Ao vivo
Home » Curiosidades » 5 carros conversíveis que marcaram época no Brasil e viraram sonho de garagem

Curiosidades

Qual você leva?

5 carros conversíveis que marcaram época no Brasil e viraram sonho de garagem

Diversos modelos são raros de se ver, como o segmento por aqui, mas que ajudaram a construir a cultura dos carros abertos no país.

6 min de leitura

Os carros conversíveis sempre foram raridade no Brasil. Nunca tivemos uma oferta tão ampla como na Europa ou nos Estados Unidos. Hoje, por exemplo, quem quer um carro aberto precisa olhar para nichos extremamente caros, como Porsche (718 e 911), Mini Cooper, Ferrari Roma e outros modelos isolados, mas nada abundante.

YouTube video

Mesmo assim, o Brasil conheceu conversíveis que marcaram época. Alguns eram esportivos de verdade, outros, o tal símbolo de estilo e status. O Auto+ separou cinco carros conversíveis que contam essa história.

BMW Z3

BMW Z3
BMW Z3 [Divulgação]

Antes do Z4, a BMW trouxe ao Brasil o Z3. Ele foi o sucessor do Z1 e acabou se tornando um dos conversíveis mais emblemáticos da marca nos anos 1990. Produzido entre 1995 e 2002, foi importado da Alemanha e rapidamente virou carro de diversos colecionadores.

O Z3 teve motores de diversas litragens, como o 1.9, 2.8, 3.0 e culminou no icônico Z3 M 3.2. Já nas versões intermediárias ele chamava atenção pelo porte médio e pelo visual agressivo, mas era no seis cilindros que a história ficava interessante.

BMW Z3 [Divulgação]

O Z3 3.0 trazia motor seis cilindros com 231 cv e 30,6 kgfm, acoplado a um câmbio automático de cinco marchas. Era forte para a época e ainda entrega desempenho respeitável hoje.

Mas o auge da linhagem foi o Z3 M 3.2. O seis cilindros entregava 321 cv e 35,7 kgfm, sempre com câmbio manual de cinco marchas. Aqui, o motorista tinha total controle do carro, com respostas diretas e comportamento de um esportivo raiz.

BMW Z3 [Divulgação]

A aceleração de 0 a 100 km/h era feita em 5,4 segundos, com velocidade máxima de 250 km/h. O interior trazia o acabamento todo em vermelho, lembrando até o Chevrolet Tracker RS.

Ford Escort XR3

Ford Escort XR3 Cabrio [Foto: Divulgaçao]

Se o Z3 era sonho de poucos, o Ford Escort XR3 era o conversível que muitos via como possível. Não era carro de elite, mas tinha imagem forte e representava esportividade acessível. O Escort XR3 conversível foi produzido entre 1985 e 1995, com algumas unidades ainda chegando a 1996. Ele existiu somente na primeira e na segunda geração.

A primeira geração, chamada de MK3 na Europa, recebeu atualização em 1987, conhecida como MK4 por lá. No Brasil, essa fase é considerada como a segunda geração nacional.

Ford Escort XR3 Conversível [Foto: Reprodução]

Em 1993, o XR3 conversível passou a usar o motor 2.0i da Autolatina, joint venture entre Ford e Volkswagen. Esse propulsor era o mesmo do Gol GTI, ou seja, um quatro cilindros a gasolina com 116 cv e 17,7 kgfm, sempre com câmbio manual de cinco marchas.

Antes disso, o modelo também teve motores 1.6 CHT e 1.8 AP. Ao longo da vida do Escort no Brasil, que começou em 1983 e foi até 2003, mais de 1,1 milhão de unidades foram vendidas.

Princesa Diana
Ford Escort [divulgação]

Na época, ele disputava espaço com modelos como Chevrolet Kadett, que ganhou versão conversível em 1991, além de Volkswagen Pointer e Fiat Tipo. Porém o Escort XR3 foi um dos primeiros conversíveis de produção regular no Brasil.

