A Yamaha Fazer FZ15 ABS Connected 2026 chega ao mercado brasileiro com uma missão clara e nada simples: disputar espaço, atenção e preferência em um dos segmentos mais competitivos do País, dominado historicamente pela Honda CG. Para você ter uma ideia, a CG, sozinha, vende mais no Brasil do que toda a Yamaha.
Aliás, Yamaha mais Shineray, respectivamente a 2ª e a 3ª maiores marcas de motos do país em vendas. Foram mais de 430 mil CGs emplacadas de janeiro a novembro. E é “só” esse o desafio que a nova Yamaha FZ15 tem pela frente. Vida fácil a dela, não?
Para isso, a Yamaha aposta menos em revoluções mecânicas e mais em reposicionamento de produto, conectividade e percepção de valor — elementos cada vez mais relevantes para o motociclista urbano contemporâneo.

Produzida em Manaus (AM), a nova FZ15 mantém a base técnica já conhecida, mas evolui no discurso. A estratégia é clara: oferecer uma moto de 150 cm³ com aparência, recursos e experiência de uso que remetam a modelos de categoria superior, sem abrir mão da economia e da robustez exigidas por quem usa a moto diariamente para trabalho, estudo ou deslocamentos urbanos intensos.
No coração da FZ15 segue o motor BlueFlex de 150 cm³, monocilíndrico, refrigerado a ar e com injeção eletrônica. O conjunto entrega até 11,7 cv com etanol e torque de 1,3 kgf.m, números modestos no papel, mas suficientes para o uso urbano a que se propõe. A entrega linear, a boa elasticidade em baixos e médios giros e o consumo contido seguem como os principais trunfos do modelo.

Não é uma moto pensada para desempenho esportivo, e a Yamaha não tenta vendê-la assim — o foco está na previsibilidade, na durabilidade e no custo de operação reduzido. Tanto que ela faz mais de 50 km/l de gasolina, uma razão que interessa diretamente ao usuário padrão desse tipo de produto, isto é, o motofretista. Se você for pra estrada, ela não vai passar de 105 km/h. 110 km/h na descida, com vento a favor e reza brava…
Visual de moto maior
Onde a FZ15 realmente busca se diferenciar é no visual. A proposta de “mini street” musculosa continua evidente: farol com projetor, iluminação full LED, carenagens laterais volumosas, que “engordaram” lateralmente o tanque, e pneus largos — especialmente o traseiro — ajudam a construir uma presença urbana que vai além da cilindrada real.

É um tipo de linguagem estética que conversa diretamente com um público jovem, que valoriza design e identidade tanto quanto economia. Você sobe na moto e só descobre tratar-se de uma 150 quando acelera… e o desempenho, naturalmente, é modesto. A moto tem porte de média.
A ciclística segue coerente com essa proposta. O chassi tipo Diamante em aço oferece bom equilíbrio entre rigidez e conforto, favorecendo a agilidade no trânsito e a estabilidade em pisos irregulares. A suspensão traseira monoamortecida com sete níveis de ajuste é um diferencial relevante no segmento e permite adequar o comportamento da moto a diferentes cargas e estilos de uso, algo ainda raro entre rivais diretas.



No sistema de freios, a Yamaha adota disco nas duas rodas — o que também é elogiável nessa categoria — , com ABS atuando apenas na dianteira. É uma solução que cumpre a legislação e oferece um ganho real de segurança em frenagens de emergência, especialmente em vias urbanas de baixa aderência. Embora não seja o sistema mais sofisticado do mercado, entrega o necessário para a proposta da moto.
A Yamaha quer te seduzir pelo painel
O grande salto da linha 2026 está na tecnologia embarcada. O painel digital Blackout é funcional e bem resolvido, trazendo indicador de marcha, função ECO e alertas diversos.

Mas o destaque é a conectividade Y-Connect, que transforma a relação entre moto e piloto. Por meio do aplicativo, o usuário pode acompanhar consumo médio, histórico de uso, alertas de manutenção, última localização conectada e até participar de rankings de pilotagem econômica. Soma-se a isso a tomada 12V no guidão, cada vez mais essencial para quem utiliza o smartphone como GPS no dia a dia.
Essa tomada fica bem no meio da “mesa”, onde tradicionalmente seria a chave de ignição, que, por sua vez, foi deslocado para a parte frontal do tanque. Como esse é o contato mas visual mais frequente que você terá com sua FZ, posso garantir que dá um ar “premium” à FZ. Ter essa chave no meio do tanque, sei lá, dá uma impressão de produto de nível superior.

Preço competitivo
Disponível nas cores Solid Grey, Navy Blue, Matt Black e Magma Red, todas com novos grafismos, a Fazer FZ15 ABS Connected 2026 chega às concessionárias com preço sugerido de R$ 21.090 (mais frete), além de três anos de garantia e o programa de Revisão de Preço Fixo, um argumento importante na fidelização e no controle de custos ao longo do tempo.
No balanço final, a FZ15 não tenta destronar a CG pelo volume ou pela tradição. A estratégia da Yamaha é outra: oferecer uma alternativa mais conectada, visualmente mais elaborada e com melhor percepção tecnológica.




Para quem busca uma moto urbana de entrada que vá além do básico, sem comprometer economia e confiabilidade, a Fazer FZ15 2026 se posiciona como uma das propostas mais interessantes da categoria — e um lembrete de que, na disputa mais antiga do mercado brasileiro, inovação também pode ser silenciosa.
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