A Bajaj do Brasil ampliou seu portfólio nacional com a chegada da Dominar NS400Z em outubro deste ano, modelo que nasce na fábrica de Manaus (AM) com a clara intenção de consolidar a presença da marca no segmento das motocicletas de média cilindrada. Trata-se de uma oferta pensada para o motociclista que deseja elevar o patamar de desempenho e esportividade.
A bem-sucedida Dominar 400, que se aproxima da marca de 20 mil unidades comercializadas no país, cerca de metade de tudo o que marca já vendeu por aqui, ganhou o reforço de uma irmã de espírito mais jovem e temperamento mais provocador.
Com proporções mais compactas, volumes musculosos, superfícies tensionadas e um desenho que flerta diretamente com o universo das streetfighters urbanas, a Dominar NS400Z chega para dialogar com quem procura um visual agressivo, comportamento dinâmico e uma assinatura estética que traduz energia e movimento.

Ela é rigorosamente uma naked. Note o desenho do conjunto ótico dianteiro, com o farol de pequenas proporções. Nada é mais Yamaha MT-07 do que isso. Você verá, que as rivais são ligeiramente diferentes: a Royal Enfield Guerrilla 450 é quase uma scrambler e a Triumph Speed 400 Speed, uma autêntica street.
Aliás, testei as três motos. E vou te contar como é e como anda cada uma delas, em três avaliações distintas. Depois ainda faço um quarto texto para fechar o comparativo e te conto qual escolhi para a minha garagem.

Desempenho e ciclística
Um dos pontos centrais da NS400Z está na relação peso-potência. São somente 174 kg, número que se traduz em acelerações mais vivas e em uma moto leve nas transições, apta a entregar uma pilotagem envolvente tanto nas artérias congestionadas dos centros urbanos quanto em estradas onde a fluidez ganha espaço.
Na prática, você vai serpentear no tráfego carregado como se estivesse em uma CG160, tal sua desenvoltura em pequenos espaços. Assim como vai encarar as autoestradas com naturalidade, imprimindo tocadas a 120 km/h com folga.

Chama a atenção, como ressalva, a faixa de ressonância do motor monocilíndrico, que, acima dessa velocidade, começa a gerar um certo desconforto. Ela vibra. Mas vale ressaltar: qualquer motor de 1 cilindro provoca esse efeito. Mas motor? Sim, ela tem. Bate 150 km/h facilmente e ainda tem algum curso de acelerador para ir além.
O motor de um cilindro tem duplo comando no cabeçote e 373,3 cm³, rendendo 40 cv a 8.500 rpm e 3,57 kgfm a 7.000 rpm. Embora o torque apareça lá em cima, seu comportamento é bem dócil nas baixas e médias rotações. O câmbio de seis marchas, assistido por embreagem deslizante, privilegia trocas suaves e maior controle em reduções bruscas.

No conjunto ciclístico, a Bajaj preserva a fórmula de sucesso da família 400: chassi perimetral de elevada rigidez, suspensão dianteira invertida (USD) de 43 mm, monoamortecedor traseiro com Nitrox e freios com ABS de duplo canal. O conjunto de rodas de liga leve, equipado com pneus sem câmara (110/70-17 na dianteira e 140/70-17 na traseira), complementa a equação com aderência progressiva e comportamento previsível.
Tecnologia e conectividade
A Dominar NS400Z incorpora um pacote eletrônico completo, composto por controle de tração, que é muito apreciado quando chove. Mais ainda, você há de supor, do que nos carros, por motivos óbvios.
São quatro modos de pilotagem: Sport, Road, Rain e até um inusitado Off-Road, os quais selecionados por um minúsculo joystick (que poderia ser um controle mais encorpado) no punho esquerdo, além de painel digital com conectividade Bluetooth. A iluminação Full LED com DRL, a entrada USB e a bateria de 12V 8Ah reforçam o caráter funcional do modelo, pensado para uso cotidiano sem abrir mão de segurança e conveniência.

Não é muito fácil ler as informações desse quadro de instrumentos quando o sol incide diretamente sobre ele. A Bajaj poderia trabalhar na resolução da tela, o que erradicaria o único pênalti realmente marcante desse modelo.
Com 807 mm de altura de assento, eu me acomodei muito bem com meu 1,65 metro de altura. Aliás, você já descobre o porquê de preferir motos desse segmento: eu simplesmente não alcanço o chão se subir em qualquer big trail, por exemplo.

Confesso que me chamou a atenção a posição de pilotagem: ela joga os manetes do guidão mais para baixo, fazendo com que você incline o corpo para pilotá-la. Pelo menos para quem tem minha estatura. Um cara de 1,80 metro de altura nem vai ter que curvar o tronco. Nada que cansasse muito. Se não é tão confortável na cidade, como as duas concorrentes, é certamente a posição mais adequada quando você pega uma estrada.
O tanque de 12 litros garante autonomia adequada. Na média entre cidade e estrada, onde dei uma esticada um pouco mais nervosa, ela cumpriu bem a lição: 27,4 km/l. Mas teria batido fácil nos 30 km/l não tivesse feito meu teste rodoviário.

A Dominar NS400Z é oferecida em quatro opções de cores: vermelha, preta, cinza e branca, esta última a que eu provei, inclusive. É uma moto bonita, que inspira modernidade. Nervosinha. Vou te dizer que gostei. Primeira fase do comparativo (bem) cumprida.
Veredito
Eu compraria. Tão simples como isso. O preço é absurdamente atrativo, ainda mais porque essa madame de 40 cv custa R$ 26.900. Vale lembrar que uma Honda CB300F Twister (24,7 cv) sai por R$ 25.637.
Incomoda um pouco a falta de nitidez das informações geradas no painel, mas não é algo que desabone absurdamente a Dominar. É um belo exemplar no segmento das médias. Gostei de todo o restante do conjunto desse moto. Comecei bem o comparativo. Vejamos as próximas opções.

Você já teve alguma experiência com a Bajaj? Conte pra nós nos comentários.



Ansioso para ler as demais e o comparativo final entre as três. De antemão acho que a Guerrilla é uma moto mais atraente para o meu gosto e também tem um bom custo benefício. Dois senões nela, o tanque pequeno e a suspensão dianteira que não é invertida como na sua irmã a Himalayan. Mas vejamos o que o nobre escriba tem para nos dizer.
É muito bonita e atraente custo benefício também muito bom eo que mais me chamou atenção e o ddezene da mesma muito bonitavou compra