Com a casa arrumada após o lançamento do Boreal e do Kardian, a Renault concentra seus esforços para 2026 na caminhonete intermediária Niagara. O modelo deriva diretamente do SUV médio que conquistou o título de carro do ano em 2025. Com essa estratégia, a Renault Niagara pretende esquentar a briga com a Fiat Toro e conquistar o espaço de mercado que a Oroch jamais alcançou.
Conjunto mecânico: o coração do Boreal na Niagara
A Renault Niagara utilizará a plataforma RGMP, a mesma base técnica que sustenta o Boreal e o Kardian. Por conta disso, a picape aproveitará os conjuntos mecânicos já conhecidos da linha. O protagonista será o motor 1.3 de quatro cilindros turbo flex, que entrega 163 cv e 27,5 kgfm de torque. A marca francesa focará na transmissão automatizada de dupla embreagem com seis marchas, embora uma versão manual ainda possa surgir no catálogo.

Atualmente, a plataforma RGMP ainda não possui aplicações com tração 4×4 no Brasil. Entretanto, essa base deriva da CMF-B, que oferece essa opção globalmente. No Dacia Duster europeu, o sistema 4×4 trabalha apenas com o motor 1.2 turbo de três cilindros ou na variante a GNV. Como o mercado brasileiro não receberá esse propulsor 1.2, a Renault precisa adaptar o motor 1.3 turbo para atuar com a tração nas quatro rodas.
A marca descarta, por enquanto, o motor 2.0 aspirado que o Nissan Kicks utiliza com tração integral no exterior. Da mesma forma, a Renault não cogita oficialmente um motor diesel para a Niagara, embora não descarte uma surpresa de última hora para enfrentar as versões topo de linha da concorrência.

Dimensões: a maior aplicação da plataforma RGMP
A Renault já confirmou que a Niagara 2026 ostentará o título de maior carro construído sobre a plataforma RGMP. Isso significa que o público deve esperar medidas mais generosas do que as encontradas no Boreal. Atualmente, o SUV médio mede 4,56 m de comprimento, 1,82 m de largura e 1,65 m de altura, com um entre-eixos de 2,70 m.
Caso a engenharia mantenha a configuração de suspensão, a Niagara e o Boreal compartilharão a mesma altura e largura. No entanto, a fabricante afirma que a plataforma suporta até 5 m de comprimento e entre-eixos de até 3 m. Se a Niagara atingir esses limites, ela superará a Fiat Toro em 6 cm no comprimento e terá um entre-eixos 1 cm maior que a rival, garantindo medidas competitivas.
Design antecipado pelo conceito e parentesco com o Boreal

O visual da Renault Niagara já apareceu quase sem disfarces no conceito apresentado em 2024. A picape compartilha diversos componentes com o Boreal, incluindo faróis, para-lamas, capô e as portas dianteiras e traseiras. Contudo, a picape exibirá uma personalidade própria com um para-choque exclusivo de desenho mais agressivo.
Na grade frontal, a Renault substituirá o tradicional logotipo pelo nome da marca escrito por extenso. Na traseira, as lanternas mantêm o formato das pontas visto no Boreal, mas ganham uma interligação central que diferencia a picape do SUV. Além disso, a Niagara contará com um rack de teto mais alto, reforçando o aspecto utilitário.

Lançamento e o fim da era Dacia no Brasil
A nova caminhonete da Renault estreará no Brasil durante o ano de 2026. A marca ainda não revelou a data específica, mas o início recente dos testes de rodagem sugere um lançamento no segundo semestre. A Niagara substituirá todas as versões da Oroch, encerrando o ciclo de mais um produto de origem Dacia no mercado brasileiro para dar lugar a uma linhagem mais sofisticada.
Você trocaria uma Fiat Toro por uma Renault Niagara? Conte nos comentários.


