Desde que a Honda confirmou a volta do Prelude, a internet sempre cria expectativas ainda maiores, já que nunca se contenta. Bastou o cupê reaparecer para já surgir rumores sobre um possível Prelude Type R, com o mesmo motor do Civic Type R. A ideia empolga, claro, mas quando a gente olha com calma para os fatos, o cenário muda bastante.
A informação ganhou força após a publicação de um site japonês chamado Best Car, que afirmou que a Honda estaria estudando não só um Prelude Type S, mas também avaliando um Type R com motor 2.0 turbo de 315 cv. Porém, na prática, um Prelude Type R não parece fazer sentido se pegarmos a estratégia e posicionamento que a Honda escolheu para o modelo.
Honda Prelude Type R não faz sentido
Em entrevista recente à imprensa australiana, Tomoyuki Yamagami, gerente de desenvolvimento do novo Prelude, foi muito direto ao afirmar que o carro tem uma proposta diferente da linha Type R. E isso não é só discurso. O novo Prelude nasce com outro foco, muito mais em conforto, equilíbrio e usabilidade diária.

Ou seja, a filosofia é distante do que acontece com o Civic Type R, que tem uma ideologia mais extrema, crua e voltada para pistas, o que justamente define um Type R. A própria ausência de câmbio manual já deixa claro que a Honda não quer transformar o Prelude em um cupê radical.
Além disso, adaptar o conjunto mecânico do Civic Type R ao Prelude não seria simples nem barato. Não se trata apenas de colocar o motor dentro do Prelude, jamais que a Honda faria só isso. Caso acontecesse, o cupê precisaria de reforços estruturais, ajustes de suspensão, calibração eletrônica e uma série de componentes específicos. Tudo isso aumentaria bastante o custo final do carro.

Considerando o que acontece hoje com os preços do Civic Type R em alguns mercados, é fácil imaginar que um Prelude Type R se tornaria um produto caro demais até para o posicionamento da Honda.
Prelude Type S é mais coerente
Por outro lado, a ideia de um Prelude Type S faz muito mais sentido. Historicamente, o nome Type S já fez parte da linhagem do Prelude no Japão, oferecendo um pacote mais esportivo, com ajustes de chassi, visual diferenciado e um pouco mais de desempenho, mas sem chegar ao extremo de um Type R.

O próprio Yamagami deixou essa porta aberta ao comentar que uma versão com esse perfil poderia existir novamente. Nesse caso, estamos falando de algo mais coerente com a proposta do carro, possivelmente usando um motor 1.5 turbo mais potente, ajustes finos de suspensão e direção, além de um apelo esportivo.
E você, prefere ver o Prelude atual ou faz sentido ousar com um Type R? Deixe seu comentário!



