Finado no Brasil, o Sandero segue vivo normalmente no mercado europeu como Dacia. Sucesso de vendas, o modelo passou de 300 mil unidades vendidas no acumulado do ano passado. E para seguir competitivo perante seus rivais, a marca romena apresentou uma reestilização para a linha 2026 e até a chegada do inédito motor híbrido. Será que o Brasil vai aproveitar para lançar o Kardian Hybrid?
Na nova linha, os modelos Sandero, Stepway, Logan e a perua Jogger ganharam pequenos retoques no visual. Na dianteira, eles trazem novos faróis e grade atualizada. Nas laterais, as versões mais baratas ganham novas calotas para cobrirem suas rodas de aço. Já os modelos mais caros trazem rodas de liga-leve.
Na parte de trás, as lanternas de LED trazem efeito pixel, seguindo o redesenho dos LEDs diurnos da dianteira. O aventureiro Stepway passa a contar com uma faixa preta interligando a tampa do seu porta-malas. Tanto ele quanto os outros carros não trarão mais o emblema da marca e sim o nome dela escrito por extenso. A perua Jogger mantém as lanternas na vertical, as quais podem relembrar os SUVs sofisticados da Volvo.

Motorização inédita
Tanto o Sandero 2026 quanto seus irmão ganham os tons amarelo Âmbar e Arenito em suas paletas. Na cabine, eles passam a ter de série central multimídia de 10 polegadas com Apple CarPlay (sem fio) e Android Auto. Ela tem acabamento flutuante, sendo bem parecida com a tela usada pelo Kardian brasileiro. Volante multifuncional, acabamento diferenciado e painel de instrumentos digital são destaques e iguais aos do SUV da Renault.
Além disso, a nova linha vai trazer itens como carregador de celular por indução, câmeras multivisão, retrovisores rebatíveis e faróis automáticos em algumas versões. Pontos de ancoragem para segurar cabide, sacola e o suporte para celulares vão equipar todos os modelos baratos 2026 da Dacia. Na lista de itens de segurança, eles passam a contar com frenagem autônoma de emergência com detector de pedestres, motociclistas, ciclistas e veículos e alerta de atenção do condutor.

Mas, o principal destaque da linha 2026 da família Sandero está relacionada à sua motorização. Caberá à Jogger e ao Stepway estrearem o inédito conjunto híbrido para a linha. Neste caso, o motor 1.8 aspirado a gasolina trabalha em parceria com dois motores elétricos e uma bateria de 1,4 kWh de capacidade. Tudo junto rende 155 cv e 17,3 kgfm de torque.
O câmbio é automático de apenas quatro marchas para o propulsor a combustão, mas tem duas para os motores elétricos. Como a plataforma do Sandero e do Renault Kardian é exatamente a mesma, além de outras peças, a marca francesa pode lançar uma versão híbrida do SUV compacto no Brasil. Assim teríamos um SUV subcompacto hibrido de verdade, ao contrário do Fiat Pulse “Hybrid”.
De acordo com a Dacia, a maior parte da condução urbana pode ser feita com os propulsores elétricos. Desse modo, os modelos 2026 vão atender as futuras normas de emissões de poluentes a serem impostas pela União Europeia. A perua Jogger já pode ser encomendada com este conjunto e o Stepway será o primeiro Sandero eletrificado do mundo, só que só virá mais para o fim de 2026.

Brasil terá alguma dessas novidades?
Para quem não quiser entrar na era da eletrificação, a família Sandero pode dispor de motores a combustão. Eles podem vir equipados com o propulsor 1.2 turbo tricilíndrico e que funciona também com gás liquefeito de petróleo. Tem 120 cv, tração dianteira e câmbios manual ou automatizado de dupla embreagem e com seis marchas. Segundo a marca, a autonomia combinada da gasolina e o GLP dos Stepway e Jogger beira os 1.480 quilômetros.
Motor turbo a gasolina de 100 ou 110 cv com câmbio manual de seis marchas e propulsor triclíndrico de 65 cv, destinado às versões de entrada, seguem como opção na nova linha. Ou seja, somente motores mais fracos do que os usados no Renault Kardian no Brasil. Por fim, esperamos que o conjunto híbrido adotado na nova linha 2026 da família Sandero possa indicar novidades até para o nosso mercado.

O que acontece é que o Kardian fabricado em São José dos Pinhais, Paraná, poderá receber futuramente algum conjunto eletrificado. Dessa forma, ele bateria ainda mais de frente com o Fiat Pulse semi-híbrido e também atenderia as normas de emissões de poluentes. A Renault já está desenvolvendo motores eletrificados para equipar seus veículos nacionais e eles não devem demorar para dar o ar da graça.
E não há previsão de retorno para a linha Sandero ao Brasil. Hoje, o carro da marca francesa mais acessível é o Kwid Zen, o qual parte de R$ 78.690. Para quem precisa de mais espaço, pode pular para o Kardian Evolution manual tabelado em R$ 113.690.

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É lógico que a Renault não vai trazer esse carro. Renault não sabe vender carro.
Verdade a Renault não sabe vender e muito menos perpétuar o nome de um carro bom como está sendo o Sandero e família.
Dizer que queria se afastar da Dacia e relançar o Stepway com o nome de Kardian me parece uma total incoerência e também achar que o consumidor é trouxa. Não trazer a nova geração do Sandero, que na Europa bate recordes de vendas, foi um tiro no pé, evidenciando que no Brasil ela está perdida.