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Honda prova que dá para fazer um carro legal do tamanho do Renault Kwid

Novo Honda Super-One é pequeno, rápido e tem jeito de superesportivo, apesar de ter o mesmo porte de um Renault Kwid

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Parece que existe uma máxima no mercado automotivo de que carros pequenos não podem ser divertidos, mas sim baratos ao extremo. Vez ou outra, algum modelo sai desse padrão tedioso, como ocorreu com o Volkswagen up! ou o Renault Twingo. Agora, contudo, a Honda decidiu seguir o mesmo caminho com o carismático N-One ao transformá-lo no inédito Super-One.

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Com 3,58 m de comprimento, 1,57 m de largura e 1,61 m de altura, o modelo apresenta porte parecido com o de um Renault Kwid ou um Fiat Mobi. Embora seja levemente mais curto que os rivais mencionados, ele se mostra bem mais alto. A grande diferença, entretanto, reside no fato de ele ser totalmente elétrico e ostentar um jeitão de carro esportivo de verdade.

Inspirado no bulldog dos anos oitenta

Segundo a Honda, o Super-One buscou inspiração no clássico City Turbo II Bulldog. Esse hatch subcompacto dos anos 1980 não possui relação alguma com o City sedã que a marca vende hoje no Brasil. Além do visual original do N-One, que já espelha as linhas do primeiro City, a nova versão remete à variante esportiva do passado por conta da carroceria nitidamente mais larga.

Honda Super-One roxo de traseira acelerando
Honda Super-One [divulgação]

O Super-One recebeu para-lamas alargados, para-choque dianteiro com apelo esportivo e rodas de liga-leve maiores. Além disso, a marca aplicou um teto preto que dá o tom para o aerofólio traseiro. Tal qual um Volkswagen up! TSI, o Super-One possui a tampa traseira pintada em preto. Contudo, a pintura é apenas parcial, pois a peça desce até a parte inferior do para-choque.

Interior com detalhes curiosos

Por dentro, o motorista encontra bancos esportivos que mesclam tecido com couro em uma combinação de cores cinza, azul e branco. O volante abriga um botão roxo escrito Boost, que serve para aumentar a performance momentânea do modelo. Ao acionar essa função, surge também um conta-giros digital no painel, o que não faz o menor sentido mecânico para um carro elétrico, mas ajuda a compor o visual nostálgico.

Honda Super-One interior
Honda Super-One [divulgação]

Se o Honda N-One original conta com apenas 64 cv por conta das rígidas leis para os Kei Cars japoneses, o Super-One rasga essa regra e sobe para 95 cv. Decerto, esse valor supera o que Kwid e Mobi oferecem, mas ainda assim não representa uma potência tão alta para a esportividade que seu visual anabolizado sugere. Por outro lado, a fabricante ainda não revelou a autonomia oficial das baterias.

A Honda venderá o Super-One em diversos mercados além do Japão, incluindo Austrália, Nova Zelândia, Europa e partes da Ásia. Infelizmente, ao que tudo indica, a marca não possui planos de colocar o hatch elétrico bombado para rodar nas ruas brasileiras.

Honda Super-One roxo de frente acelerando
Honda Super-One [divulgação]

Você teria um Honda Super-One para enfrentar o trânsito urbano com mais estilo? Conte sua opinião nos comentários.


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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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