Audi TT Roadster

Audi TT Roadster [Divulgação]

O Audi TT chegou ao Brasil em 1998 e permaneceu em nosso mercado até 2018, passando pela segunda geração em 2006 e terceira em 2014. Mundialmente, encerrou a produção em 2023. A versão Roadster sempre foi um dos diferenciais. 

Diferentemente de alguns rivais que usavam teto rígido retrátil, o TT tinha a tradicional capota de lona com acionamento elétrico, que podia ser operada até 50 km/h.

Audi TT Roadster prata parado de frente com montanhas ao fundo
Audi TT Roadster [Divulgação]

Nas duas primeiras gerações, o TT Roadster virou objeto de desejo. O modelo 225 cv com tração integral quattro, no início dos anos 2000, era sonho de consumo. Trazia os famosos arcos de proteção em alumínio atrás dos bancos, conhecidos como Santo Antônio.

Na fase final vendida no Brasil, o TT Roadster Ambition utilizava o motor EA888 2.0 TFSI, o mesmo do Volkswagen Jetta GLI. Ele entregava 230 cv e 37,7 kgfm, com câmbio automatizado de seis marchas. A aceleração de 0 a 100 km/h acontecia em 6,1 segundos.

Fiat 500 Cabrio

Fiat 500 Cabrio [Divulgação]

O Fiat 500 Cabrio nunca foi pensado para ser campeão de vendas, mas sim fortalecer imagem e posicionamento de marca. Lançado em 2012 vindo do México, com atualização em 2014, ele foi apresentado como o conversível mais acessível do país.

Diferentemente de um conversível tradicional, ele tinha as colunas laterais e os arcos das portas. Apenas a parte central do teto era feita de lona, muitas vezes na cor vermelha, especialmente nas versões brancas, combinação que é marca registrada.

Fiat 500 Cabrio [Divulgação]

No mercado de usados, é possível encontrar unidades entre R$ 75 mil e R$ 80 mil. Ele é um carro valorizado porque o design envelheceu pouco e continua atual. Houve ainda versões com motor 1.4 MultiAir importado e também 1.4 Fire Evo flex nacional. O MultiAir nacionalizado produzido em Betim (MG) virou flex e gerava até 107 cv e 13,8 kgfm, com opção de câmbio automático de seis marchas nas versões mais novas.

Muitas unidades usavam o câmbio automatizado Dualogic, conhecido por problemas no robô de acionamento, vazamentos de fluido e trancos. Por ser um sistema de embreagem simples, precisa de atenção redobrada na compra de usado.

Fiat 500 Cabrio [Divulgação]

Há também versões manuais, mais raras, e unidades com câmbio automático convencional de seis marchas, mais suaves em relação aos problemas.

Puma GTS

Puma GTE [Reprodução/The Garage]

Fechando a lista, não dá para ignorar o Puma conversível. Inicialmente chamado de Puma GTI Spider, foi vendido em 1971 e 1972. Em 1973 passou a se chamar Puma GTS e seguiu até 1981.

A Puma era uma montadora brasileira que utilizava mecânica Volkswagen. Os modelos usavam motores boxer 1.500 e 1.600 refrigerados a ar. Com cerca de 70 cv e 12,3 kgfm, acoplados a câmbio manual de quatro marchas, não era um carro de desempenho explosivo, embora seu visual fosse.

Puma GTE [Reprodução/The Garage]

A partir de 1976, o GTS passou a utilizar a plataforma do Volkswagen Brasília, ficando um pouco mais largo e com acabamento aprimorado.O design em fibra de vidro, a capota conversível e a silhueta baixa transformaram o Puma em um carro raro hoje em dia para colecionadores. 

Ele também foi exportado para a Europa e para os Estados Unidos, algo raro para um esportivo brasileiro da época.

E você, se pudesse escolher apenas um desses para colocar na sua garagem hoje, qual seria? Deixe seu comentário!


YouTube video

Deixe um comentário

Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

Você também poderá gostar