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Por que a fórmula do Honda Fit é insuperável até hoje? 

Nenhum outro carro consegue, até hoje, ter o espaço e a versatilidade do Honda Fit. E já passou da hora dele voltar

5 min de leitura

Todo carro quando sai de linha deixa órfãos. Mas até hoje a grande maioria dos modelos sempre teve um sucessor direto ou indireto. Em muitos casos, fez falta, mas de maneira mais sutil. Só que, estamos entrando em 2026 e nenhuma marca, nem mesmo a própria Honda, conseguiu fazer algo como o Fit.

Produzido e vendido no Brasil de 2004 a 2021, o Honda Fit deixou uma legião de fãs que até hoje suplicam pela volta do hatch. Os mesmos clientes que não se sentem atendidos pelos três carros que a Honda tentou colocar no lugar do modelo: City Hatch, WR-V e HR-V. Mas como ele conquistou tanta gente? Sendo simples, mas genial.

Monovolume, não minivan

Uma das grandes mágicas do Honda Fit era seu formato monovolume. A grande maioria dos hatches compactos – incluso seu irmão City Hatch – contam com capô longo e bem marcado. Com isso, o comprimento total do carro é maior. O visual esportivo e mais baixo melhora a dirigibilidade e o estilo, mas tira pontos de praticidade.

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]

O Fit nunca teve medo de ser um simpatizante das minivans. Ele tinha capô bem curto e vidro dianteiro inclinado, criando a sensação de ser um carro de um volume só. Com o carro todo mais alto, o Honda Fit trazia sensação de dirigir próximo a de um SUV sem apelar para uma suspensão mais alta.

Isso fazia com que ele pudesse ter dinâmica de hatch, mas com uma posição de comando privilegiada. Basicamente o melhor dos dois mundos, especialmente quando nos lembramos da modularidade do interior e da dinâmica típica de um Honda. Ele era firminho de suspensão e direção, mas suficientemente confortável para as massas.

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]

Bancos mágicos

Durante suas três gerações, o Honda Fit orgulhosamente ostentou o sistema Magic Seat – um truque que ele ensinou ao City Hatch e ao HR-V, mas que não deu tempo de mostrar ao WR-V como se faz. Inclusive, mesmo com esse item, seus irmãos não igualam a versatilidade que o compacto tinha.

Com o Magic Seat, o banco traseiro pode ser dobrado para formar um piso plano em relação ao porta-malas. A segunda possibilidade é levantar o assento e criar uma área para cargas altas. Na primeira geração, o Fit levava 353 litros no porta-malas, na segunda vinha com 384 litros, enquanto a terceira entregava 363 litros. E o Magic Seat ampliava absurdamente isso.

Mecânica confiável

Outro ponto no qual o Honda Fit sempre se destacou foi em mecânica. Independentemente de qual geração ou motor usa, o hatch sempre teve a parte mecânica bem confiável. Os motores são econômicos, duráveis e de custo de manutenção baixo. Claro que, todo Fit também tem seus pormenores.

O modelo de segunda geração com câmbio automático tradicional pode ser um pouco mais beberrão do que os irmãos. Já o último Fit tem uma transmissão CVT mais sensível, mas nada de outro mundo ou que não possa ser resolvido rapidamente nas concessionárias da Honda.

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]

Por que o Honda Fit saiu de linha? 

Quando a Honda decidiu encerrar a carreira do Fit no Brasil em 2021, ela também removeu o modelo de linha nos EUA. A quarta geração deixou de ser global e passou a ser oferecida somente na China, Japão e Europa. A justificativa da Honda para não fazer o modelo por aqui é a mesma do Civic e do fato de o HR-V não ter teto solar: custo.

A quarta geração do Honda Fit mudou de plataforma e se tornou um carro bem mais sofisticado do ponto de vista de construção. Basta ver o HR-V o quanto melhorou na segunda geração, mas proporcionalmente ficou bem mais caro – mais caro, inclusive, que a média de seus concorrentes, se tornando o SUV compacto mais caro do Brasil.

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]

Com isso, o modelo foi retirado de linha nos EUA sem substituto. Para o Brasil e outros países em que o custo Fit pesou demais, a Honda desenvolveu o City Hatch. O modelo tem pegada diferente, sendo um meio termo entre um hatch compacto e um médio, enquanto o Fit era a metade do caminho entre um hatch e uma minivan. Ou seja, propostas diferentes.

Por isso, caberia tranquilamente a volta do Honda Fit ao Brasil. Especialmente porque o modelo tem versões híbridas muito interessantes. E, considerando o cliente típico da marca japonesa, mesmo que ele custasse mais caro que o City Hatch e, se fosse oferecido híbrido, venderia muito.

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]

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5 comentários em “Por que a fórmula do Honda Fit é insuperável até hoje? ”

  1. MARILIA

    Tenho um Honda fit 2010 automático e sinto a falta de uma versão atual para a troca. Ainda não consegui, mesmo da mesma montadora, nenhum carro que me atenda no mesmo patamar do fit (sem oficina, compacto no tamanho, mas espaçoso por dentro, etc).

  2. Luiz sergio victor

    Eu tinha um Honda Fit e troquei pelo Honda City. Me arrependi.

  3. Luiz Carlo F Q

    Sim! Tenho um segunda geração, é soul família do modelo excelente,confiável , só tem um problema suspenção devido as nossas estradas requerer manutenção constantes.m mais isso não é exclusividade do Fit

  4. Elcio Francoso

    Comprei meu Fit em 2013 e vendi em 2018.
    Quem comprou de mim está com ele até hoje.
    Durante o tempo que fiquei com ele troquei óleo, filtros, pastilhas, bateria e pneus, todos itens de desgaste pelo uso.
    Se a Honda voltar a produzir o Fit novamente no Brasil com certeza serei um comprador do modelo

  5. Josefa Oliveira Costa Bassetto

    Sinto muito falta, tenho um 2014. Aguardando o retorno dele. Pra adquirir um Zero km.

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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