gasolina, ambos turbinados.

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João Brigato

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