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Letras e números!

5 marcas que usam letras e números como RG dos seus carros

Em vez de nomes por extenso, algumas marcas usam letras e números como forma de identificar e posicionar seus carros

4 min de leitura

O sucesso de um carro é definido por diversos fatores. Qualidade construtiva, posicionamento de mercado, experiência de condução e consumo, seja ele de combustível ou elétrico, estão entre os principais. No entanto, um bom nome associado a esses pilares ajuda a fixar o produto na mente dos consumidores, para o bem ou para o mal, contribuindo diretamente para a construção de uma reputação no mercado.

Entre nomes por extenso, como Fusca, Brasília, Monza, Chevette, Opala e, mais recentemente, Kardian, Tera, Onix, Pulse e Fastback, para citar, existem modelos que seguem o caminho alfanumérico. Trata-se de uma tradição consolidada entre os fabricantes alemães, que ajudaram a popularizar essa prática. Por isso, selecionamos algumas marcas que adotam o esquema de letras e números para batizar seus carros.

Audi

Audi RS e-tron GT [divulgação]
Audi RS e-tron GT [Divulgação]

O uso de letras e números surgiu na Audi no início da década de 1990, como parte de uma reestruturação da marca após sua consolidação dentro do Grupo Volkswagen. Foi o A4, lançado em 1994, que introduziu oficialmente esse esquema alfanumérico ao substituir o Audi 80.

Antes nomeados apenas por números, os modelos passaram a adotar a combinação alfanumérica como forma de posicionamento dentro da gama do fabricante das quatro argolas. Assim como ocorre na BMW, atualmente o único carro da Audi que não traz um número no nome é o e-tron GT.

BMW

BMW 330e M Sport azul em movimento na estrada é um dos carros com nome alfanumérico
BMW 330e M Sport [Divulgação]

Historicamente, a BMW sempre utilizou letras e números para identificar seus modelos. Os mais experientes certamente se lembram da chegada do Série 3 ao Brasil, na geração E36, um sedan que consolidou a marca no segmento premium, rivalizando diretamente com Audi A4 e Mercedes-Benz Classe C.

Essa combinação alfanumérica está presente em modelos como iX3, i4, X5 e M3, para citar. Já o 330e M Sport é um híbrido equipado com motor 2.0 turbo de quatro cilindros com injeção direta, associado a um câmbio automático de oito marchas e a um motor elétrico, entregando 292 cv e 42,8 kgfm combinados. A tração é traseira e o preço é de R$ 455.950. O iX é o único modelo da marca a utilizar apenas letras no nome.

Mercedes-Benz

Mercedes-Benz GLB 250+ EQ azul visto de frente e com DRL aceso
Mercedes-Benz GLB 250+ EQ [Divulgação]

Seja elétrico ou a combustão, a Mercedes-Benz é outro fabricante que aposta fortemente na combinação de letras e números. A marca adotou esse padrão ainda nos anos 1950, quando os números indicavam a cilindrada e as letras identificavam a carroceria ou a proposta do veículo.

Quem não se lembra do 300 SL ou dos modelos 230, 280 e 300? Um marco importante ocorreu em 1993, com a chegada do Classe C de geração W202, que substituiu a série 190. Hoje, esse esquema é amplamente empregado, seja no SUV GLB, com preços a partir de R$ 379.900, seja no luxuoso S 63 S E Performance, que parte de R$ 1.689.900.

Volvo

Volvo EX90 Ultra preto parado de frente com muro amarelo e árvores ao fundo é um dos carros com nome alfanumérico
Volvo EX90 Ultra [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

A segurança sempre foi o principal pilar da Volvo. Foi a fabricante sueca que introduziu o cinto de segurança de três pontos em 1959, desenvolvido pelo engenheiro Nils Bohlin e oferecido de série no modelo PV544. Houve uma época em que a marca utilizava apenas números para identificar seus carros, mas essa estratégia mudou ao longo do tempo.

Hoje, a maioria dos modelos da Volvo adota combinações alfanuméricas, como XC90, EX90, XC40, EX30 e EX40, por exemplo.

Citroën

carro Citroën C5 parado de frente com prédio ao fundo
Citroën C5 [Divulgação]

Na Citroën, o uso de letras e números remonta aos anos 1930, quando modelos como o Traction Avant eram identificados por números ligados à potência fiscal, prática comum na França à época. O padrão moderno de combinar letras e números surgiu no início dos anos 2000.

Aliás, o Citroën C5, lançado em 2001, marcou essa virada ao substituir o Xantia e dar início à família C. Mais recentemente, a marca passou a adotar o sufixo ë para identificar seus modelos elétricos.

E você, lembra de algum modelo identificado por letras e números que marcou época? Compartilhe sua opinião nos comentários.


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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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