A BMW M está pronta para sujar os pneus de lama. Em entrevista à CarExpert, Frank van Meel, o chefe da divisão esportiva, sugeriu que um modelo off-road com a assinatura da divisão M não está fora de questão. Embora já tenha o X5 e não tenha batido o martelo sobre a produção, o executivo deixou a porta aberta para um rival à altura de ícones como Porsche 911 Dakar e Lamborghini Huracán Sterrato.
A visão da marca se fundamenta no Rali Paris-Dakar, e não apenas no asfalto liso de Nürburgring ou nos circuitos da IMSA. Van Meel defende que a herança da divisão permite essa transição, unindo a performance extrema com a robustez necessária para encarar o off-road. Para a BMW, a areia é um campo de provas tão legítimo quanto as pistas de corrida.
BMW caçador de Mercedes
Atualmente, a BMW carece de um fora de estrada purista, tendo o conceito elétrico Dune Taxi de 2022 como o ensaio mais próximo da realidade. Se o projeto avançar, o novo modelo nascerá sobre a plataforma G74, um SUV projetado com um objetivo de aniquilar o domínio absoluto do Mercedes-Benz Classe G. A versão civil deve aparecer apenas em 2029, o que empurra a variante preparada pela M para a virada da próxima década.

Pressão da concorrência
A BMW não está sozinha nessa incursão e vigia de perto os movimentos de Audi e Cadillac. Enquanto a Audi apresentou o ousado Activesphere, a Cadillac contra-atacou com o conceito Elevated Velocity, ambos focados em performance bruta e eletrificação. Para a divisão M, ignorar essa tendência seria entregar de bandeja um mercado onde exclusividade e robustez ditam as regras.
Até a Genesis, braço de luxo da Hyundai, mergulhou de cabeça na lama com os conceitos X Gran Equator e o controverso X Skorpio. Enquanto os coreanos testam designs abstratos, o sinal para a BMW é claro: o tempo de apenas imaginar um M fora de estrada acabou. Agora, a questão não é mais “se”, mas “quando” o ataque será iniciado.


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