A Royal Enfield construiu, ao longo dos anos, uma reputação sólida entre preparadores e customizadores ao redor do mundo. O motivo é simples: suas motos combinam mecânica acessível, visual atemporal e uma versatilidade que convida à transformação.
Lançada em 2024, a Guerrilla 450 rapidamente passou a ocupar também esse território criativo, consolidando-se como uma base fértil para projetos autorais.
A interpretação apresentada recentemente, porém, eleva esse potencial a um novo patamar. Assinado pela Cheetah Custom Cycles, oficina sediada em Tóquio, o projeto parte da Guerrilla 450 de série, mas avança muito além de um exercício estético superficial.

A proposta foi reinterpretar o modelo sem trair sua essência técnica, preservando o moderno monocilíndrico de 450 cm³, refrigerado a líquido, agora inserido em um chassi profundamente retrabalhado e em uma identidade visual radicalmente diferente.
Sabe aquelas corridas em circuitos ovais de terra?
A inspiração vem diretamente das flat tracks americanas dos anos 70, período em que simplicidade, leveza e agressividade visual eram elementos centrais. Essa referência aparece de forma clara nas linhas enxutas, no porte compacto e na postura racing da moto.

O subchassi traseiro foi completamente reconstruído à mão, enquanto as carenagens em alumínio reforçam o caráter artesanal e funcional do conjunto, eliminando qualquer excesso.
À frente do projeto está Toshiyuki Osawa, responsável tanto pelo conceito quanto pela execução técnica. Entre as modificações mecânicas, destaque para o novo coletor de escape em aço inox, combinado a um silenciador da IXRACE, solução que valoriza o desempenho e a sonoridade sem comprometer a confiabilidade do conjunto original.

O pacote ciclístico acompanha a proposta esportiva. As suspensões levam assinatura WP, referência em desempenho, enquanto as rodas de 19 polegadas calçam pneus Maxxis DTR-1, escolha alinhada ao universo flat track e à busca por comportamento mais neutro e previsível em uso esportivo. No sistema de freios, a presença de pinça Brembo na traseira reforça o cuidado com a qualidade dos componentes.
Apoio da fábrica
A iniciativa integra o programa Royal Enfield Custom World, que aproxima a marca indiana de oficinas independentes ao redor do mundo, incentivando leituras autorais e ampliando o repertório estético de seus modelos.



A moto não está destinada à produção em série, mas a mensagem é direta. A Royal Enfield demonstra disposição para explorar caminhos visuais mais ousados e para mostrar que suas plataformas vão muito além das soluções tradicionais. Mais do que peça única, um projeto como esse funciona como manifesto — e indica que o futuro da marca pode ser tão criativo quanto suas raízes são sólidas.
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