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Superesportiva elétrica tem 136 cv e faz 0 a 100 km/h em 3,5 segundos

A Verge TS Pro acaba de chegar à segunda geração. Além de gerar essa pegada esportiva, ela tem uma roda com motor elétrico acoplado

4 min de leitura

A Verge voltou a sacudir o imaginário do motociclismo elétrico ao apresentar, no EICMA 2025 em Milão, a segunda geração da TS Pro. Uma máquina que parece ter saído diretamente de um storyboard de ficção científica. A moto finlandesa mantém o elemento que a tornou um ícone instantâneo: a roda traseira sem cubo, onde o motor elétrico se integra ao próprio aro como se fosse parte de um organismo mecânico vivo.

Mas a versão 2026 vai além do estético: ela redesenha a experiência do piloto, aprimora a inteligência eletrônica e introduz um novo coração tecnológico, o Donut Motor 2.0, agora 50% mais leve.

O novo motor pesa apenas 21 kg e preserva os números que projetaram a TS Pro ao centro das discussões sobre performance elétrica: 102 kW (136,8 cv) e um torque monumental de 1000 Nm, entregues de forma imediata, silenciosa e com precisão quase cirúrgica.

Moto elétrica Verge TS Pro branca parada de traseira
Verge TS Pro [Divulgação]

A eliminação de corrente ou correia torna o conjunto mais limpo, mais direto, reduzindo perdas mecânicas e praticamente dispensando manutenção. Uma declaração clara de que a Verge não está apenas criando uma moto, mas reformulando o próprio conceito de transmissão.

Autonomia de 350 km

A ergonomia segue a mesma lógica futurista: assento a 780 mm, entre eixos de 1607 mm e peso total de 230 kg, distribuídos de forma estruturada para reforçar a estabilidade. A bateria de 20,2 kWh amplia o alcance da ambição da marca, oferecendo até 350 km de autonomia e carregamento ultrarrápido: menos de 35 minutos para encher o tanque solar elétrico, com a promessa de recuperar 100 km em recarga de 15 minutos.

A nova geração também passa por um refinamento profundo no gerenciamento térmico e elétrico. A TS Pro estreia bateria reprojetada, módulos reconfigurados e um sistema auxiliar de baixa voltagem que reduz o consumo quando estacionada, evitando aquela drenagem silenciosa típica de alguns elétricos.

No painel, o piloto agora encontra duas telas digitais: uma sobre o guidão, enxuta e direta, e outra, em formato de tablet, ocupando a área onde antes estaria um tanque. Essa segunda interface se transforma em centro nervoso da moto, oferecendo status de recarga, ajustes, telemetria expandida, modos de condução e atualizações remotas (OTA), um recurso cada vez mais comum em carros, mas raro nas duas rodas.

Moto elétrica Verge TS Pro verde parada de frente
Verge TS Pro [Divulgação]

Alta tecnologia nos componentes mecânicos

A ciclística reforça o pedigree premium da Verge: suspensões Öhlins ou Wilbers e freios Brembo, compondo um conjunto que busca entregar precisão em alta velocidade e conforto no uso urbano, sem perder o caráter provocador que acompanha a TS Pro desde seu nascimento.

A relação comercial também reflete essa estratégia: vendas diretas ao consumidor, preços a partir de £31.980 (cerca de R$ 210 mil) e entregas previstas para o segundo trimestre de 2026 no Reino Unido.

Com sua silhueta radical, roda traseira hipnótica e tecnologia que antecipa comportamentos da mobilidade elétrica da próxima década, a nova TS Pro surge como um manifesto sobre o futuro das motos. É ao mesmo tempo um objeto de desejo, um laboratório de engenharia e um lembrete de que o amanhã das duas rodas pode ser muito mais ousado do que imaginávamos.

Você teria um moto 100% elétrica? E se fosse esportiva? Conte sua opinião nos comentários.


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3 comentários em “Superesportiva elétrica tem 136 cv e faz 0 a 100 km/h em 3,5 segundos”

  1. FGC19

    Não curto motos elétricas mas essa é top d+ não tem como não chamar a atenção no desing.

  2. Douglas Charles Cunha

    Caraca, que monstra! Essa é um fenômeno. 102kgfm de torque não é brincadeira. Nem pick-up diesel tem essa força. Teria fácil.

    • Ricardo

      De quanto estamos falando dessa máquina será que uma máquina dessa chega no Brasil e certamente custaria um rins ainda mais pelos impostos que são cobrados no Brasil minha opinião não vale apena trazer pra cá não porque o Brasil já perdeu a noção de valores e um governo que só pensa em criar imposto.

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Edu Pincigher

Eduardo Pincigher é jornalista formado pela PUC-SP e atua no setor automotivo desde 1989, sendo o autor da Coluna do Tio Edu com textos divertidos sobre o presente e passado do setor automotivo. Com passagens em diversas publicações e montadoras, hoje trabalha como assessor de imprensa e consultor de diversas empresas

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