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Depois da Vespa, outro ícone está de volta: a Lambretta

Versão Elettra S é (adivinhe?) 100% elétrica, mas mantém o design icônico das primeiras Lambretta dos anos 50

2 min de leitura

Se a Vespa dominou o imaginário italiano do pós-guerra com sua aura romântica, a Lambretta sempre foi a contracorrente — o outro sotaque das ruas, tão clássico quanto contestador.

Décadas depois, esse espírito retorna elétrico, afiado e cheio de personalidade na Lambretta Elettra S, o modelo que marca a entrada definitiva da marca no universo zero emissão sem deixar para trás o DNA que a transformou em ícone.

Atualmente, a Lambretta possui três modelos a combustão em sua família de produtos, que variam de 50 a 330 cm3. A chegada da Elettra S é, antes de tudo, uma fusão de épocas. A carroceria metálica e o chassi de aço — relíquias técnicas num mundo de plásticos e estruturas minimalistas — reafirmam a robustez que sempre foi cartão de visitas da Lambretta.

Lambretta Elettra S (divulgação)

Na estética, passado e presente se encontram: frontal estreito e moderno, traseira arredondada inspirada nos anos 1960, iluminação full LED, tela TFT e toques cromados que entregam aquele charme italiano que não se explica, apenas se reconhece.

Recarga em 6 horas

Por trás da silhueta nostálgica, vive a nova Lambretta: motor de 4 kW (com picos de 6 kW) capaz de levar a scooter aos 90 km/h; bateria NMC de 4,5 kWh com autonomia de até 120 km; recarga total em cerca de 6 horas na tomada doméstica ou carga rápida de 20% a 80% em pouco mais de 3 horas.

Três modos de condução — Eco, Ride e Sport — e homologação L3e completam o pacote urbano. A suspensão, com garfo dianteiro tie-rod e amortecedor traseiro, foi projetada para filtrar as imperfeições da cidade sem perder o toque clássico.

Com previsão de estreia no mercado europeu no fim de 2026, por cerca de 6.500 euros, a Lambretta Elettra S chega para ocupar um espaço peculiar: entre as scooters elétricas de uso diário e os modelos premium que bebem da fonte retrô. É o renascimento elétrico de um ícone — agora silencioso, mas com personalidade de sobra.

8 comentários em “Depois da Vespa, outro ícone está de volta: a Lambretta”

  1. Celso

    Muito bonita mas faltou o clássico pneu sobressalente na trazeira

    • JOSÉ LUIZ BRAGA COELHO

      Verdade!! Faltou e estepe na traseira, aí ficaría um show… retrô elétrica, silenciosa, moderna, chique!!

  2. Moacyr Barreto

    Prefiro as antigas ,tenho uma lambreta ,ano 1963,saia e blusa,linda …..não vendo,rsrsrs.

  3. Luiz Bianco da Silva

    Linda!!!
    Me criei no interior de Minas Gerais. Fui civilizado encima de motocicletas: Jawa 175, Jawa 250, BSA 350, Leonett NSU, Lambretinha Ld e a Lambreta LI. E de “lambuja” as vespas M3 e M4. Ainda, hoje, com 70 anos de idade, gosto de montar em motos. Tenho alguns itens: a Jawa 250, Vespa PX e uma Lambreta Cyntia. Gosto muito.

  4. Márcio

    Sacanagem, elétrica??

  5. Arnaldo Calado

    Aff meu. Elétrica? Que pecado. Antes viesse a combustão mesmo. Aí sim muito mais original.

  6. Jose

    Legal! Mas o preço!!!

  7. PAULINO LEGNAME

    Tive uma, morava em São Paulo e minha namorada no interior… todo fim de semana, aquele cansaço.
    Algum tempo depois, comprei um outro icone das 2 rodas: Ducati 350 Mark III- Desmodrômica, aí os 220km, viraram um pequeno passeio. Mas. A Lambretta, deixou saudade. Compraria de novo apesar da idade

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Edu Pincigher

Eduardo Pincigher é jornalista formado pela PUC-SP e atua no setor automotivo desde 1989, sendo o autor da Coluna do Tio Edu com textos divertidos sobre o presente e passado do setor automotivo. Com passagens em diversas publicações e montadoras, hoje trabalha como assessor de imprensa e consultor de diversas empresas

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