Os carros elétricos viraram uma realidade no Brasil e ao redor do mundo. Muitos falam que o futuro será dominado por carros totalmente livres de poluentes, mas alguns fabricantes já voltaram atrás na estratégia de comercializar apenas modelos movidos a bateria.
Essa popularização dos modelos elétricos foi capitaneada, principalmente, pela China. Porém, apesar do crescimento abaixo do inicialmente previsto dos carros puramente elétricos e da proteção de alguns governos ocidentais contra esse tipo de mobilidade, é justamente a China que vem oferecendo modelos a gasolina para mercados emergentes.
A disseminação da tecnologia elétrica nos carros criou gigantes automotivas, como a BYD, mas, em contrapartida, também gerou perdas a outros fabricantes. Desde 2020, cerca de três quartos das exportações automotivas chinesas são de carros a combustão, segundo a Reuters.

Ou seja, milhões de carros a gasolina vêm sendo enviados a mercados em que outros fabricantes já dominaram. A China passou de exportar um milhão de veículos por ano para cerca de mais de 6,5 milhões neste ano, tornando-se o maior exportador automotivo do mundo.
A gigante China
Os números impressionam. Embora a China tenha moldado um novo mercado automotivo com a eletrificação, ela também está desenhando um novo horizonte com carros a combustão de forma igualmente agressiva. Esse aumento das exportações, associado às políticas chinesas de veículos elétricos, criou uma guerra de preço no mercado, que reduziu as margens dos modelos a combustão interna.
Em vez de fechar fábricas, as marcas chinesas adotaram outra estratégia: colocaram seus produtos em mercados onde a estrutura de carregamento é escassa, a exemplo do Brasil. Ainda assim, os fabricantes chineses continuam ganhando espaço na Europa, América do Sul, África, Sudeste Asiático e Europa Ocidental.


SAIC, Dongfeng, BAIC e Changan dependiam de joint ventures com GM, Nissan e Honda, embora essas parcerias tenham diminuído. De acordo com matéria publicada pelo Carscoops.com, as vendas da SAIC GM no país da Grande Muralha despencaram de mais de 1 milhão por ano para pouco mais de 400.000.
Contudo, exportou mais de um milhão de veículos no ano passado. Além disso, a Chery somou 700.000 vendas globais em 2020 para mais de 2,5 milhões no ano passado. E a maioria de modelos movidos a gasolina. Apesar disso, essa onda chinesa é uma realidade, quer você goste ou não. No México, a participação de mercado chegou a 14%, roubando clientes tanto da Chevrolet quanto da Ford.

As previsões das consultorias indicaram à Reuters que as montadoras chinesas adicionarão mais quatro milhões de vendas no exterior até 2030. Combinado com o crescimento interno, isso pode dar à China quase um terço do mercado automotivo global em cinco anos.
E você, o que acha dos modelos chineses? Compraria um? Caso seja dono ou ex-proprietário, compartilhe sua experiência nos comentários.



