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2025 foi o ano da Haojue no Brasil. Os números não mentem

Marca chinesa pertence ao mesmo grupo que opera a Suzuki já é a 8ª mais vendida do país, com a conhecida estratégia do “mais por menos”

3 min de leitura

Parece um texto repetido. Mas juro que não é. Lá vamos nós novamente falar do êxito de uma marca chinesa (desta vez, de motocicletas) no mercado brasileiro. Trata-se da Haojue, que aqui no Brasil é representada pelo grupo J.Toledo (leia-se, a turma da Suzuki). Não só ela teve seu melhor ano no Brasil em 2025, como bateu recorde. Não é papo de marketing. É número de emplacamentos mesmo.

Fundada em 1992, a Haojue Holdings Co., Ltd. é a maior fabricante de motocicletas da China e líder de vendas no mercado doméstico por mais de duas décadas consecutivas. A empresa, por meio de sua subsidiária Jiangmen Dachangjiang Group Co., Ltd., é a maior produtora nacional de motos.

Além da marca própria, a Haojue mantém uma joint venture estratégica com a Suzuki Motor Corporation (Changzhou Haojue Suzuki Motorcycle Co., Ltd.), sendo a maior parceria sino-estrangeira do setor no país. Com produção anual expressiva e exportação para mais de 70 países, a Haojue detém a maior participação de mercado em volume de vendas na China: 13,6% em 2025.

Haojue DK160 [divulgação]

No Brasil, a parceria se repete. A J.Toledo, que representa a Suzuki há 33 anos no país, também é a operadora da marca em nosso país. No ano passado, ela teve ótimos resultados no mercado nacional: foram 22.721 motos emplacadas de janeiro a dezembro, um salto de 21% em relação a 2024. Pra colocar em perspectiva: o segmento de motos até 200 cm3, onde ela atua por aqui, cresceu 17% no mesmo período.

A oitava marca mais vendida

A Haojue cresceu mais que a média e já é a 8ª marca mais emplacada do país. Ponto. Isso mostra que a estratégia de oferecer “mais por menos” num mercado onde o preço e a robustez falam mais alto do que a cor do escapamento, está funcionando. Ganharam market share real.

Haojue DR160 [Divulgação]

No detalhe dos modelos, a DK160 (aquela street com cara de briga) liderou o baile, responsável por 31% das vendas. Logo atrás, a DR160, outra street que se vende pelo conjunto “confiável, econômico e fácil de usar”. Nenhuma surpresa aqui. O povão quer moto pra rodar, não pra ir pro track day.

O ponto de atenção foi a DL160, a crossoverzinha lançada em maio. Em menos de um ano, já abocanhou 10% das vendas. Sinal de que o brasileiro tá querendo uma moto mais versátil, com aquela pose aventureira, mesmo que só vá subir a guia do shopping. A marca pescou a tendência.

Fechando a conta, 2025 solidificou a Haojue. Crescimento acima da média, rede mais forte e produtos que, ao que parece, acertaram em cheio no gosto do consumidor brasileiro. Vamos ver se 2026 mantém o ritmo ou se a concorrência acorda.

Você conhecia a Haojue? O que acha da invasão de marcas chinesas no mercado brasileiro? Dê sua opinião.


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Edu Pincigher

Eduardo Pincigher é jornalista formado pela PUC-SP e atua no setor automotivo desde 1989, sendo o autor da Coluna do Tio Edu com textos divertidos sobre o presente e passado do setor automotivo. Com passagens em diversas publicações e montadoras, hoje trabalha como assessor de imprensa e consultor de diversas empresas

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