As vendas mundiais da Harley-Davidson caíram muito nos últimos anos. Fala-se de um fenômeno simples: o consumidor tradicional da marca estaria envelhecendo e a renovação esperada com as linhas Adventure e elétrica não estaria suprindo essa queda. O fato é que a própria marca admitia queda de 5% nas vendas em 2025. Contudo, os números finais ainda não foram divulgados.
Em paralelo, a marca sediada em Milwaukee, EUA, estaria aproveitando esse momento de transição para reposicionar a linha de modelos e melhorar a lucratividade, por intermédio de modelos de maior margem , embora o volume geral de unidades enviadas às lojas tenha diminuído nos últimos anos, gerando preocupações sobre o fechamento de concessionárias. No Brasil, a HD chegou a ter 30 lojas. Há metade disso, hoje.
O fato é que ela está se mexendo. E muito. Dias atrás, o site internacional do fabricante revelou nada menos do que 13 novos modelos que passaram a integrar o portfólio da marca para o ano-modelo 2026. As novidades reforçam a estratégia da fabricante de ampliar sua oferta em segmentos estratégicos, com destaque para as linhas Touring, Trike, Adventure e CVO.

Os destaques são as novas Street Glide® Limited e Road Glide® Limited, modelos que materializam uma evolução da plataforma Grand American Touring. Desenvolvidas para clientes que valorizam luxo, desempenho e elevado nível de conforto em longas jornadas, as novas versões incorporam o motor Milwaukee-Eight® 117 VVT, avanços no pacote aerodinâmico e refinamentos ergonômicos, além do novo bagageiro Grand Tour-Pak®.
O conjunto é complementado pelo sistema de áudio Harley-Davidson® by Rockford Fosgate®, painel touchscreen com o sistema Skyline™ OS e navegação integrada, elevando o padrão de sofisticação e conectividade.


Aposta nos modelos de 3 rodas e na Adventure
A linha também passa a contar com as inéditas Street Glide® 3 Limited e Road Glide® 3, modelos de três rodas que marcam a estreia da segunda geração do conceito Trike da Harley-Davidson. As novidades adotam nova suspensão traseira, com ganhos expressivos em conforto para piloto e passageiro, aliada ao desempenho do motor Milwaukee-Eight® 117 VVT e a um pacote tecnológico alinhado ao das versões Touring de duas rodas.
Outro ponto de destaque da linha 2026 é a nova Pan America® 1250 Limited, versão orientada ao uso adventure da marca. O modelo chega ao mercado com um pacote completo de fábrica, incluindo malas laterais e top case de alumínio com capacidade total de 120 litros, quickshifter Screamin’ Eagle®, protetores de escapamento, radiador e cárter, além de ajustes específicos para pilotagem em pé.

A proposta é oferecer preparação fora do asfalto com relação custo-benefício competitiva. A Pan America® 1250 Limited preserva todos os atributos que consagraram a versão Special, como suspensões semiativas, rodas raiadas, farol Daymaker® Signature Adaptive, nove modos de pilotagem, pacote completo de assistências eletrônicas e o sistema Adaptive Ride Height, que ajusta automaticamente a altura da motocicleta nas paradas.
O motor Revolution® Max 1250 entrega 149 cv a 8.750 rpm e 124 Nm de torque a 6.750 rpm, garantindo desempenho elevado em qualquer cenário.


Família CVO é a top de linha
Completam a linha 2026 os modelos da divisão Custom Vehicle Operation™ (CVO™), que passam a oferecer cinco versões de produção limitada. Considerado o ápice em design, tecnologia e nível de acabamento da Harley-Davidson, o portfólio CVO reúne as novas CVO™ Street Glide® ST, CVO™ Street Glide® Limited e CVO™ Street Glide® 3 Limited, além das atualizadas CVO™ Road Glide® ST e CVO™ Street Glide®.
Todos os novos modelos estarão disponíveis em breve na rede global de concessionárias Harley-Davidson.
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Uma grande parte dos consumidores de motocicletas estão migrando das grandes motos para as de média cilindrada. E isso no mundo todo. A Harley insiste em vender somente motos muito grandes e muito caras nos principais mercados do mundo. Mas tem parcerias de motos mais baratas na China e na Índia. Se essas motos mais baratas fossem oferecidas em mais mercados, seria uma porta de entrada para a marca, uma maneira de criar novos clientes e retê-los quando pudessem ter motos mais caras. Assim como a Triumph está fazendo com sua linha 400 e colhendo um imenso sucesso. Se mantiverem essa política de ter lucro máximo por unidade, mesmo que sejam poucas, e não se importar muito com renovação de clientes, não percebo um futuro promissor para a marca.