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Mudança de plano

Honda revisa estratégia elétrica após despesas bilionárias

Honda revisa plano de elétricos após despesas de US$ 1,71 bi. Marca fala em erro de cálculo, encerra parceria com GM e foca em híbridos

3 min de leitura

Fabricantes globais aprendem, da forma mais dolorosa, que a virada de chave para a era puramente elétrica não aceita erros de cálculo. Seguindo o rastro das europeias, a Honda enfrenta agora um período de quedas e prejuízos operacionais. Os carros elétricos já conquistaram uma parcela de brasileiros como um modal sustentável, mas a operação livre de poluentes registrou trimestres consecutivos de perdas para a marca.

A Honda reportou US$ 1,71 bilhão em despesas (aproximadamente R$ 8,86 bilhões) vinculadas exclusivamente à aposta em carros elétricos. Embora o rombo não atinja o patamar da Ford, que amargou a rejeição da caminhonete F-150 Lightning, a situação da Honda acende um alerta sobre a viabilidade de uma gama puramente elétrica no curto prazo.

Elétrico Honda 0 Series Saloon EV branco parado de frente
Honda 0 Series Saloon EV [Divulgação]

A mudança de rota da Honda

Além disso, a Honda reconsidera seus planos após registrar o quarto trimestre consecutivo de prejuízo operacional, segundo dados do Carscoops. Nos três primeiros trimestres do ano fiscal, as perdas somaram US$ 1,07 bilhão. Projeções do Auto News indicam que o impacto anual completo pode atingir US$ 4,48 bilhões em decorrência da baixa adesão aos elétricos.

Noriya Kaihara, vice-presidente executivo da Honda, reconheceu que a empresa precisa realizar uma revisão fundamental de suas estratégias para reconstruir a força competitiva. Na prática, isso significa o fim da cooperação estreita com a General Motors. As vendas lentas do Acura ZDX e do Honda Prologue, ambos dependentes da plataforma Ultium da GM, selaram o destino da parceria.

O retorno pragmático aos híbridos

A Honda admite que superestimou a aceitação do mercado e a estabilidade dos incentivos governamentais nos Estados Unidos. A meta anterior, de vender 2 milhões de elétricos por ano até 2030, deu lugar a um realinhamento pragmático: a prioridade agora é a tecnologia híbrida.

A nova diretriz visa dobrar as vendas de modelos híbridos para 2,2 milhões de unidades anuais até 2030. A estratégia reverte a prioridade absoluta que os veículos a bateria detinham até então. Apesar do recuo, o cronograma de imagem resiste: o fabricante mantém para este ano o lançamento do SUV elétrico Acura RSX e da linha Honda Série 0, que servirão mais como vitrines tecnológicas do que como pilares de volume.

Honda Civic e:HEV 2026 [Auto+ / João Brigato]
Honda Civic e:HEV 2026 [Auto+ / João Brigato]

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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