Escolher o nome de um carro não é tarefa simples por envolver muito estudo e análise de mercado. A palavra precisa soar bem, reforçar a personalidade do modelo e ainda evitar interpretações erradas nos países onde a marca pretende atuar. Contudo, exemplos de falhas catastróficas não faltam na história da indústria automotiva global.
Mesmo com todo o investimento em branding, algumas fabricantes escorregaram feio. O que parecia inofensivo ou até sofisticado em um idioma acabou ganhando significados curiosos ou até ofensivos em outros cantos do mundo. Pensando nisso, selecionei cinco carros com nomes no mínimo inusitados que chegaram às ruas.
Daihatsu Naked

Com um visual retrô e design que parece ter saído direto de um mangá japonês, o Daihatsu Naked apostava em linhas predominantemente quadradas e rebites aparentes. Sob o capô, o motor de 660 cm³ produzia entre 50 e 64 cv, dependendo da presença do turbo. O pequeno hatch, cujo nome significa pelado em inglês, encerrou sua produção em 2004, mas ainda vive na memória de quem aprecia as excentricidades dos kei cars.
Mazda Laputa
![Mazda Laputa [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2020/09/mazda_laputa_edited-1200x720.jpg)
O Mazda Laputa é capaz de arrancar diferentes reações, especialmente em países de língua espanhola e portuguesa. Fabricado entre 1999 e 2006, o pequeno utilitário chamava atenção não só pelo tamanho compacto, mas também pela sonoridade extremamente problemática do seu nome. Embora a marca tenha buscado inspiração na ilha voadora presente no livro As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, o resultado prático nas ruas latinas foi um festival de piadas e constrangimentos.
Kia Besta

Incontestavelmente, esta van fez muito sucesso no Brasil durante os anos 1990 por ser espaçosa, robusta e ter manutenção acessível. O nome original, Best A, fazia referência à ideia de ser a melhor da categoria em sua época. Entretanto, o público brasileiro rapidamente a apelidou de Besta. Isso rendeu infinitas piadas por remeter tanto ao animal de carga quanto a um termo pejorativo usado para descrever alguém desprovido de inteligência, mas o sucesso de vendas provou que o brasileiro não se importa tanto com o nome se o veículo for útil.
Toyota Picnic

Poderíamos ter incluído nesta lista nomes clássicos como o Mitsubishi Pajero ou o lendário Ford Pinto, contudo, vamos manter o nível um pouco mais civilizado. Produzida entre 1994 e 2004, a Toyota Picnic fez sucesso nos mercados asiático e europeu. A minivan oferecia versatilidade com seus sete lugares e espaço interno generoso. Apesar do nome sugerir um programa familiar tranquilo com cestas de comida e toalhas xadrez, a sonoridade no Brasil sempre despertou um sorriso irônico nos mais maliciosos.
Chevrolet Kalos

O Kalos nasceu na Coreia do Sul pelas mãos da Daewoo, mas a General Motors assumiu a operação e o vendeu com o emblema da Chevrolet em diversos mercados. Equipado com motores a gasolina de 1.2 a 1.6, o compacto prezava pelo custo-benefício acima de tudo. Curiosamente, o nome vem do grego e significa bonito. Apesar da boa intenção linguística, o nome soa exatamente como o problema de pele que incomoda quem usa sapatos apertados, o que certamente não ajudaria nas vendas por aqui.
Você conhece algum outro carro que recebeu um nome infeliz ou que soa como um palavrão em outro idioma? Conte sua história nos comentários.




