Parece um texto repetido. Mas juro que não é. Lá vamos nós novamente falar do êxito de uma marca chinesa (desta vez, de motocicletas) no mercado brasileiro. Trata-se da Haojue, que aqui no Brasil é representada pelo grupo J.Toledo (leia-se, a turma da Suzuki). Não só ela teve seu melhor ano no Brasil em 2025, como bateu recorde. Não é papo de marketing. É número de emplacamentos mesmo.
Fundada em 1992, a Haojue Holdings Co., Ltd. é a maior fabricante de motocicletas da China e líder de vendas no mercado doméstico por mais de duas décadas consecutivas. A empresa, por meio de sua subsidiária Jiangmen Dachangjiang Group Co., Ltd., é a maior produtora nacional de motos.
Além da marca própria, a Haojue mantém uma joint venture estratégica com a Suzuki Motor Corporation (Changzhou Haojue Suzuki Motorcycle Co., Ltd.), sendo a maior parceria sino-estrangeira do setor no país. Com produção anual expressiva e exportação para mais de 70 países, a Haojue detém a maior participação de mercado em volume de vendas na China: 13,6% em 2025.

No Brasil, a parceria se repete. A J.Toledo, que representa a Suzuki há 33 anos no país, também é a operadora da marca em nosso país. No ano passado, ela teve ótimos resultados no mercado nacional: foram 22.721 motos emplacadas de janeiro a dezembro, um salto de 21% em relação a 2024. Pra colocar em perspectiva: o segmento de motos até 200 cm3, onde ela atua por aqui, cresceu 17% no mesmo período.
A oitava marca mais vendida
A Haojue cresceu mais que a média e já é a 8ª marca mais emplacada do país. Ponto. Isso mostra que a estratégia de oferecer “mais por menos” num mercado onde o preço e a robustez falam mais alto do que a cor do escapamento, está funcionando. Ganharam market share real.

No detalhe dos modelos, a DK160 (aquela street com cara de briga) liderou o baile, responsável por 31% das vendas. Logo atrás, a DR160, outra street que se vende pelo conjunto “confiável, econômico e fácil de usar”. Nenhuma surpresa aqui. O povão quer moto pra rodar, não pra ir pro track day.
O ponto de atenção foi a DL160, a crossoverzinha lançada em maio. Em menos de um ano, já abocanhou 10% das vendas. Sinal de que o brasileiro tá querendo uma moto mais versátil, com aquela pose aventureira, mesmo que só vá subir a guia do shopping. A marca pescou a tendência.


Fechando a conta, 2025 solidificou a Haojue. Crescimento acima da média, rede mais forte e produtos que, ao que parece, acertaram em cheio no gosto do consumidor brasileiro. Vamos ver se 2026 mantém o ritmo ou se a concorrência acorda.
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