Das mais diversas categorias do mercado mundial de motocicletas, as superbikes são as mais encantadoras. E por um único motivo: a diferença técnica que existe entre elas e os modelos de competição é muito menor do que nos automóveis. O dono de uma moto superesportiva sempre estará muito mais próximo ao que sente um piloto de corridas… do que nos carros.
Se você pegar um monoposto de Fórmula 1 e colocá-lo para andar em Interlagos, por exemplo, ele vai virar em torno de 1min10s. O carro de rua mais rápido que andou na pista paulistana até hoje, por sua vez, foi um Porsche 911 GT2 RS, que completou a volta em 1min36s. É um abismo essa diferença. Um temporal. 26 segundos em Interlagos representam a diferença entre um Porsche Cup e um Corsinha do Paulista de Turismo.
Repita o mesmo exercício com as motos. Eric Granado virou 1min35s em Interlagos numa etapa do Moto1000GP. Não há um tempo de volta oficial para motos de rua, mas tudo indica que os modelos abaixo completariam o traçado da pista em cerca de 1min42s a 1min45s. O delta para a Moto1000 é mínimo: 10 segundos, se tanto. Conheça as 5 motos mais potentes do Brasil, portanto.
Kawasaki Z H2

Versão amansada da H2R, e disponível para rodar na rua, Kawasaki Z H2 traz a brutalidade do motor sobrealimentado da H2 (326 cv) para um estilo naked, com motor 998 cm3 que entrega cerca de 200 cv e 14 kgfm de torque para respostas imediatas em baixa e média rotação.
Ela combina eletrônica avançada (modos de pilotagem, controle de tração, ABS inteligente, cruise control, quick shifter e conectividade com smartphone) com suspensão e freios de alto desempenho. Tem estilo pra lá de agressivo, quadro treliçado leve e agilidade suficientes para ser a naked mais radical do mercado mundial. Velocidade máxima limitada a 299 km/h.
Kawasaki NInja ZX10R

É a superbike esportiva de referência da Kawasaki, pensada para domar pistas e ruas com tecnologia derivada do World Superbike. Tem motor 998 cm3, 4 cilindros em linha, refrigeração líquida e DOHC, entregando cerca de 203 cv (213 cv com Ram Air) e 11,7 kgfm de torque, acoplados a câmbio de 6 marchas e quadro leve que favorece agilidade e estabilidade.
O pacote eletrônico inclui modos de pilotagem, controle de tração, ABS inteligente (KIBS) e quick shifter, além de suspensões ajustáveis Showa e freios Brembo de alto desempenho. Visual agressivo, carenagem aerodinâmica com asas integradas e painel TFT completam o caráter de arma pronta para pista, mantendo versatilidade nas vias públicas. Chega a 300 km/h (limitada eletronicamente).
BMW S1000RR

Se não é mais potente, possivelmente deva despontar como a mais refinada tecnologicamente. A BMW S1000RR é uma superbike que mistura potência brutal, eletrônica de ponta e desempenho de pista em uma moto de rua. Ela usa um motor 999 cm3 tetracilíndrico em linha com tecnologia ShiftCam para uma curva de torque mais linear e respostas afiadas, entregando aproximadamente 210 cv e 11,5 kgfm de torque.
Seu peso e aerodinâmica evoluída permitem aceleração a 100 km/h em cerca de 3s e topo acima de 300 km/h, com quickshifter e modos de pilotagem ajustáveis para chuva, estrada, dinâmico e pista. A eletrônica inclui controle de tração dinâmico, ABS para curva, suspensão ajustável (até semi-ativa DDC), painel TFT colorido e ajustes finos para pista, tornando-a uma das superesportivas mais versáteis do segmento.
Honda CBR 1000RR-R Fireblade SP

É a superbike de homologação feita para pista com alma de MotoGP e foco absoluto em desempenho. Tem motor 999 cm3 4-cilindros em linha, refrigeração líquida, DOHC e 6 marchas com quickshifter, entregando 216 cv e 11,5 kgf·m de torque — potência e resposta nervosa no alto giro. Passa dos 300 km/h.
A suspensão eletrônica Öhlins Smart-EC com ajustes finos e os freios Brembo Stylema elevam o controle e a frenagem a níveis de competição. A aerodinâmica de carenagem inspirada em MotoGP e o chassis ultraleve garantem estabilidade e agilidade em curvas. Painel TFT colorido, modos de pilotagem e eletrônica avançada completam o pacote de uma das mais agressivas superbikes de fábrica.
Ducati Panigale V4S

Outra superbike de altíssimo desempenho que leva tecnologia de pista ao limite em uma moto de produção, oferecendo motor V4 90° Desmosedici Stradale de 1.103 cm3 com 216 cv e 12,6 kgfm, pensada para acelerar forte desde baixos até altos regimes. É outro exemplar que vai além dos 300 km/h.
A pacote inclui aerodinâmica com flaps para downforce, suspensão eletrônica Öhlins Smart EC 3.0, freios Brembo Hypure e painel TFT com modos de pilotagem e controles eletrônicos avançados (tração, wheelie, ABS com curva, quick shift). A ergonomia e o chassi refinado tornam-na intuitiva e menos cansativa em pista, capaz de extrair emoção e performance tanto de pilotos experientes quanto amadores em alto nível.
Você já acelerou alguma dessas feras? Conte sua experiência pra gente nos comentários.


